"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Terceirização da fé



E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e após ela levantou-se outra geração que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel. (Jz 2.10)

A despeito de seu amor e de sua bondade para com o mundo pecador, incansáveis foram os escritores em sua dedicação ao registrar o caráter santo de Deus. Ninguém, salvo ou não, ao ler as Escrituras deixa de perceber os rigores do Eterno no combate ao pecado. Nações inteiras foram dizimadas, crianças de peito foram mortas, reis humilhados, a peste, a dor se abateram até sobre Seu povo, tudo para nosso ensino, tudo para quantificar a malignidade do pecado, e ao mesmo tempo exaltar o caráter santo de nosso Deus. 


Assim, a santidade de Deus é o cerne de sua existência, de seus planos e de nosso chamado.


Somos pecadores, mesmo remidos, e nada mais “natural” a evidência primária de nossa salvação seja o expressar da santidade de Deus. Nossa regeneração, entre outros propósitos, visa reverter-se contra nossa velha conduta – natureza, rejeitando o pecado, às coisas desse mundo, abandonando a sabedoria humana.


Assim, fomos vivificados para viver uma nova vida, ainda nesta vida que se desfaz. E, por nossa incapacidade de compreendermos a extensão de nosso chamado,  toda atenção é necessária para reconhecermos a cada segundo a inexpugnável distância que separa o Senhor de nós pecadores (Is 55.8-9).  Nada de nós mesmos engrandecerá o Altíssimo (Rm 8.8).


Não por equívocos da revelação, mas sim, pela disposição natural dos corações, foram esquecidos tais princípios – ou mesmo preceitos. O que se chama Igreja inundou do mundo seu coração, mudou seu discurso, atingiu sua independência (Jr 18.15).

Não ouvem o Senhor:
Evita que o teu pé ande descalço, e que a tua garganta tenha sede. Mas tu dizes: Não há esperança; porque tenho amado os estranhos, e após eles andarei. (Jr 2:25)

Saíram em busca do último tema, da paixão pela maioria, do agrado às multidões, das práticas vanguardistas, da apologia à sociopolítica.

O pragmatismo, praticado internamente, é combatido apenas nos flancos alheios, os ideais pessoais e interesses coletivos devem estar voltados para autopromoção.

A santidade praticada – se é que podemos chamar o que vemos de santidade – submete-se a uma contextualização doentia e ambiciosa, com visão de negócio, impregnada de humanismo e torpeza, preserva a conciliação com adúlteros e transigência ao pecado, mas, tenazmente chamando-se de “cristã”.

Abandonado o caráter santo de Deus, pouco se fala, pouco se escreve, pouco se vê combate ao pecado. Parece ser mais adequado e “religiosamente correto” empregar-se energia no divagar contemporâneo, no alinhamento da linguagem social. O vinho e o charuto passaram a ser companheiros necessários. (Rm 1.25)

É o que era essencial foi substituído pelo não preceituado, pelas palavras que não são do Senhor.
A quem falarei e testemunharei, para que ouçam? eis que os seus ouvidos estão incircuncisos, e eles não podem ouvir; eis que a palavra do Senhor se lhes tornou em opróbrio; nela não têm prazer. (Jr 6:10)

E a fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos? Foi terceirizada.

Os assuntos da prática cristã que envolvem santidade, separação, combate ao mundanismo, discussão sobre a esperança foram deixados aos xiitas. Um “zé povinho” sem expressão política, sem ambições seculares, sem cultura, que só pensa no céu.

São radicais que insistem em preservação, em tradição. Esses que combatem a associação da Igreja com o Estado, que combatem e evitam não apenas os pentecostais, mas todo aquele que anda desordenadamente.

Um povo que anuncia a vinda iminente do Senhor, embora muitos já a tenham abandonado, e outros tantos a entendam muito mais que tardia.

Que acredita em vida congregacional, e ainda se comove com conversões, que chora com a disciplina de um irmão, que ensina, questiona e se interessa por doutrina.

Sim, deixaram para esses a defesa da santidade de Deus, um subproduto do cristianismo que pouco interessa, que não faz parte dos negócios da igreja evangélica, que se chama de cristã.

E um povo que não conhece o Senhor, ostenta-se como se sua posteridade fosse.

Por isto me indignei contra essa geração, e disse: Estes sempre erram em seu coração, e não chegaram a conhecer os meus caminhos. Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. (Hb 3:10.11)

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