"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O pecado herdado e o Catolicismo Romano



Para melhor percepção da ideia do título, precisamos entender o que revelam as Escrituras sobre o pecado. Através das Escrituras compreendemos que nele há duas dimensões: natureza e manifestação. 


Todo ato percebido tem por plano de fundo uma natureza específica. O voar encantador das aves é possível por uma natureza adequada ao voo, da mesma forma, os anfíbios são capazes de sobreviverem a meios tão diferentes, todos coerentes à sua natureza. Nenhuma aspiração há nos peixes para saírem da água e alçarem voos abandonando as águas, de mesma sorte, nenhum mamífero prescindirá do aleitamento... são heranças que impõem ordenamento e lógica à vida.


Essa relação de dependência que os comportamentos tem da natureza é regra indelével, característica do que conhecemos e também do que nos submetemos - naturalmente. 

Semelhantemente, herdamos a humanidade que carregamos de nossos ancestrais, de nossos pais. Somos humanos como eles o são ou o foram... e mortais como eles o são. Mesma natureza, mesmos atos provindos de uma mesma lei. 

Se beneficiados por sermos humanos, somos responsabilizados duplamente: pela natureza herdada e por sua manifestação - nossa vontade, intelecto e sentimentos são reféns de uma vida que é finita. Nada em nós é capaz de transformar essa realidade, não podemos nos libertar da natureza herdada. 

Nada que desejemos, façamos, pensemos, ou sintamos dissocia-nos da natureza herdada, que é nossa  identidade humana. Por sua vez, essa é o lacre genético que, diferenciando-nos de toda cadeia dos seres vivos, garante a perpetuidade da senda humana sobre esta terra. 


E o mal que em nós habita - exemplificado pela morte encravada em nosso história, invisivelmente está aninhado em nossa mente, em nosso coração, trazendo a inquietude própria do conflito entre a eternidade desejada e morte garantida.

Sem alternativas conhecidas, a fuga disponível recorre-se a mais uma mazela herdada: a religião dos nossos pais. Assim, além dos pecados que o pecado impõe, a religiosidade da mentira adaptou-se perfeitamente ao humano que herdamos. Aflitos em nosso íntimo, mas impávidos,  convivemos com a religião natural como se verdade fosse. 

Antes  de apresentarmos qualquer raio de discernimento, sob o gosto e preferência dos pais, herda-se uma religião. E, em grande escala, legado de ignorância e descaso para com as Escrituras. Da mesma forma, nos arraiais "evangélicos", multiplicam os que herdam a Cristo apenas na carne, esses acostumam-se ao engano "em nome de Jesus". 

Em grande maioria, em nosso país, nasce-se católico. Quando menos esperamos somos crismados, sequência de um batismo imemorial, então atravessamos uma série de absurdos racionais e religiosos: as múltiplas Marias, os múltiplos sacramentos, as confissões auriculares,  os inconclusivos estágios de uma falsa redenção passando por um purgatório - que valor teria a obra redentora de Cristo?; a promessa enganosa da oração dos santos a purificar-me a cada sete dias, as ladainhas e incensários – aparência de poder e sabedoria; os incontáveis e repetidos sacrifícios de Jesus nas profanas missas; da antropofagia religiosa cometida na hóstia consagrada (a quem?). 


Tais arranjos, com artimanhas e sutilezas,  garantem a prisão da alma e a liberdade moral para  o corpo. A migalha litúrgica oferece o suporte para o pecado contumaz. E o pecado convive candidamente com a falsidade católica, sem contudo, diluir as aflições da alma.

Heranças malditas do pecado acasaladas com as herança religiosa da tradição.

Nasci humano, e humano serei eternamente; trouxe a natureza do pecado e com ela permaneço, mesmo com a mente renovada pelo Senhor; nasci miserável, mas a soberana graça de Deus remiu-me eternamente... e um dia livre estarei das heranças humanas, para receber dAquele tudo que tem prometido. 

Graças eternas ao soberano Deus, que me amou, mesmo que em mim nada suscitasse tal favor.

4 comentários:

  1. excelente texto de suprema inteligencia. parabens!!!

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  2. Grato pela sua visita e comentário.

    Em Cristo

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  3. Como a algum tempo que não fazia uma visita, hoje resolvi ver o que está a escrever.É o anseio da minha alma que Jesus seja consigo, e encaminhe seus passos pela vereda da justiça. E que Ele cresça na sua vida de maneira que seja visto pelas pessoas que rodeiam sua vida, que o amor de Jesus fortaleça sua vida, e seja como um rio transbordante. Também resolvi dizer-lhe que embora não te conheça mas em Cristo te amo, e continue a ser luz. Um abraço.

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  4. Amado Irmão,

    muito obrigado pela vista e pelas palavras.

    Que o Senhor nos fortaleça e que saibamos esperar em suas promessas.

    Em Cristo

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.