"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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domingo, 27 de novembro de 2011

É literal o reino de Cristo? dois pesos, duas medidas



O reinado de Cristo é um tema que tem sido evitado em vários ambientes. Às vezes há a conotação da insuficiência das Escrituras para garantir-lhe a literalidade ou não. Longe estamos de um armistício. Sobram argumentos, acredito, para ambos lados.

Caberá a quem defende sua literalidade apresentar provas, pois o ônus da prova cabe a quem busca provar a existência, e não para quem apenas afirma a “não existência”.

Assim, através das Escrituras rumarei, certo que afirmarão que tais argumentos não são exaustivos. Para os tais, sugiro a refutação como direito ao contraditório.

Afirmo que tanto quanto possível as palavras devem ser tomadas em seu sentido natural, respeitando aspectos históricos e gramaticais. Caso não faça sentido e tenhamos argumentos textuais devemos buscar outro significado para ela. 

Passemos aos argumentos.

É significativa a evidência dada pelo escritor sagrado ao traçar a genealogia de Jesus registrar Davi, o rei de Israel.
e a Jessé nasceu o rei Davi. A Davi nasceu Salomão da que fora mulher de Urias; ... e a Jacó nasceu José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama Cristo. (Mt 1:6,16)

Podem alguns dizer: mas, ele de fato era da descendência de Davi. Então concordamos neste primeiro ponto: Jesus é descendente de Davi – e isso é muito importante. O reinado de Cristo está imbricado ao do rei Davi, por isso – não apenas - já podemos fundamentar sua literalidade.
Senão vejamos:

Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, que sair das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. (2 Sm 7:12,13)

No texto acima poderão objetar: por que esse reino seria literal? Responderei: dias completos são literais, dormir é literal (mesmo que morte), descendência é literal, entranhas é literal, logo há plena possibilidade do reino prometido ser literal... pois para sempre também o é.
Os ensinos dos santos profetas confirmam a literalidade do reino:

Eis que vêm os dias, diz o Senhor, em que cumprirei a boa palavra que falei acerca da casa de Israel e acerca da casa de Judá. Naqueles dias e naquele tempo farei que brote a Davi um Renovo de justiça; ele executará juízo e justiça na terra. (Jr 33:14-15)


Leia ainda Is 55.3,4; Jr 30.9; 33.15,17,20,21; Os 3.5; Am 9.11.

A relação do Messias com Rei é inequívoca, portanto a literalidade de uma implica na literalidade da outra.
desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos, Também os que com ele foram crucificados o injuriavam. (Mc 15:32)

E começaram a acusá-lo, dizendo: Achamos este homem pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César, e dizendo ser ele mesmo Cristo, rei. (Lc 23:2)


E há outro argumento:  a nação de Israel esperava por um rei literal.
É impossível refutar tal verdade das Escrituras. Podem até afirmar que a nação  Israel não entendeu e que  estava enganada, o que Jesus não o fez.

·         A morte dos infantes decretada por Herodes (Mt 2.13,16)
·         A vinda dos magos (Mt 2.1-2)

Há várias passagens em que o reino de Jesus é apresentado como se literal, e Jesus poderia ter-lhe corrigido ou mesmo refutado, mas Jesus não o fez.
·         À afirmação de Natanael: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és rei de Israel. (Jo 1.49)
·         À mãe dos filho de Zebedeu: Concede que estes meus dois filhos se sentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino. (Mt 20:21)
·         Ao malfeitor na cruz: Então disse: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. (Lc 23:42)

E o texto:
Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. (Jo 18:36)

O texto não fala sobre sua natureza, mas sobre sua origem. Quanto a isto não há o que discutir: o reino de Cristo não é DAQUI. Mas, não podemos dizer que não será AQUI... literalmente.

E o texto:
nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós. (Lc 17:21)

ninguém, em sã consciência, pode negar a dimensão espiritual do reino de Deus. Mas, este argumento não anula a literalidade do reino de Jesus Cristo.

Nos últimos instantes do Senhor ainda aqui no mundo com seus discípulos houve o seguinte diálogo:
Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? (At 1:6)

Ele bem poderia ter refutado de uma vez por todas essa ideia de reino literal. Entretanto, Ele a refirmou:
Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. (At 1:7).

A sobre a bendita cruz estava:
E Pilatos escreveu também um título, e o colocou sobre a cruz; e nele estava escrito: JESUS O NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. (Jo 19:19)

Muito mais há, mas os textos apresentados são fortes fundamentos da esperança da vinda e o do reino literal do Senhor.

Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus. (Ap 22:20)
  

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As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.