"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

Visitantes

Posts

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A Espiritualidade do engano


Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não encontra lugar em vós. (Jo 8:37)


Neste breve diálogo o Senhor fala aos religiosos da época – e aos de nossos dias também – a respeito de  religiosidade e da espiritualidade.
Há uma grande confusão semântica em torno do termo espiritualidade. Seja pelos intelectuais que falam, falam e nada explicam; sejam pelos doutrinadores das religiões humanas, pentecostais e neos que fecham os olhos, olham para o céu, fazem caras e bocas, sorriem e ... nada apresentam. 
Assistir a LBV falando a respeito de espiritualidade é risível. fecham o semblante, como em esforço físico, frisam a testa, e passa para o outro, o outro para o um, e quando resolvem explicar é um emaranhado transversal – isto mesmo, emaranhado transversal – impossível de saber o que eles querem dizer, nem a "sabedoria ecumênica" evocada esclarece a questão. 
No texto, lemos que Jesus reconhece aqueles homens como verdadeiros filhos naturais de Abraão, pois, se utiliza do termo “descendência de Abraão”. Logo depois, revela-lhes seu interior, que é contrário à verdadeira espiritualidade – “procurais matar-me” e "minha palavra não encontra lugar em vós". Religiosos, sim, mas  sem qualquer espiritualidade - relacionamento real com Deus.
Pessoas - mesmo que sinceras - que prestavam cultos sistemáticos para Deus, contudo sem nenhum valor  espiritual. Envolto em liturgias vazias, mesmo que promotores de pompas, eram apenas religiosos.
Os romanistas bem herdaram isso, vejam sua pujança, trajes, fumaças, incensários e acresceram-lhes um repertório incrível de gestuais, ladainhas e toda sorte de teatralidade para, enganosamente, postularem-se “representantes de Deus entre os homens”. (Ousam com isso o extermínio do Espírito Santo)
Essa empreitada vem de longe, atravessou os séculos, inebriando homens e falsificando a verdade, consumou-se projeto religioso atual: a institucionalização dos instrumentos de escravidão para conduzir seguidores.
Inicia-se com a oferta de um culto que deve representar um salto para "presença de Deus", desconectar-se do dia a dia das pessoas. Precisa abrir a “porta para fora da vida comum - fuga para o mundo das conquistas além da razão”.  Inacreditavelmente,  esse toque de Midas é a prática do atual clero religioso e é o clamor do coração da multidão ímpia.
É comum homens que não conhecem o Senhor serem possuidores de chaves que abrem as portas para o “espiritual”, para o "poder"; isso os faz particular.  Assim, se caminha em direção à prática extática, pensando-se aportar no mundo espiritual. 
Não é sem motivos que multiplicam-se a consulta aos médiuns, que surgem pastores (as) com idas e vindas do céu, cantores que com suas músicas abalam os poderes do inferno. Julgam esses que  espiritualidade  efetiva-se travestida de alegorias e adereços.
A receita condenada por Jesus renova-se a cada dia, multiplicam-se em profusão, uma endemia, a oferta de "religião da aparência” e o fazem como que vinda do e para o Senhor. 
Acabo de ouvir de uma avó, que elogiando sua neta (uma criança de 7 anos), diz que a criança não perde um único “culto” da Renascer em Cristo e lá ela – pobre criança – “dança para Deus”.
Resgatando contexto, encontramos sem esforço algum as mesmas condutas praticadas por aqueles que foram chamados de filhos de Abraão. Estão por todo lugar, revoltam-se contra o Senhor, contra a palavra de Cristo,  praticam uma liturgia vazia e sem sentido acreditando que sua fantasia religiosa suscita o "espiritual". 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.