"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Nossa Babel ou Escândalo do cumprimento das profecias!


E, por causa disso, Deus lhes enviará a energizada- operação do enganar, para eles crerem na mentira, Para que sejam condenados todos aqueles não havendo crido na verdade, mas havendo tomado- prazer na injustiça. (2Ts 2:11-12)

O texto retrata um fato profético que chamamos de Operação do erro, ou  do Enganar conforme tradução. Percebe-se com clareza que Deus é o agente ativo dela, é Ele quem a envia. 
É uma ação de Deus à rejeição humana à verdade – O Evangelho da Salvação. O texto específico fala de seu agravamento. 

É importante observar a responsabilidade  humana ganha realce no contexto. Não defendo, em qualquer hipótese a autonomia da alma na questão, apenas entendo que o Apóstolo nos ensina a respeito das implicações decorrentes da vontade humana para o desenho do futuro de toda raça. 

Como o texto inicia indicando uma causalidade, antes de mais nada, é prudente  identificá-la. Portanto, é-nos dito que ela vem de encontro aos cuja vontade é expressa pelo: “os que não receberam o amor da verdade para serem salvos, antes tiveram prazer na injustiça(v. 10,12).

Assim lemos que a Operação do Erro, é a resposta de Deus à rebeldia humana. Mais uma vez somos alertados sobre a implicação da natureza humana sobre o desdobramento dos eventos futuros.  

Pego-me na necessidade de considerar algumas questões sobre o momento atual. Não por acaso, tema de muitos posts “evangélicos”, em que brotam sentimentos de rejeição ao que presenciamos: A Apostasia.

O desvirtuamento do Evangelho – Apostasia – observada no texto acima teve início no Éden com o nosso pai Adão. E até nossos dias padecemos com a “inventividade” dele e da serpente.  Mas a isso não podemos e não devemos chamar de Operação do Erro, o pecado de Adão garantiu a natureza herdada, inaptidão e aversão à realidade espiritual.

Dentro desse contexto apóstata falar de Escatologia é ofensivo até aos santos - regenerados mesmo, e muitos rejeitam considerar a esperança escatológica, por achá-la algo de somenos. 

A operação do erro é a resposta de Deus à Apostasia - produto natural da natureza humana. Podemos afirmar que é a saturação de Deus em relação à disposição mental dos pecadores. 
Reflete em certa medida nos santos, na verdadeira Igreja do Senhor.

O aumento da “sabedoria humana” presenciado por todos nós é o lado visível da Operação do  Erro. Os ideais de autonomia, de autorrealização, a profusão de novidades em desrespeito às Escrituras são, na verdade, uma torre de Babel de nossos dias. 

Não nos enganemos, a vontade de Deus vem construindo a História, e não o contrário, como muitos assim o querem.

Os eventos da Escatologia Bíblica cumprir-se-ão, chegarão ao seu clímax com a Vinda – e não Volta, por favor! – do Senhor. Antes disso é imperativo que vivamos rodeados pela apostasia. 

É o cumprimento da profecia, como não ocorrer?! Como se escandalizar porque Deus está cumprindo com sua palavra?!

As muitas vozes que denunciam a “realidade dessas coisas”; as  mais diversas heresias; a união de evangélicos e às mais questionáveis instituições, corretamente o fazem. 

Mas, questiono:  

  • Se tudo é previsto, as denúncias tem o objetivo de deter o cumprimento profético?
  • Será que existe outra profecia mais clara nas Escrituras que o presente momento que vivemos? 
  • Ou será que muitos – muitos mesmo! – apenas estão em busca de oportunizar para si aquilo que lançam pedras?
  • Ou de certa forma, também não estariam rejeitando as profecias das Escrituras?

Em um ambiente que vivemos - de total corrupção - escandalizar-se com o quadro atual é lutar contra Deus.

É o tempo em “que muitos se reunirão com comichão no ouvido em busca de novidades e mestres, rejeitarão a verdade e aceitarão fábulas”. E isso de todos os lados.

Se – premilenaristas – somos acusados de defensores de fábulas por rejeitarmos o crescimento da igreja, pelo contrário, garantimos o progressivo crescimento da apostasia. E rejeitamos a ideia do "mundo melhor” construído pelo crescimento do evangelho.

São muitas vozes humanas e pouca palavra de Deus, estamos em plena Babel!

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