"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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domingo, 6 de novembro de 2011

Para onde iremos - III



A  Igreja e a Grande Tribulação.



Muitos afirmam que estamos em plena tribulação, acredito que esses negligenciam ao termos, os agentes e propósitos bíblicos associados a esse período prescrito pelo Senhor.
Discordam que seja um momento particular da história humana.

Através das Escrituras poderemos esmiuçar a ideia que está em torno do que chama da Grande Tribulação.

No Velho Testamento existem alguns textos que devem ser vistos para que discirnamos a respeito do propósito de Deus em grafar tal palavra.
Aqui citamos três dos textos clássicos que fundamentam tal doutrina. Jeremias fala sobre Israel, pois particularmente afirma o nome Jacó: angústia para Jacó.
Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela. (Jr 30:7 )

Já o profeta Joel nos fala a respeito da intensidade desse tempo, sem precedentes: dia de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão!

dia de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão! desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração. (Jl 2:2 ).

Outro texto ensina-nos sobre o ineditismo desse mesmo tempo: Nunca houve.

e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; (Dn 12:1 )

No Novo Testamento encontramos a passagem de Mateus 24, que dela se origina o termo para expressar este  período e a sua natureza: Momentos de tribulação sem precedentes na história humana.

porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. (Mt 24:21 )

Podemos ler ainda a respeito da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. 

da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. (Ap 3:10 )

Ou como corrobora Lucas sobre a extensão e imprevisibilidade:

e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra.  (Lc 21:34-36 )

Os textos indicam a existência de um tempo de sofrimentos, trevas, angústias sem precedentes na história. Mesmo que tenham acontecido prisões e sofrimentos sobre o povo de Israel no cativeiro babilônico, os textos acima falam sobre algo inusitado, ímpar.
Podemos afirmar que o que houve sobre Israel são sombras daquilo que realmente ocorrerá em um tempo futuro.   

A origem divina desse período.
Outro ponto importante, é a necessidade de reconhecermos que este período de trevas sobre a terra vem de Deus. Contrário  que muitos afirmam vir do próprio Satanás. Os textos abaixo demonstram nossa certeza:

Eis que o SENHOR vai devastar e desolar a terra, (Is 24:1 )Porque o Dia do SENHOR está perto e vem como assolação (Jl 1:15)poderão livrar no dia da indignação do SENHOR, (Sf 1:18 )

Cujo propósito é, segundo podemos ver na Palavra de Deus. Os versos abaixo permite-nos afirmar : 
Derramar juízo. Sem dúvida alguma, e conforme já evidenciado anteriormente, Deus durante este período estará julgando todos os moradores da terra.
a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça. (2 Ts 2:12 )

O grande propósito da tribulação é derramar juízo sobre homens e nações descrentes.


A Igreja não é Israel. É de fundamental importância verificarmos e compreendermos a distinção que há  entre Israel e a Igreja. Esta distinção nos permite afirmar que a igreja não participará da 70 ª de Daniel.
São alistadas aqui algumas diferenças que garantem tal interpretação. O quadro abaixo expressa itens que permitem verificar a diferença entre essas duas entidades.

Israel
Igreja
Promessas para terra
Promessas para o céu
Descendentes físicos de Abraão
Descendentes espirituais de Abraão
Cabeça é Abraão
Cabeça é Cristo
Nação Israel
Nação Igreja
Cristo é Messias, Emanuel, Rei.
Noivo, Cabeça, Salvador


A mensagem dado para Igreja de Filadélfia, que garante guardá-la da hora da provação, é um argumento que exige o arrebatamento pré-tribulacional. 

eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. (Ap 3:10 )

A argumentação sobre a preposição de (ek), na frase “da hora da provação”, se conforma com a defesa da posição pré-tribulacional. O uso natural deste tremo no Novo Testamento é “para fora de “,  “para longe de”. A idéia de que a proteção dar-se-á com a igreja estando ela da dentro da tribulação conflita com a existência dos mártires mortos durante o período tribulacional (Ap 6.10-11).

Toda a terra experimentará a ira de Deus, seus juízos, sua sentença, sua justiça.

Portanto, se a Grande Tribulação tem um de seus propósitos julgar – aplicação da justiça divina - a terra com todos seus moradores, não faz menor sentido incluir a Igreja nesse período.

Já justificada por Cristo mediante a fé. 


Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus. (Ap 22:20)


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