"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Creio, por isso conheço



É muito comum entre cristãos (novos convertidos ou não) apresentarem dificuldades para  encontrar o local adequado onde possam acomodar a fé dentro das estruturas e processos do conhecimento em geral. Mais dificuldades ainda, ao tentarem expressar a relação entre a fé e o conhecimento.

A imaturidade - de novos e velhos crentes - sempre contribui para a insegurança, e por ela a dificuldade de atribuir significado ao novo. Somos inexatos na abordagem do novo. 

E isso se agrava pelo atual momento cristão contemporâneo onde doutrinas, argumentações, princípios e até a hermenêutica foram substituídos pela experiência. Observamos  um cristianismo fundamentando-se exclusivamente em experiências, vivendo de uma fé sem  substância, sem vigor, apesar de pomposo e exuberante, é frívolo e incapaz de colaborar para obtenção do verdadeiro conhecimento que o mundo sem rumo  tateia na busca de uma verdade libertadora – apesar dele rejeitar tal proposição.  

A orientação secular garante que conhecemos para poder crer. Ou seja, o que não é conhecido – avaliado pelos sentidos naturais – não pode ser crido, não faz parte do mundo real. Mesmo inverdade, tal prática impõe à vida a mais profunda mediocridade. 


Não é sem sentido que bem e o mal andam unidos como siameses; a ética, a moral, o amor são meras contingências, apenas meios para satisfação momentânea. 

Para vergonha nossa, nossos arraiais tem aproveitado-se das mesmos conceitos e práticas para obtenção de suas metas. Isso transformou-se em doutrina, cauterizando a mente dos homens deste presente século.

Através das Escrituras entramos em um universo contrário à proposição secular e ao que presenciamos em nosso meio:  

Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus. (Jo 6:68-69)


Cremos, por isso conhecemos é a suma do texto.

Nessa dimensão de percepção a vida é ampliada até os confins da eternidade; o amor perpassa as demandas exclusivas dos desejos da carne, fornecendo um senso de proteção e amparo à pessoa amada. A percepção do mal, do bem, da ética, da moral traz sentido e  às nossas mentes, oferece um padrão de avaliação - juízo - a todos.

Há no registro sagrado a fé como pré-requisito do conhecimento. E isso, não apenas é antagônico à tese secular, como também coloca limites à experiência religiosa, não autenticando experiências desvinculadas das sagradas letras - conhecimento.

O conhecimento da verdade exige a fé, e por sua vez, a fé conduz e se limita à verdade, construindo um ciclo interdependente e ininterrupto. 


Se tal argumento é verdadeiro, e o é, o resultado prático da fé está circunscrito à verdade estabelecida. A fé estabelece uma dimensão plena para conhecermos o que é verdadeiro. Lembremos que a fé é dom de Deus (Ef. 2.8-9), não um atributo de nascimento - natural -do homem. 

Creio, por isso conheço.
E valido minhas ações, preferências e o mundo por meio da fé objetivada pela verdade cristã.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O sucesso pretendido ou Homossexualismo do senhor Malafaia



Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles; e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares. (Mt 4:8-9)

Não restam dúvidas, sucumbimos aos encantos das propostas feitas no deserto da Judeia. As palavras proferidas pelo diabo, a despeito do fracasso com o Senhor, encontrou solo fértil no coração e nas mentes evangélicas. As  glórias do mundo são o objetivo e missão desse cristianismo dos últimos dias.

Sob diversos pretextos e falsos propósitos, o evangelicalismo – cuja pretensão é ser cristão – oferece em borbotões suas mensagens, sua contemporaneidade, sempre na busca de projeção pessoal, sim, fluem dos púlpitos, dos eirados e principalmente dos estúdios em busca do reconhecimento e conquista do mundo. As meras palavras, aforismos  em nome do Senhor, mas produto de mentes ávidas pelo reconhecimento que atentas identificam quais nichos são oportunos para garantir audiência.

Sutil e enganosamente urgem-se como defensores da moral cristã, mas a vocação pelo picadeiro se interpõe e o oportunismo adicionando a si mesmo  escarnece verdade, temos portanto, a maquiagem do mal.

É difícil sustentar que a Igreja do Senhor tenha como propósito legislar além de seus muros, ultrapassar suas fronteiras espirituais.

Tomemos Israel como exemplo: em nenhum momento de sua história as regras do povo de Deus tornaram-se padrão de conduta religiosa ou moral para as demais  nações.  Alertava-se àquele povo para não fazer alianças ou importar os hábitos dos gentios.

Da mesma forma, quão difícil é para um leitor – despido de sua cosmovisão denominacional – não encontrar do verso abaixo o mesmo paralelismo que autentica a seletividade de Deus em relação ao mundo.
Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus. (Jo 3:36)

Portanto, a Igreja do Senhor não legisla para além do seu povo, a despeito de apresentar o bem moral e ético ao mundo. Quem crê... quem não crê...

Li um texto (http://andandonagraca.blogspot.com/2012/02/silas-malafaia-esta-na-lista-dos.html) a respeito da posição adotado pelo Pr. Silas Malafaia para combater a prática homossexual.  O autor do artigo, sabiamente, não defende a prática homossexual, simplesmente refuta a estratégia - agressividade e autopromoção - do Pastor na defesa da moralidade cristã.


Hei de concordar que o método utilizado pelo Pastor é estranho e contrário às Escrituras.


O erro do método obscurece e escamoteia a verdade, e isso não vem de Deus.

Algumas questões devem ser avaliadas:
1.   O Pastor Silas Malafaia tem estatura moral para tal campanha? Vide sua história e alianças;
2. O homossexualismo deve ser combatido,  - sem nenhuma dúvida. Mas os homossexuais não fazem parte da Igreja do Senhor, portanto seriam objeto de disciplina eclesiástica?
3.    Os homossexuais e como qualquer outra criatura deve ser objeto de ofensas pessoais ou qualquer tipo de agressividade por cristãos?
4.  Devemos alertá-los sobre a penalidade eterna  - é dever de todo crente. Não deveríamos agir assim para corruptos,  mentirosos, adúlteros, ladrões, apóstatas etc.? E lhes falar do amor de Deus em Cristo?

O que é possível depreender dessa questão é que a oferta do diabo achou lugar no coração de muitos homens, tais como o Pastor Silas.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O pecado herdado e o Catolicismo Romano



Para melhor percepção da ideia do título, precisamos entender o que revelam as Escrituras sobre o pecado. Através das Escrituras compreendemos que nele há duas dimensões: natureza e manifestação. 


Todo ato percebido tem por plano de fundo uma natureza específica. O voar encantador das aves é possível por uma natureza adequada ao voo, da mesma forma, os anfíbios são capazes de sobreviverem a meios tão diferentes, todos coerentes à sua natureza. Nenhuma aspiração há nos peixes para saírem da água e alçarem voos abandonando as águas, de mesma sorte, nenhum mamífero prescindirá do aleitamento... são heranças que impõem ordenamento e lógica à vida.


Essa relação de dependência que os comportamentos tem da natureza é regra indelével, característica do que conhecemos e também do que nos submetemos - naturalmente. 

Semelhantemente, herdamos a humanidade que carregamos de nossos ancestrais, de nossos pais. Somos humanos como eles o são ou o foram... e mortais como eles o são. Mesma natureza, mesmos atos provindos de uma mesma lei. 

Se beneficiados por sermos humanos, somos responsabilizados duplamente: pela natureza herdada e por sua manifestação - nossa vontade, intelecto e sentimentos são reféns de uma vida que é finita. Nada em nós é capaz de transformar essa realidade, não podemos nos libertar da natureza herdada. 

Nada que desejemos, façamos, pensemos, ou sintamos dissocia-nos da natureza herdada, que é nossa  identidade humana. Por sua vez, essa é o lacre genético que, diferenciando-nos de toda cadeia dos seres vivos, garante a perpetuidade da senda humana sobre esta terra. 


E o mal que em nós habita - exemplificado pela morte encravada em nosso história, invisivelmente está aninhado em nossa mente, em nosso coração, trazendo a inquietude própria do conflito entre a eternidade desejada e morte garantida.

Sem alternativas conhecidas, a fuga disponível recorre-se a mais uma mazela herdada: a religião dos nossos pais. Assim, além dos pecados que o pecado impõe, a religiosidade da mentira adaptou-se perfeitamente ao humano que herdamos. Aflitos em nosso íntimo, mas impávidos,  convivemos com a religião natural como se verdade fosse. 

Antes  de apresentarmos qualquer raio de discernimento, sob o gosto e preferência dos pais, herda-se uma religião. E, em grande escala, legado de ignorância e descaso para com as Escrituras. Da mesma forma, nos arraiais "evangélicos", multiplicam os que herdam a Cristo apenas na carne, esses acostumam-se ao engano "em nome de Jesus". 

Em grande maioria, em nosso país, nasce-se católico. Quando menos esperamos somos crismados, sequência de um batismo imemorial, então atravessamos uma série de absurdos racionais e religiosos: as múltiplas Marias, os múltiplos sacramentos, as confissões auriculares,  os inconclusivos estágios de uma falsa redenção passando por um purgatório - que valor teria a obra redentora de Cristo?; a promessa enganosa da oração dos santos a purificar-me a cada sete dias, as ladainhas e incensários – aparência de poder e sabedoria; os incontáveis e repetidos sacrifícios de Jesus nas profanas missas; da antropofagia religiosa cometida na hóstia consagrada (a quem?). 


Tais arranjos, com artimanhas e sutilezas,  garantem a prisão da alma e a liberdade moral para  o corpo. A migalha litúrgica oferece o suporte para o pecado contumaz. E o pecado convive candidamente com a falsidade católica, sem contudo, diluir as aflições da alma.

Heranças malditas do pecado acasaladas com as herança religiosa da tradição.

Nasci humano, e humano serei eternamente; trouxe a natureza do pecado e com ela permaneço, mesmo com a mente renovada pelo Senhor; nasci miserável, mas a soberana graça de Deus remiu-me eternamente... e um dia livre estarei das heranças humanas, para receber dAquele tudo que tem prometido. 

Graças eternas ao soberano Deus, que me amou, mesmo que em mim nada suscitasse tal favor.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Essa estranha esperança evangélica



Quando raciocinamos levando em conta a linha do tempo é impossível desconsiderar-se a relação que há entre a esperança e o futuro. Assim, obrigados estamos de associar esperança ao futuro.

Muitos desprezam a tese com argumentos infantis, outros fazem uso de sofismas bem elaborados na tentativa de romper os grilhões que unem a esperança e o amanhã. Não se apercebem que tentam lançar a fé no espaço vazio, subtraindo-lhe a espiritualidade exigida por ela (esperança).

Esses, estranhamente, rejeitam o imbricado que há na Salvação e na Escatologia, aproximam-se dos defensores da fé católica romana, um conjunto de palavras sem sentido, esperança sem esperança, apenas fraseologia... e vazio interior.

Tenho o privilégio de conhecer crentes, servos do Senhor, com evidência de salvação sem  possuírem, ou não terem clareza quanto ao plano de Deus para humanidade. Desconversam garantindo que é coisa de somenos, fincam a esperança apenas para o momento presente. 

Acho que assim negligenciam a verdadeira esperança da salvação, pois não permitem o que Deus tem reservado para aqueles a quem ama.

Ao defenderem essa posição, esquecem-se da impossibilidade de dissecar o tempo ao ponto de sabermos quando começou o futuro, e em que ponto estamos dentro da história divina. Colocam no presente todo o esforço e esperança (que é espiritual) do cristianismo. Roubam do cristianismo o tempo futuro. Almejam isolarem-se mentalmente do porvir. Desvinculam-se da história ainda a ser cumprida pela Igreja, pelas nações do mundo; de certa forma, mesmo crendo na soberania de Deus, não perscrutam os planos do Senhor, excluem a esperança do domínio de Deus... e  isso é muito estranho.

Ao olharmos o cenário evangélico, quase nada se lê a respeito da vinda do Senhor, quase não se ouve, de púlpitos inflamados, o anunciar do tempo que vivemos, da iminência de sua vinda (muitos chamam até de "volta"). Vive-se como se o Senhor não estivesse às portas, convive-se com uma esperança desvinculada dos planos de Deus.  

Uma pergunta urge: O que é essa esperança?
Já que ela não alcança o futuro, não se relaciona com a eternidade, seria ela uma “força especial” para conquistas sociais, econômicas, acadêmicas ou políticas para o presente século em que vivemos e nada mais?

Se assim for, essa disposição mental não tem seus frutos provindo das Escrituras, pelo contrário dela saem mensagens que servem de guia para nossa esperança.

Orienta-nos sobre a necessidade de confiança e discernimento em Sua vinda
E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda. (1 Jo 2:28)

Sobre o caráter cristão a ser evidenciado até sua vinda.
Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor.  (Tg 5:7)
Sobre as recompensas que haverá em Sua vinda
Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.( 2Tm 4:8)
Sobre sua vinda ser para vivos e mortos
Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. (1Ts 4:15)

E por fim, esclarece-nos sobre a natureza de nossa (cristã) esperança.
Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, (Fp 3:20)

Com é estranha e externa às Escrituras o que temos visto sobre a esperança evangélica!!!!