"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sansão - Soberania e responsabilidade humana II


Mogi das Cruzes
06.09.2011

A narrativa, repentinamente, nos toma de assalto: o primeiro registro da vontade de Sansão vem carregado de pecado, de oposição ao Senhor, Sansão deseja casar-se com uma mulher estrangeira (14.1,2).

De pronto seus pais tentam confrontar-lhe, demover-lhe da ideia de casar-se com aquela mulher: não haveria alguém que pertencesse ao povo de Deus para tal (14.3). Mas, resoluto em sua disposição de satisfazer seus anseios, reage: “só desta me agrado”.

Mesmo estupefatos, estamos frente à primeira manifestação da soberana vontade de Sansão. Essa o afasta da vontade de seus pais e da vontade do próprio Deus.

Esse contexto tem sido utilizado para arrolar o Senhor no pecado de Sansão – atribuir à soberania de Deus a participação no pecado - ou mesmo para reduzir de Sansão a responsabilidade por sua escolha (sua vontade). 


Para que entremos no torneio: (Jz 14.4)
“isto vinha do Senhor”.
E mais:
“Senhor procurava ocasião contra os filisteus” (esses dominavam sobre os israelitas). 

Deus utilizara-se do domínio filisteu para quebrar a cerviz de Israel, mas, ao mesmo tempo, buscava  livrar por meio de homens (Juízes) como Sansão, pois para isto nascera – a soberana vontade de Deus.


Uma pergunta se torna imperiosa:
O que vinha do Senhor, estaria o Senhor associado ao pecado de Sansão?

Não podemos ser meninos no juízo, na malícia, sim!

Sansão - Soberania e responsabilidade humana I


Mogi das Cruzes
06.09.2011

Quatro capítulos, apenas quatro capítulos são dedicados a Sansão, um libertador de Israel, voltamos a ler seu nome em meio a outros grandes nomes, homens que foram aprovados diante de Deus pela demonstração de sua fé em Hebreus cap. 11.


Nesses capítulos, estupefatos assistimos a maior reversão de expectativa de todo texto sagrado, pois a história de Sansão permite-nos adentrar um pouco mais na disposição e o poder da vontade humana. 


Sansão oferece-nos o registro de um homem em busca de sua satisfação. É sobremaneira prudente dispor nossa mente e nosso coração para percebê-lo sob a perspectiva religiosa, pois apenas assim, veremos como um homem desconsidera valores, consequências e sentimentos, sob a soberania, e ao mesmo tempo, benevolência do Senhor.

Qual o limite da vontade humana? Ao empreender minhas escolhas, poderia considerar que há outro plano para minha vida? Tudo está determinado e não tenho escolhas? Reconheço não ser suficiente para tais respostas, mas a empreitada nos oferece desafios e avaliações oportunas para nossas vidas, para percepção de nossos corações.

Exortados somos pelo Altíssimo para Dele pedir sabedoria. Peçamo-la, pois Ele liberalmente nos dá. Supliquemos ao Senhor, para que venha sobre nós sua graça; que abra nosso entendimento afim de que aprendamos dEle; pois apenas por Sua benevolência poderemos imprimir suas verdades em nossos corações, saindo daqui hoje certos de termos estado com Ele. 

O texto escolhido contém a vida de Sansão, se mais há, não nos foi revelado, precisamos tomar apenas o que está escrito para conhecê-lo melhor. O que podemos antecipadamente afirmar: Sansão é um homem determinado em atender à sua vontade, a despeito de conselhos e instruções... e principalmente da vontade de Deus.

O Livro de Juízes é marcado pelo recrudescimento do pecado da nação de Israel. O cap. 13.1, assim inicia:
“Tendo os filhos de Israel tornado a fazer o que era mal perante o Senhor, este os entregou nas mãos dos filisteus por quarenta anos”.

Não há por parte da nação disposição favorável ao nome do Senhor. Não há citações de homens em retidão diante de Deus; Israel está sob disciplina, e essa é feita por meio dos vizinhos filisteus. E nosso livro assim se encerra:
“Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos”.

A liberdade pessoal é a marca da nação de Israel, a vontade de cada um é soberana, mesmo que os conduza à escravidão. [Toda semelhança com nossos dias, mesmo que, parte do programa de Deus, mostra a dureza de cerviz do povo de Deus.]

Em meio a esse cenário Deus estende sua benevolência a uma família, cuja mulher é estéril, dando-lhe um filho (13.2,3). Transversal à desobediência do povo, Deus age para que seu plano seja consumado. 
Em (13.5,7) sabemos que aquela criança é consagrada a Deus desde o ventre de sua mãe. O menino é nazireu (separado e dedicado ao Senhor).


Logo Manoá, pai daquele que viria ao mundo (13.12), buscou ao Senhor para saber sua vontade (de Deus):
(1) como deveria criar a criança e;
(2) como aquela criança serviria ao Altíssimo.

A vinda da criança é antecipada por cuidados paternos e pela atenção de Deus. Nenhum desleixo ou negligência são permitidos. 
A própria mãe da criança deveria adotar cuidados especiais para consigo mesma, tudo para que a vontade do Senhor fosse cumprida (13.4,13).  
Por fim lemos que o menino nasceu foi-lhe dado o nome Sansão (talvez, pequeno sol) e cresceu e o Senhor o abençoou (13.24). 


Um cenário cuidadosamente foi criado e adequado para que a vontade santa do Senhor prosperasse por meio de, agora nominado, Sansão.  


Sansão é o homem que encerra a atenção de seus pais e do próprio Deus para uma grande obra.

domingo, 4 de setembro de 2011

Olhando a cruz .

Mogi das Cruzes.
04.09.2011

Morreu o Senhor.  Está consumado! O último brado, depois apenas a liturgia perversa da morte. Há silêncio em toda imensidão do universo. Jaz em uma vil cruz o Senhor deste universo. Sobre aquele corpo está a sentença e o registro da perversão humana.

As perguntas em profusão são lançadas aos quatro cantos da terra, como estrelas cadentes trazendo luz sobre nossas mentes sombrias, questionemos:
Por que morreria o autor da vida, aquele em que nele tudo subsiste?
Seria apenas a evidência da maldade contínua do desígnio do coração do homem, em que não há restrição para tudo que intentam fazer?
Por quem viria a vida, a paz? 
O que de Deus podemos aprender naquela cruz?

Nas santas palavras do Senhor aprendemos o amor, a retidão e a justiça...  não haveria também na cruz, além do pranto e dor, toda a justiça, todo o amor? 

Percorramos as sendas de sabedoria do Senhor Deus, deixemo-nos levar pelo Seu Santo Espírito. A Ele tributemos antecipadamente toda a honra, todo louvor, toda glória.