"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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domingo, 29 de janeiro de 2012

Cristianismo minimalista




Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia. (Mt 23:27)


Como é característica desses últimos dias, novos jargões precisam surgir para manter vivo o ideal humano de renovação e relatividade. Sempre surgem novas palavras, ouve-se pela mídia, na informalidade e, muitas vezes, no desejo de projeção intelectual. 


Há um termo que tem surgido com a empáfia devida: Minimalismo ou minimalista, essa palavra tem sido tomado conta de lábios e chegado aos ouvidos de todos. 

Sem nos atermos a ambiência filosófica, artística ou arquitetônica, minimalismo – que vem de mínimo – encerra a ideia do "mínimo ser o adequado ou melhor". Afirmam que assim, garantem a “sensatez” do abandono ao desnecessário, ao excedente. Excedente ou desnecessário é tudo aquilo que poderia quebrar a harmonia ou a naturalidade do todo envolvido  na questão. Em síntese, quanto mais natural melhor, mais livre de pesos e de ruídos. Logicamente, haverá defensores do que é natural em oposição entre si, cada um de acordo com suas preferências e visões.

Para visualizarmos o que pretendo, tomemos por exemplo a tecnologia que há na retaguarda mundo dos tênis para corrida. Nesse mundo chegaram os tênis minimalistas; segundo seus fabricantes, proporcionam aos pés, mesmos que calçados, a “sensação” de estarem descalços. Encontraram, segundo eles, a forma de excluir o apetrecho desnecessário dos calçados para que atletas possam mesmo calçados, sentirem-se descalços. É isso que o minimalismo propõe.


O risco que há, não no conceito, mas sim em sua aplicação, pois pressupõe que tudo que existe é passível ceder aos seus princípios. Fica-se às claras: em nada há harmonia plena, nada está pronto, acabado, tudo precisa ser revisto. A ênfase relativista subjaz nas demandas minimalistas.

Essa proposta de aparência mínima com sensação máxima – minimalista – é o que tem caracterizado o cristianismo de nosso tempo.

Assim, a tese minimalista, consciente ou não, chegou aos nossos rincões.

Teria o cristianismo “os desnecessários” a serem retirados? 
O que observamos como cristianismo, prova que sim!

O que acontece ao nosso derredor, senão que os senhores possuidores das almas evangélicas agem como se fossem o Senhor. Retiraram do cristianismo histórico aquilo que definiram – ou desejaram – como desnecessário para oferecerem o maior sentimento de liberdade possível. O mínimo de cristianismo, com o máximo de liberdade.


A sensação de liberdade desejada pela multidão ímpia foi atendida pelo cristianismo minimalista que  observamos, e muitos que já experimentaram gostaram, e criaram seus guetos.  

Os valores morais que caracterizavam a vida cristã foram “enxugados”, postos de lado. A honestidade, a sobriedade, a verdade foram excluídas da vida pessoal e congregacional. 

Para “garantir” o máximo de liberdade exclui-se o pecado: adulterar, esconder dinheiro em Bíblias,  vincular-se a corruptos (política partidária), fornicar, envolver-se escândalos financeiros. O minimalismo trouxe isso que observamos e que encontramos nos lupanares espirituais ou templos evangélicos. 

As doutrinas centrais do Cristianismo, também desnecessárias, foram lançadas para longe dos púlpitos e seminários. É pecado ensinar e crer na eleição, na soberania de Deus, na separação eclesiástica, na santificação, no arrependimento, no perdão.

Os púlpitos, comandados por minimalistas (caios, malafaias, soares, macedos, hernadez, valdomiros, valadões e outros tantos) servem de cenário para difundir a autoajuda, arrecadar fortunas, curar fraudulosamente e comunicar sua teologia de botequins... e muita música.

Tudo é definido e executado para oferecer aos ouvintes a liberdade de crer em um jesus cristo mínimo. Sim, era demasiado e inoportuno um Jesus Senhor; Jesus justo, enviando para terror eterno os impenitentes; Justificador, morrendo e ressuscitando para salvar eternamente o pecador.

O cristianismo minimalista modernizou a Jesus, o proclama como uma vítima dependente das orações dos "fieis" para, dessa forma, realizar sua vontade. Um necessitado da boa vontade do coração ímpio para convertê-lo, e o pior, um Cristo  que garante a sensação de liberdade para que todos permanecem em seus pecados de outrora. Um Jesus copartícipe dos pecados desta geração.

Mas, bem sei que o meu Senhor virá com seus santos anjos e resgatará seu nome, o verdadeiro cristianismo, sem mercadores, sem fraudes, sem falácias, sem caios, malafaias, soares, macedos, hernadez, valdomiros, valadões e outros tantos. 

Que o Senhor seja bondoso conosco... e com eles também.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Duro é este discurso, quem pode ouvir? - Parte I



É de grande proveito e aprendizado, quando frente às Escrituras, buscarmos retirar dos textos os detalhes sobre as relações, as pessoas, as circunstâncias, os ambientes.

Isso nos permite o benefício de alinhar nossa mente aos contextos, assim adentrar por cenários que jamais vimos, que jamais veremos, mas que de uma forma especial, o Espírito de Deus nos permite. E, além evitarmos erros grosseiros ainda experimentamos, mesmo que minimamente, limitarmos nossa imaginação ao que foi eternizado pelas Escrituras... o que é bom e agradável ao Senhor.


Percorremos sendas que desvendam nossa pequenez, assim, reconhecemos quão pouco podemos tributar ao Altíssimo.

Graças ao Senhor que não se realiza por meio de nosso tributo de louvor e adoração!

Vamos pois, aos versículos anteriores ao texto lido (Jo 6.58-71) e observarmos o que nos é dito: 
“Murmuravam dele os Judeus” (41); “Disputavam entre eles os judeus” (52) e no verso 59, lemos "quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum". 
Temos, pois, as pessoas, o local, o propósito do Senhor... semelhante ao temos hoje em milhões de locais pelo mundo.

E mais, no v. 67, é incluído o termo “aos doze”. 

O ensino que é proposto vem da insatisfação dos ouvinte do Senhor: 
Duro é este discurso, quem pode ouvir? 
São dois grupos distintos, exige que empreguemos esforço para tirarmos proveito nesta noite.

Que o Senhor seja bondoso com todos nós, dando-nos a medida certa de sabedoria e humildade, para que não pensemos saber e ser mais que o necessário.

Quem é o primeiro grupo que rejeitava os ensinamentos do Senhor? Os judeus.

Homens religiosos que propalavam seu relacionamento com Deus como exclusivo; recebido de seus pais, de seus mestres, aprendido a cada esquina, ouvido nas sinagogas, nos corredores do Templo, nas refeições. Essa convicção fazia parte de seu dia, nada era questionado, tudo que seus olhos viam, que seus ouvidos ouviam dava-lhes a convicção da verdade. Acostumaram-se com as tradições e regras, percebiam-se exclusivos, “próximos de Deus”. 

Impossível pois, que essa conduta diária, esse ambiente nacional e disposição mental não os conduzisse à soberba. 


Usufruíam de uma vida prática e devocional que não precisavam da palavra do próprio Deus.

Mesmo se sentindo interiormente inseguros, desafiavam qualquer um que apresentasse argumentos contrários aos seus conhecimentos tradicionais. O desejo de defender sua prática pessoal estava acima da busca pela verdade.

A despeito de seu vazio interior, mobilizavam-se por fazer discípulos, ainda que apresentassem suas regras religiosas sem esperança, sem sustentação, rejeitando tudo que confrontasse sua verdade baseada na prática. Não aceitavam substituir o status, a projeção, as conquistas pela esperança. A análise fria das circunstâncias envolvidas não lhes levava a nenhum outro resultado senão prejuízo social e financeiro. 


Esse cenário se multiplica diante de nossos olhos, conforme está escrito: 
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos ,e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. (2Tm 4:4)
Podemos perguntar novamente: 
Quem ouvirá este discurso? 
Ouvirão os escolhidos, até os falsos discípulos e ninguém mais.

Advirto-os: Há muito a perder por seguir a Cristo.

Que fiquem com sua religião, que fiquem com sua posição social, que fiquem com sua infelicidade. 

A eternidade lhes sobrevirá como paga.  

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O terceiro gênero: Uma questão de natureza ou moralidade?


Mogi das Cruzes

Era sábado à noite, após a exposição da doutrina da Humanidade de Cristo, perguntas fluíam dando mostras do interesse e regozijo de todos. Caminhávamos por veredas que nos levavam a cenários novos. Não conseguíamos contemplar em nossas mentes a sabedoria do Senhor. Quanto mais sorvíamos das verdades eternas, mais dávamos graças ao Todo-Poderoso que em Sua infinita misericórdia e nosso espanto – e mistério – fez com que o Eterno se revestisse da natureza humana.

No retorno para casa sintonizei a CBN. Lá algumas pessoas falavam ao vivo, e logo verifiquei que estava sendo abordada a questão dos homossexuais. Sem dúvida era a extensão do assunto que fora tratado minutos atrás: a natureza humana.

De pronto, ficou clara a aversão aos “evangélicos”. Palavras como “ignorantes”, “atrasados”, “preconceituosos” eram empregadas em quantidade facilmente percebida. Havia nisso tudo certa raiva. Depois, foi possível perceber que os argumentos eram expostos sem considerar o conteúdo das Escrituras, o caráter moral de Deus.

O ponto central ocorreu quando um deles, como se queixando, afirmava que sua condição não fora resultado de escolha pessoal. Negava o caráter moral envolvido, atribuindo sua escolha à sua constituição – ou disposição – biológica. Ela sim lhe autorizava sua homopreferência. Era, segundo conceito comum entre aqueles pares, compatível às suas características orgânicas. E estranhamente, como se fosse um ato heroico, utilizando-se de palavras obscenas, defendeu sua tese, e afirmando que não teria escolhido livremente “passar a vida sendo humilhado, sofrendo preconceitos”. Ou seja, fora dominado por sua natureza. Em sua confusão envolvendo seu desvio de conduta, estaria sugerindo a existência de um novo gênero (sic) nem masculino, nem feminino? 

O que fora exposto pareceu-me tese comum entre os que ali falavam. A ideia de um “outro” gênero na raça humana, híbrido consequentemente, incapaz de reproduzir-se, adviria não da natureza constitucional, mas da preferência sexual. Seria algo como: vamos esperar para ver o qual será a preferência. O gênero seria a posteriori. 

Trafegavam do grotesco ao impensável sem qualquer restrição racional. Entorpecidos pela disposição de incluírem a prática homossexual como natural, nenhum deles abria mão do estandarte da insensatez. Projetavam-se acima do Criador que “homem e mulher os fez”

          E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou;                    homem e mulher os criou. (Gn 1:27)

O relato bíblico, a humanidade, a reprodução são unânimes em “acreditar” nan existência de apenas dois gêneros: macho e fêmea. 

Para satisfazerem-se, em sua natureza de pecado, avançavam com voracidade contra tudo que se chama Deus, a moral, a ciência, a ética, a família. 

Contrários ao que eles mesmos podem conhecer do Senhor, em busca da satisfação, do prazer, em sua proposta subjaz o extermínio da espécie humana. 

Fiquei por alguns minutos considerando o que ouvira, o que motivaria o absurdo proposto... o terceiro gênero. Sim, o pecado penetrou e progride e nas manifestações humanas em busca do prazer e da "liberdade" exibe sua face.

Enquanto os ouvia mais e mais caminhava nas veredas do Senhor:
       Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século?              Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? (1 Co                  1:20)

Não haverá limites para o pecado... e mais virá.


Dele não fazem caso algum, mas que o Senhor lhes seja misericordioso.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Nossa Babel ou Escândalo do cumprimento das profecias!


E, por causa disso, Deus lhes enviará a energizada- operação do enganar, para eles crerem na mentira, Para que sejam condenados todos aqueles não havendo crido na verdade, mas havendo tomado- prazer na injustiça. (2Ts 2:11-12)

O texto retrata um fato profético que chamamos de Operação do erro, ou  do Enganar conforme tradução. Percebe-se com clareza que Deus é o agente ativo dela, é Ele quem a envia. 
É uma ação de Deus à rejeição humana à verdade – O Evangelho da Salvação. O texto específico fala de seu agravamento. 

É importante observar a responsabilidade  humana ganha realce no contexto. Não defendo, em qualquer hipótese a autonomia da alma na questão, apenas entendo que o Apóstolo nos ensina a respeito das implicações decorrentes da vontade humana para o desenho do futuro de toda raça. 

Como o texto inicia indicando uma causalidade, antes de mais nada, é prudente  identificá-la. Portanto, é-nos dito que ela vem de encontro aos cuja vontade é expressa pelo: “os que não receberam o amor da verdade para serem salvos, antes tiveram prazer na injustiça(v. 10,12).

Assim lemos que a Operação do Erro, é a resposta de Deus à rebeldia humana. Mais uma vez somos alertados sobre a implicação da natureza humana sobre o desdobramento dos eventos futuros.  

Pego-me na necessidade de considerar algumas questões sobre o momento atual. Não por acaso, tema de muitos posts “evangélicos”, em que brotam sentimentos de rejeição ao que presenciamos: A Apostasia.

O desvirtuamento do Evangelho – Apostasia – observada no texto acima teve início no Éden com o nosso pai Adão. E até nossos dias padecemos com a “inventividade” dele e da serpente.  Mas a isso não podemos e não devemos chamar de Operação do Erro, o pecado de Adão garantiu a natureza herdada, inaptidão e aversão à realidade espiritual.

Dentro desse contexto apóstata falar de Escatologia é ofensivo até aos santos - regenerados mesmo, e muitos rejeitam considerar a esperança escatológica, por achá-la algo de somenos. 

A operação do erro é a resposta de Deus à Apostasia - produto natural da natureza humana. Podemos afirmar que é a saturação de Deus em relação à disposição mental dos pecadores. 
Reflete em certa medida nos santos, na verdadeira Igreja do Senhor.

O aumento da “sabedoria humana” presenciado por todos nós é o lado visível da Operação do  Erro. Os ideais de autonomia, de autorrealização, a profusão de novidades em desrespeito às Escrituras são, na verdade, uma torre de Babel de nossos dias. 

Não nos enganemos, a vontade de Deus vem construindo a História, e não o contrário, como muitos assim o querem.

Os eventos da Escatologia Bíblica cumprir-se-ão, chegarão ao seu clímax com a Vinda – e não Volta, por favor! – do Senhor. Antes disso é imperativo que vivamos rodeados pela apostasia. 

É o cumprimento da profecia, como não ocorrer?! Como se escandalizar porque Deus está cumprindo com sua palavra?!

As muitas vozes que denunciam a “realidade dessas coisas”; as  mais diversas heresias; a união de evangélicos e às mais questionáveis instituições, corretamente o fazem. 

Mas, questiono:  

  • Se tudo é previsto, as denúncias tem o objetivo de deter o cumprimento profético?
  • Será que existe outra profecia mais clara nas Escrituras que o presente momento que vivemos? 
  • Ou será que muitos – muitos mesmo! – apenas estão em busca de oportunizar para si aquilo que lançam pedras?
  • Ou de certa forma, também não estariam rejeitando as profecias das Escrituras?

Em um ambiente que vivemos - de total corrupção - escandalizar-se com o quadro atual é lutar contra Deus.

É o tempo em “que muitos se reunirão com comichão no ouvido em busca de novidades e mestres, rejeitarão a verdade e aceitarão fábulas”. E isso de todos os lados.

Se – premilenaristas – somos acusados de defensores de fábulas por rejeitarmos o crescimento da igreja, pelo contrário, garantimos o progressivo crescimento da apostasia. E rejeitamos a ideia do "mundo melhor” construído pelo crescimento do evangelho.

São muitas vozes humanas e pouca palavra de Deus, estamos em plena Babel!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Maldito homem que sou...


 Mogi das Cruzes


  “Maldito homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24)


Lembro-me, quando ímpio, como era desgastante perscrutar algumas áreas da vida e, por outro lado, o ambiente no qual estava imerso era incapaz de oferecer as respostas que meu coração exigia. Os únicos recursos eram a falácia e loquacidade, que entorpeciam, por pouco tempo, as aflições da minha alma.


Mesmo a construção dos questionamentos era por demasiado complexa, o raciocínio cogitava e enredava argumentos que chegavam a um ponto de de tanta fragilidade que urgia abandoná-los. Assim, estava em um ciclo de questionamentos, considerações e frustrações ininterrupto e, ao mesmo tempo, desafiador. Mesmo sem respostas seguia vida – ou morte? Não sabia – afora.


Reproduzia as especulações dos sábios, essas com mais rebusque, caminhavam pelas mesmas veredas da inconclusão que eu já conhecia. Nelas não estava a verdade buscada.

Percorria os poetas, esses circunavegavam com suas muitas palavras, apenas por pouco tempo. Serviam apenas para o engano de corações adolescentes e mentes pueris.
Não havia na realidade posta as respostas para acalmar a alma de um questionador em busca da verdade - em fuga da aflição.

Como poderia eu romper com a própria natureza, que me escravizava e encontrar a verdade? Nem este argumento era capaz de construir. 


Como poderia saber que a verdade não estava disponível ou alcance, mesmo não pertencia ao mundo?  

Como poderia a razão humana – meu único instrumento de busca - ser neutra, se escrava? Incapaz de encontrar o que não conhecia? Não poderia elaborar um questionamento de tamanha estranheza e magnitude.

  “Maldito homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte?”(Rm 7.24)

Busquem sábios, poetas ou sonhadores, nenhum deles será capaz do questionamento: Cadê a verdade?

As dimensões experimentadas pela razão afirmam sua incapacidade estrutural e sua naturza, e nós rejeitamos tal evidência. Nossa razão não cogita a necessidade de  reconstrução – um novo nascimento, uma nova mente, uma nova razão. 

Importa-vos nascer de novo, diz o Senhor! (Jo 3.7)


Como a razão poderia abrir mão de si mesma para se tornar plena, tornar-se de fato razão? Impossível para razão humana cogitar tal possibilidade. 

Como poderia reinventar-se? Pois, autônoma se pensa? Como poderia libertar-se de tão grande peso - de si mesma? Se escura está para verdade?


Que aflição é essa que nada a sacia? A cada manhã a própria mente, que se mostra incapaz, revolta-se e se acusa.


O Homem – ah! o homem - no silêncio de seu desespero, vocifera: “A realização pessoal movimenta-me”. Para onde? Questiono. 


  “Maldito homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte?”. (Rm 7.24)

O relato de Deus admoesta a todos: a razão humana é agente e, ao mesmo tempo, obstáculo para compreensão e solução da questão.  


Vítimas de si mesmos, banqueteiam-se na fugacidade e no engano. Jamais por si mesmos questionarão:


  “Maldito homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte?”(Rm 7.24)

Hoje sei que  só há esperança quando se encontra a verdade. 

Render-se é a palavra de ordem.

"Vinde todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei". (Mt 11.28)