"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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domingo, 27 de novembro de 2011

É literal o reino de Cristo? dois pesos, duas medidas



O reinado de Cristo é um tema que tem sido evitado em vários ambientes. Às vezes há a conotação da insuficiência das Escrituras para garantir-lhe a literalidade ou não. Longe estamos de um armistício. Sobram argumentos, acredito, para ambos lados.

Caberá a quem defende sua literalidade apresentar provas, pois o ônus da prova cabe a quem busca provar a existência, e não para quem apenas afirma a “não existência”.

Assim, através das Escrituras rumarei, certo que afirmarão que tais argumentos não são exaustivos. Para os tais, sugiro a refutação como direito ao contraditório.

Afirmo que tanto quanto possível as palavras devem ser tomadas em seu sentido natural, respeitando aspectos históricos e gramaticais. Caso não faça sentido e tenhamos argumentos textuais devemos buscar outro significado para ela. 

Passemos aos argumentos.

É significativa a evidência dada pelo escritor sagrado ao traçar a genealogia de Jesus registrar Davi, o rei de Israel.
e a Jessé nasceu o rei Davi. A Davi nasceu Salomão da que fora mulher de Urias; ... e a Jacó nasceu José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama Cristo. (Mt 1:6,16)

Podem alguns dizer: mas, ele de fato era da descendência de Davi. Então concordamos neste primeiro ponto: Jesus é descendente de Davi – e isso é muito importante. O reinado de Cristo está imbricado ao do rei Davi, por isso – não apenas - já podemos fundamentar sua literalidade.
Senão vejamos:

Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, que sair das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. (2 Sm 7:12,13)

No texto acima poderão objetar: por que esse reino seria literal? Responderei: dias completos são literais, dormir é literal (mesmo que morte), descendência é literal, entranhas é literal, logo há plena possibilidade do reino prometido ser literal... pois para sempre também o é.
Os ensinos dos santos profetas confirmam a literalidade do reino:

Eis que vêm os dias, diz o Senhor, em que cumprirei a boa palavra que falei acerca da casa de Israel e acerca da casa de Judá. Naqueles dias e naquele tempo farei que brote a Davi um Renovo de justiça; ele executará juízo e justiça na terra. (Jr 33:14-15)


Leia ainda Is 55.3,4; Jr 30.9; 33.15,17,20,21; Os 3.5; Am 9.11.

A relação do Messias com Rei é inequívoca, portanto a literalidade de uma implica na literalidade da outra.
desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos, Também os que com ele foram crucificados o injuriavam. (Mc 15:32)

E começaram a acusá-lo, dizendo: Achamos este homem pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César, e dizendo ser ele mesmo Cristo, rei. (Lc 23:2)


E há outro argumento:  a nação de Israel esperava por um rei literal.
É impossível refutar tal verdade das Escrituras. Podem até afirmar que a nação  Israel não entendeu e que  estava enganada, o que Jesus não o fez.

·         A morte dos infantes decretada por Herodes (Mt 2.13,16)
·         A vinda dos magos (Mt 2.1-2)

Há várias passagens em que o reino de Jesus é apresentado como se literal, e Jesus poderia ter-lhe corrigido ou mesmo refutado, mas Jesus não o fez.
·         À afirmação de Natanael: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és rei de Israel. (Jo 1.49)
·         À mãe dos filho de Zebedeu: Concede que estes meus dois filhos se sentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino. (Mt 20:21)
·         Ao malfeitor na cruz: Então disse: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. (Lc 23:42)

E o texto:
Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. (Jo 18:36)

O texto não fala sobre sua natureza, mas sobre sua origem. Quanto a isto não há o que discutir: o reino de Cristo não é DAQUI. Mas, não podemos dizer que não será AQUI... literalmente.

E o texto:
nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós. (Lc 17:21)

ninguém, em sã consciência, pode negar a dimensão espiritual do reino de Deus. Mas, este argumento não anula a literalidade do reino de Jesus Cristo.

Nos últimos instantes do Senhor ainda aqui no mundo com seus discípulos houve o seguinte diálogo:
Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? (At 1:6)

Ele bem poderia ter refutado de uma vez por todas essa ideia de reino literal. Entretanto, Ele a refirmou:
Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. (At 1:7).

A sobre a bendita cruz estava:
E Pilatos escreveu também um título, e o colocou sobre a cruz; e nele estava escrito: JESUS O NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. (Jo 19:19)

Muito mais há, mas os textos apresentados são fortes fundamentos da esperança da vinda e o do reino literal do Senhor.

Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus. (Ap 22:20)
  

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A vontade de Deus e eu



Nenhum crente no Senhor – acredito eu - deixa de ser pressionado pelo questionamento de saber-se fazendo a vontade do Altíssimo. São várias as situações e circunstâncias em que refletimos se tal escolha, tal comportamento ou opinião, realmente, refletiu a glória de Deus. 

Sabendo quem sou (Rm 7), sei que nem tudo será dúvida ou constrangimento, mas ambos devem ser sentinelas da vida cristã. E, se assim, não pensamos, somos crianças na fé, ainda sorvendo leite, pois incapazes somos de algo mais sólido (1 Co 3.2)

Por várias vezes tenho inveja da dedicação e disposição de servos de Deus que conheço, que os leio ou, mesmo, que ouço de terceiros. Homens que estão, efetivamente, oferecendo-se sobre o altar como sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor (Rm 12), e por esses dou glórias.

Lembro-me de quando o Senhor me apresentou Hebreus, marejaram meus olhos e pesou meu coração: “homens os quais o mundo não era digno” (11.38). Para benefício nosso essa galeria de homens ainda não foi encerrada, há milhões de anônimos do Senhor que Cristo neles vive (efetivamente).

Mas, não me causa surpresa encontrar pessoas com “suas convicções”, e por elas desenharem suas vidas, sem aceitarem confrontações da palavra do Senhor, pois, se percebem em pleno acordo com os santos propósitos de Deus. Talvez, se proponham à estágios de santidade além dos escritos sagrados.  

Ao contrário disso, na leitura da vida do Mestre encontramos por várias vezes, quase uma obsessão, a sua disposição em saber e fazer a vontade do Pai. Não seria um bom referencial para nossas vidas?

No mundo religiosos, ao “aprendermos uma conduta” agradável, somos incapazes de dela abrirmos mão em favor do irmão mais fraco (1 Co 8.11). Equivocadamente chamamos de maturidade o descaso – ou desamor - para com os demais irmãos. Muitas vezes negamos-lhes a oportunidade de instruí-los, ou a oportunidade de sofrermos por eles.

Por mais paradoxal que pareça, vivemos dias em que uma multidão de crentes vive sem a pressão do questionamento sobre satisfazer a vontade de Deus. Vivemos com “condutas aprendidas”, pensando-nos sábios, criando guetos, sentimo-nos fortes (é o fermento!).

É necessário refletir aos pés do Senhor:

Se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber. (1 Co 8:2)

Há imensidão, mistério e sabedoria envolvendo a vontade de Deus. Não sabemos sua extensão, tampouco seu desdobramentos. Portanto, a soberba ou o descaso (dupla perigosa) não cooperam para a satisfação do nosso Deus.

Parece-me que o caminho mais simples para trilharmos na busca de fazer a vontade de Deus é aprender a Sua palavra, para aplicá-la em benefício daqueles por quem Cristo morreu (pois este é um dos propósitos da salvação)

E com prudência, repetir o Mestre:
Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. (Lc 22:42)

E que continuemos pressionados.

domingo, 6 de novembro de 2011

Para onde iremos - III



A  Igreja e a Grande Tribulação.



Muitos afirmam que estamos em plena tribulação, acredito que esses negligenciam ao termos, os agentes e propósitos bíblicos associados a esse período prescrito pelo Senhor.
Discordam que seja um momento particular da história humana.

Através das Escrituras poderemos esmiuçar a ideia que está em torno do que chama da Grande Tribulação.

No Velho Testamento existem alguns textos que devem ser vistos para que discirnamos a respeito do propósito de Deus em grafar tal palavra.
Aqui citamos três dos textos clássicos que fundamentam tal doutrina. Jeremias fala sobre Israel, pois particularmente afirma o nome Jacó: angústia para Jacó.
Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela. (Jr 30:7 )

Já o profeta Joel nos fala a respeito da intensidade desse tempo, sem precedentes: dia de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão!

dia de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão! desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração. (Jl 2:2 ).

Outro texto ensina-nos sobre o ineditismo desse mesmo tempo: Nunca houve.

e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; (Dn 12:1 )

No Novo Testamento encontramos a passagem de Mateus 24, que dela se origina o termo para expressar este  período e a sua natureza: Momentos de tribulação sem precedentes na história humana.

porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. (Mt 24:21 )

Podemos ler ainda a respeito da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. 

da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. (Ap 3:10 )

Ou como corrobora Lucas sobre a extensão e imprevisibilidade:

e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra.  (Lc 21:34-36 )

Os textos indicam a existência de um tempo de sofrimentos, trevas, angústias sem precedentes na história. Mesmo que tenham acontecido prisões e sofrimentos sobre o povo de Israel no cativeiro babilônico, os textos acima falam sobre algo inusitado, ímpar.
Podemos afirmar que o que houve sobre Israel são sombras daquilo que realmente ocorrerá em um tempo futuro.   

A origem divina desse período.
Outro ponto importante, é a necessidade de reconhecermos que este período de trevas sobre a terra vem de Deus. Contrário  que muitos afirmam vir do próprio Satanás. Os textos abaixo demonstram nossa certeza:

Eis que o SENHOR vai devastar e desolar a terra, (Is 24:1 )Porque o Dia do SENHOR está perto e vem como assolação (Jl 1:15)poderão livrar no dia da indignação do SENHOR, (Sf 1:18 )

Cujo propósito é, segundo podemos ver na Palavra de Deus. Os versos abaixo permite-nos afirmar : 
Derramar juízo. Sem dúvida alguma, e conforme já evidenciado anteriormente, Deus durante este período estará julgando todos os moradores da terra.
a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça. (2 Ts 2:12 )

O grande propósito da tribulação é derramar juízo sobre homens e nações descrentes.


A Igreja não é Israel. É de fundamental importância verificarmos e compreendermos a distinção que há  entre Israel e a Igreja. Esta distinção nos permite afirmar que a igreja não participará da 70 ª de Daniel.
São alistadas aqui algumas diferenças que garantem tal interpretação. O quadro abaixo expressa itens que permitem verificar a diferença entre essas duas entidades.

Israel
Igreja
Promessas para terra
Promessas para o céu
Descendentes físicos de Abraão
Descendentes espirituais de Abraão
Cabeça é Abraão
Cabeça é Cristo
Nação Israel
Nação Igreja
Cristo é Messias, Emanuel, Rei.
Noivo, Cabeça, Salvador


A mensagem dado para Igreja de Filadélfia, que garante guardá-la da hora da provação, é um argumento que exige o arrebatamento pré-tribulacional. 

eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. (Ap 3:10 )

A argumentação sobre a preposição de (ek), na frase “da hora da provação”, se conforma com a defesa da posição pré-tribulacional. O uso natural deste tremo no Novo Testamento é “para fora de “,  “para longe de”. A idéia de que a proteção dar-se-á com a igreja estando ela da dentro da tribulação conflita com a existência dos mártires mortos durante o período tribulacional (Ap 6.10-11).

Toda a terra experimentará a ira de Deus, seus juízos, sua sentença, sua justiça.

Portanto, se a Grande Tribulação tem um de seus propósitos julgar – aplicação da justiça divina - a terra com todos seus moradores, não faz menor sentido incluir a Igreja nesse período.

Já justificada por Cristo mediante a fé. 


Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus. (Ap 22:20)


Para onde iremos - II



Quem sou eu diante de Deus.


Tudo começa quando Deus chega ao homem e, objetivamente, oferece-lhe uma aliança.

Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção. Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. (Gn 12:1-3)

À Abrão cabia sair daquela terra como condição para que as promessas de Deus fossem cumpridas, e Abrão saiu. Estava em Deus o fazer de Abrão homem abençoado, de grande nome – bênçãos pessoais; estava em Deus tirar do lombo de Abrão um descendente e por ele construir uma grande nação – bênçãos nacionais; estava em Deus abençoar todas as famílias da terra por meio de Abrão – bênçãos mundiais... e Abrão saiu.

Toda história da humanidade fluiria a partir da fidelidade e poder de Deus, levando-se em conta o patriarca Abrão.

Temos como fonte original oferecendo causa para todos os eventos da história humana as promessas de Deus feitas a Abrão.

Deus fez de Abrão um grande homem, seu nome chegou até os confins da terra e continua chegando.
Deus suscitou do ventre infértil da esposa de Abrão – Sara – um filho Isaque que gerou a Jacó, que teve seu nome alterado para Israel... uma grande nação – donde tiramos o nome judeu.
Deus fez chegar às famílias de toda terra o evangelho que anuncia o sangue remidor de Cristo... a salvação em Cristo Jesus.
Deus cumpriu literalmente toda sua promessa ao patriarca Abrão.
Mas, precisamos saber como estas promessas ocorreram ao longo da história humana.
Comecemos, pois com a bênção nacional, já que o cumprimento da promessa a Abrão é por demais conhecida, e a história secular confirma-a cabalmente.
Ao longo da história Deus, por meio de seus profetas, desenvolveu um relacionamento objetivo com a nação de Israel.  Aqueles homens falavam da parte de Deus permitindo a Israel – e somente a Israel – o conhecimento de seu caráter, de seu plano. Assim, progressivamente a nação de Israel foi sendo instruída e abençoada pelo Deus de Israel.

Os benefícios trazidos por Deus imprimiam contrapartidas, as obrigações de Israel.
A conduta, o culto de Israel deveriam se diferenciar dos demais povos que o circundavam.
A nação deveria estar separada das demais nações que não conheciam ao Senhor... Israel não foi capaz de cumprir, misturou-se com as demais nações, seguindo atrás de deuses, fazendo o que não era agradável ao Deus de Abrão e Jacó – Israel, evidenciou  sua culpa diante de Deus.

Em seu plano majestoso, Deus lhes prometeu um rei libertador, à semelhança do rei Davi.
Assim, temos uma nação que não será tida por Deus como inocente e ao mesmo tempo aguarda a vinda de seu Rei libertador para reinar sobre ela.

Temos Israel – uma nação rebelde - e as demais nações pagãs, temos um Rei prometido apenas para Israel.
Poderia Deus pela desobediência de Israel rejeitá-la? As promessas feitas poderia ser desconsideradas, mesmo transferidas para uma outra nação?


Eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse meu pacto que eles invalidaram, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. (Jr 31:31-32)

Deus garante que fará um pacto com Israel, a despeito de haverem invalidado o pacto do Egito. E afirma que Israel é sua esposa. Ao longo das Escrituras é reafirmada a fidelidade de Deus para com a nação de Israel.
Lemos mais:

Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia, e a ordem estabelecida da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, de modo que bramem as suas ondas; o Senhor dos exércitos é o seu nome: Se esta ordem estabelecida falhar diante de mim, diz o Senhor, deixará também a linhagem de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. (Jr 31:35-36)

Não podemos, sem pecar, afirmar que Deus se esqueceu de Israel, que falhará em sua promessa a Abrão.
O rei e a punição a Israel.
A vinda do rei para Israel poderia ser resumida em um único verso:
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. (Jo 1:11)

Dentre as inúmeras evidências de rebeldia do povo de Israel está a rejeição do Rei prometido. Mas, nada estava fora das promessas de Deus feitas a Abrão, e as palavras do espírito de Deus ecoaram por todo o mundo :
a qual tu preparaste ante a face de todos os povos;  luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo Israel. (Lc 2:31-32)

Deleitemo-nos ante a grandeza, sabedoria e bondade de Deus. Na vinda de Seu Filho ao mundo, o Rei de Israel, já centelhava luz em direção às nações pagãs da terra – luz para os gentios.
Os povos que não estavam incluídos no lombo de Abrão entenderiam “em ti serão benditas todas as famílias da terra. (Gn 12:1-3).

Sim, nós que não somos judeus fomos alcançados pelo Senhor. Na rejeição do Rei e Senhor estava cumprida a promessa de Deus aos povos da terra.

Logo, pergunto: Porventura tropeçaram de modo que caíssem? De maneira nenhuma, antes pelo seu tropeço veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. Ora se o tropeço deles é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! Mas é a vós, gentios, que falo; e, porquanto sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu ministério, (Rm 11:11-13)

E mais:

Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? (Rm 11:15)

 Somos povo que não era povo, que fomos alcançados pela misericórdia de Deus, para que evidenciasse sua fidelidade para com seu servo Abrão.

Deus jamais de esquecerá de Israel, mas guardou em mistério, a forma como salvaria os gentios: A Igreja do Senhor, um corpo para dar ao seu Filho, como uma virgem a desposá-lo. 

Para onde iremos - I



Há algumas perguntas que não mais ouvimos, acredito que continue na mente das pessoas, contudo por algum motivo ela desapareceu dos lábios, das rodas, tornou-se inoportuna, imprópria, banida foi do cotidiano das pessoas.

Talvez, se compare ao fato de desconfiarmos de que há algo estranho conosco, mas evitamos o questionamento, pois descobri-lo, se nos será desconfortável. Evidenciariam nossa incapacidade, fraquezas, impotência, ignorância. E, é norma para o homem deste século rejeitar sua insignificância face às grandezas que envolvem a vida.

Assim, o futuro e a eternidade foram execrados do mundo, logo não se ouve o questionamento: Onde estarei daqui a cem anos? Posto, que é uma questão pessoal, que afeta a mente e o coração de cada pessoa.

Sim, onde estarei eu, você daqui a cem anos? Mesmo que tenha boa vontade, é difícil considerar que qualquer um de nós esteja ainda neste corpo mortal. Pois, de alguma forma, todos nós experimentaremos a morte - tema muito constrangedor.

Eu gostaria de, através das Escrituras, considerar os conselhos eternos do Senhor a respeito do tempo que se avizinha, o dia de amanhã faz parte dos planos de Deus... prescrutemo-lo.

O primeiro ponto a ser identificado é quem sou diante de Deus. Pois, negligenciar esta questão pode me conduzir a pensar ser algo que realmente não sou.

Feito isto, preciso saber quais os eventos que são determinados para o mundo, como os enfrentarei;
E por fim, onde estarei na eternidade.

É uma grande empreitada, que o Senhor seja bondoso com nossa mente, nosso coração, que a nossa carne não encontre pontos de descanso durante nossa peregrinação através das Escrituras. 

sábado, 5 de novembro de 2011

A fidelidade de Deus e a nação de Israel




E estas são as palavras que disse o Senhor, acerca de Israel e de Judá. Assim, pois, diz o Senhor: Ouvimos uma voz de tremor, de temor mas não de paz. Perguntai, pois, e vede, se um homem pode dar à luz. Por que, pois, vejo a cada homem com as mãos sobre os lombos como a que está de parto? Por que empalideceram todos os rostos? Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; todavia, há de ser livre dela. E será naquele dia, diz o Senhor dos exércitos, que eu quebrarei o jugo de sobre o seu pescoço, e romperei as suas brochas. Nunca mais se servirão dele os estrangeiros; mas ele servirá ao Senhor, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhe levantarei. Não temas pois tu, servo meu, Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; pois eis que te livrarei de terras longínquas, se à tua descendência da terra do seu cativeiro; e Jacó voltará, e ficará tranquilo e sossegado, e não haverá quem o atemorize. Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar; porquanto darei fim cabal a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida justa, e de maneira alguma te terei por inocente. (Jr 30:4-11)

Esta leitura nos fala acerca de Israel e Judá. Antecipa-se sobre um tempo de dor e angústia para Jacó, tempo que Israel servirá a estrangeiros. 
Há no texto a promessa de livramento:
“Eu quebrarei o jugo de sobre seu pescoço, e romperei suas brochas. Nunca mais se servirão dele os estrangeiros”.
“A ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida justa, e de maneira alguma te terei por inocente”.

A certeza de angústia e livramento, sem que o Senhor considere Israel inocente. Israel será punida, mas alcançará misericórdia do Senhor.

Temos outro texto do mesmo profeta que diz:

Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia, e a ordem estabelecida da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, de modo que bramem as suas ondas; o Senhor dos exércitos é o seu nome: Se esta ordem estabelecida falhar diante de mim, diz o Senhor, deixará também a linhagem de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre.
Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a linhagem de Israel, por tudo quanto eles têm feito, diz o Senhor. (Jr 31:35-37)

Recorda para nós, salvos em Cristo, a respeito da perenidade do Estado de Israel, uma nação eterna diante de Deus. 
Colocando tal condição sob duas possibilidades bastante razoáveis sob a perspectiva de Deus: 
À primeira, envolve o poder de Deus (providência); 
À segunda, envolve o conhecimento humano. 

Resta-nos considerar ambas e identificar quais delas são possíveis. Caso, pelo menos uma delas seja possível, Israel será aniquilada dos planos de Deus.

Assim, tenhamos absoluta certeza que o Senhor jamais esquecerá Israel, mesmo que derrame juízo sobre aquela nação. 

Assim, honrará a promessa feita a Abraão: “De ti farei uma grande nação”. 

Em 14 de maio de 1948, Deus fez renascer no mundo o que jamais saiu de seu coração e de seus decretos eternos. 

Sim, e nós, gentios, salvos pelo sangue de Cristo,  quem somos? (Ef 3.6; Cl 1.24-29)

Sem discernir o tempo que vivemos




Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?  E, se é com dificuldade que o justo se salva, onde vai o ímpio, sim, o pecador? (1 Pe 4.17)

O texto dentro de um questionamento mais amplo, afirma a iminência do juízo de Deus, portanto, nos traz o tempo como unidade de atenção.

E mais, “primeiro vem sobre nós”. Inclui-nos nesse processo grandioso.


Depois, sabiamente, questiona: “qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus”?
Categoriza para os leitores: justos e ímpios. E, não há mais outras categorias com as quais pudesse incluir a humanidade com tanta clareza. 
Todos nós estamos incluídos: ou justos ou ímpios, pecadores.

O que acontecerá com o mundo? E o que acontecerá comigo daqui a cem anos? É uma pergunta sensata a ser feita, mesmo que constrangedora. 
Os sábios evitam falar sobre o futuro, os ímpios evitam ouvir... e nós negligenciamos anunciá-lo.

Mas, devemos bater à porta do tempo, lembrar às pessoas sobre a eternidade. Temos colocado o tempo, a vinda do Senhor no final da fila do cotidiano das pessoas... e das nossas responsabilidades

Mas, estamos aqui, servos do Senhor para trazer à memória de todos. 


Um simples fato justifica a insistência: é o local – local mesmo – onde todos nós estaremos - justo e ímpios.

Devíamos. mas não mais falamos a todos sobre a razão de nossa esperança. Não subimos nos eirados e proclamamos: "perto está o Senhor", "estaremos para sempre com Ele".

Quais os motivos para negligenciarmos a vinda do Senhor?  Nossa inocência? Nossos prazeres cotidianos? Os  sonhos de conquistas pessoais?

Não sei. Apenas sei que a Igreja do Senhor não mais anuncia Sua vinda. Está entretida com o caminhar do mundo, com os olhos e corações fincados na terra. 


Nossa pátria celestial não apenas saiu de nossas prioridades, mas, saiu de nossas mentes.

Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, (Fp 3:20)
  
Poucas pessoas pensam a respeito do tempo futuro, do céu, a respeito do encontro com o Senhor. Deixamos de anunciar todo o desígnio do Santo. 


A cada dia que passa, mais nos acomodamos na rodas do mundo, somos confundidos com o mundo.

Contrário às Escrituras, nossa esperança está cada vez mais longe, estamos desconhecendo – e desafiando – o tempo.
E isso fazei, conhecendo o tempo, que já é hora de despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando nos tornamos crentes. (Rm 13:11)