"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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domingo, 6 de novembro de 2011

Para onde iremos - II



Quem sou eu diante de Deus.


Tudo começa quando Deus chega ao homem e, objetivamente, oferece-lhe uma aliança.

Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção. Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. (Gn 12:1-3)

À Abrão cabia sair daquela terra como condição para que as promessas de Deus fossem cumpridas, e Abrão saiu. Estava em Deus o fazer de Abrão homem abençoado, de grande nome – bênçãos pessoais; estava em Deus tirar do lombo de Abrão um descendente e por ele construir uma grande nação – bênçãos nacionais; estava em Deus abençoar todas as famílias da terra por meio de Abrão – bênçãos mundiais... e Abrão saiu.

Toda história da humanidade fluiria a partir da fidelidade e poder de Deus, levando-se em conta o patriarca Abrão.

Temos como fonte original oferecendo causa para todos os eventos da história humana as promessas de Deus feitas a Abrão.

Deus fez de Abrão um grande homem, seu nome chegou até os confins da terra e continua chegando.
Deus suscitou do ventre infértil da esposa de Abrão – Sara – um filho Isaque que gerou a Jacó, que teve seu nome alterado para Israel... uma grande nação – donde tiramos o nome judeu.
Deus fez chegar às famílias de toda terra o evangelho que anuncia o sangue remidor de Cristo... a salvação em Cristo Jesus.
Deus cumpriu literalmente toda sua promessa ao patriarca Abrão.
Mas, precisamos saber como estas promessas ocorreram ao longo da história humana.
Comecemos, pois com a bênção nacional, já que o cumprimento da promessa a Abrão é por demais conhecida, e a história secular confirma-a cabalmente.
Ao longo da história Deus, por meio de seus profetas, desenvolveu um relacionamento objetivo com a nação de Israel.  Aqueles homens falavam da parte de Deus permitindo a Israel – e somente a Israel – o conhecimento de seu caráter, de seu plano. Assim, progressivamente a nação de Israel foi sendo instruída e abençoada pelo Deus de Israel.

Os benefícios trazidos por Deus imprimiam contrapartidas, as obrigações de Israel.
A conduta, o culto de Israel deveriam se diferenciar dos demais povos que o circundavam.
A nação deveria estar separada das demais nações que não conheciam ao Senhor... Israel não foi capaz de cumprir, misturou-se com as demais nações, seguindo atrás de deuses, fazendo o que não era agradável ao Deus de Abrão e Jacó – Israel, evidenciou  sua culpa diante de Deus.

Em seu plano majestoso, Deus lhes prometeu um rei libertador, à semelhança do rei Davi.
Assim, temos uma nação que não será tida por Deus como inocente e ao mesmo tempo aguarda a vinda de seu Rei libertador para reinar sobre ela.

Temos Israel – uma nação rebelde - e as demais nações pagãs, temos um Rei prometido apenas para Israel.
Poderia Deus pela desobediência de Israel rejeitá-la? As promessas feitas poderia ser desconsideradas, mesmo transferidas para uma outra nação?


Eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse meu pacto que eles invalidaram, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. (Jr 31:31-32)

Deus garante que fará um pacto com Israel, a despeito de haverem invalidado o pacto do Egito. E afirma que Israel é sua esposa. Ao longo das Escrituras é reafirmada a fidelidade de Deus para com a nação de Israel.
Lemos mais:

Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia, e a ordem estabelecida da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, de modo que bramem as suas ondas; o Senhor dos exércitos é o seu nome: Se esta ordem estabelecida falhar diante de mim, diz o Senhor, deixará também a linhagem de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. (Jr 31:35-36)

Não podemos, sem pecar, afirmar que Deus se esqueceu de Israel, que falhará em sua promessa a Abrão.
O rei e a punição a Israel.
A vinda do rei para Israel poderia ser resumida em um único verso:
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. (Jo 1:11)

Dentre as inúmeras evidências de rebeldia do povo de Israel está a rejeição do Rei prometido. Mas, nada estava fora das promessas de Deus feitas a Abrão, e as palavras do espírito de Deus ecoaram por todo o mundo :
a qual tu preparaste ante a face de todos os povos;  luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo Israel. (Lc 2:31-32)

Deleitemo-nos ante a grandeza, sabedoria e bondade de Deus. Na vinda de Seu Filho ao mundo, o Rei de Israel, já centelhava luz em direção às nações pagãs da terra – luz para os gentios.
Os povos que não estavam incluídos no lombo de Abrão entenderiam “em ti serão benditas todas as famílias da terra. (Gn 12:1-3).

Sim, nós que não somos judeus fomos alcançados pelo Senhor. Na rejeição do Rei e Senhor estava cumprida a promessa de Deus aos povos da terra.

Logo, pergunto: Porventura tropeçaram de modo que caíssem? De maneira nenhuma, antes pelo seu tropeço veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. Ora se o tropeço deles é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! Mas é a vós, gentios, que falo; e, porquanto sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu ministério, (Rm 11:11-13)

E mais:

Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? (Rm 11:15)

 Somos povo que não era povo, que fomos alcançados pela misericórdia de Deus, para que evidenciasse sua fidelidade para com seu servo Abrão.

Deus jamais de esquecerá de Israel, mas guardou em mistério, a forma como salvaria os gentios: A Igreja do Senhor, um corpo para dar ao seu Filho, como uma virgem a desposá-lo. 

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