"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 31 de março de 2012

A religião nossa de cada dia




Mogi das Cruzes

Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15:5)
  
Vivemos em um cenário que cada vez mais caracterizado pela influência do mundo virtual. Na verdade é o meio por onde se dá – mesmo que enganosamente - a consolidação do ideal humano: ser senhor.

A realidade virtual foi adotada sem restrições passando a aparelhar as  soluções e questões cotidianas das pessoas.

Com ela passou-se a viver um sonho de indestrutibilidade, de recuperação infinita da vida. A morte e a vida estão a cada toque ou aperto de botão.  

O convívio com a vida e a morte no mundo virtual tem formado um processo mental em que as pessoas passaram a se sentir senhores da vida e da morte.

Não tardou para que essa nova filosofia exigisse a necessidade de reconceituar os valores religiosos. Assim surgiu uma nova proposta religiosa, essa enlaçada pelo anseio de autonomia e apelo virtual, onde o homem é em si mesmo seu próprio Deus.

A religiosidade da autonomia humana alinhada à mente virtual consolidou-se, e é o que vemos e ouvimos oferecida a pleno pulmões. O homem é centro da fé religiosa, tendo um Deus utilitário de plantão.   

É de se ressaltar que tal ambiente religioso contou com o suporte histórico e teológico deixado por Jacob Arminius, que forneceu um modelo preparado que atende e é complementar aos anseios  naturais do homem moderno.

Vive-se um padrão religioso com a autonomia humana crescente e um deus caricato – a religião virtual.

A vida real cobrará seu preço.

terça-feira, 27 de março de 2012

Compartilhando o mundo (Como se do mundo fôssemos)


Mogi das Cruzes
Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos. (Pv 16:19)

Onde estaria o local em que os santos se achegam para contemplar a glória excelsa do Senhor? Por onde passam os caminhos que nos levam, como espelho, a contemplarmos nossa face e considerar quem realmente somos?

Será que há necessidade de atravessarmos mares, escalarmos montanhas ou mesmo de caminharmos ao horizonte para lá encontramos a resposta? Caminhamos o caminho das veredas aplainadas?

Bem próximo temos as respostas, temos a fonte do engano que anseia as plagas e campinas além do Neguebe e nos afasta da comunhão santa com nosso Deus. 

Nosso coração e nossa mente, de forma impiedosa, fornecem a soberba e a iniquidade necessárias para caminharmos nossos próprios caminhos, sorvendo da nossa própria sabedoria a justiça que em vão (parece!) conquistou o Senhor.

Como ímpios que nada sabem, e mesmo assim, presunçosos, lançamo-nos como referência do padrão de vida (cristão, em nosso caso) e caminhamos julgando levar a nossa cruz.

Já não mais conseguimos identificar que estamos contaminados pela secularidade, e impiedade do mundo nos serve de fundamento. Negligenciamos os mandamentos amorosos do Senhor.

Aproveitamos as fraquezas dos outros para fazer sobreviver a carne mortal, usufruímos daquilo que somos vítimas, mas oferecemos o prazer e a impiedade imorredoura como brasões de uma nobreza decadente. É como se isso fosse o estandarte de vida.  


Estamos vivos! Bradamos no interior de nossas almas, mal sabemos que estamos infelizes, sim, miseráveis, pobres, cegos e nus.

Nossos corações mundanizaram-se, nossas mentes estão cativas aos artifícios e estratégias  da impiedade. Longe marchamos dos caminhos verdejantes de nosso Pastor.  

Sim, os encantos do despojo dos soberbos nos conquistou, assentamo-nos na roda dos escarnecedores.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Diversidade, qual diversidade?


Mogi das Cruzes - SP

Entendo a verdade como um sistema coerente de preceitos e princípios, e por definição, ela é  única, pois tudo que a contraria é não-verdade. 

Se hoje há vanglória daqueles que pleiteiam a impossibilidade da verdade absoluta, saibam que isso é mais novo do que se imagina. A ideia de uma verdade relativa, além de absurda, é  recente e conceitualmente equivocada. 


Confunde-se verdade com conveniência pessoal, assim a verdade perde seus princípios e passa a ser refém do momento histórico, ou mesmo da cultura ou de um grupo. No entanto, a verdade transcende a esses aspectos, em momento algum ela foi ou será não-verdade.

É estranho como nos emaranhamos em muitas palavras, em muitos afazeres e empreendemos pouco esforço para dissecarmos as sutilezas que, com aparência de sabedoria, grassam em nosso meio em nome e benefício da verdade, mas contrariando-a.

Sempre que identificamos os princípios fundamentais de conceitos e práticas ficamos mais aptos para discernir o nosso derredor, reconhecendo a verdade em meio ao turbilhão de “novas verdades” que se nos apresentam e confrontando-a.

Quis falar sobre as "sutilezas da verdade" pelas leituras realizadas onde a exposição da pessoa santa de Deus foi esgarçada como vil caricatura religiosa, deus de práticas vudu, a repercussão desses conceitos se assenhora do cristianismo de nossos dias. 

Muitas pessoas arvoram-se em seus próprios ventres e a partir de si mesmas elaboram um deus contrário à verdade revelada. Rilham seus dentes quando confrontadas e oferecem o vazio de seus corações como fonte da verdade de Deus (ou deus).

Essas influências chegam, cada vez mais, com intensidade e receptividade ao "ambiente religioso". 


Somos admoestados a não esquecer que essa esfera (sistema mundial) antagoniza-se com o caráter de Deus. Se o mundo nos odeia (nem sei se ainda odeia!), saiba que antes odiou ao Senhor, e que esse mundo foi vencido pelo nosso Senhor e que nele teríamos aflições.  


Na busca singela e "madura" da Igreja pela unidade abrimos mão da verdade única e seguimos sem avaliar que "Aquele que me negar, Eu o negarei diante do Pai". 

Assim, retomei a descrição histórica da primeira contraposição à verdade do Senhor. Cheguemos novamente ao Éden, leiamos a abordagem e o propósito da serpente. Pois, nele encontramos a primeira alternativa à verdade divina.

Deparei-me inicialmente com a falta de inocência ou casualidade da parte da serpente, pelo contrário, há determinação, sim, sutileza. A serpente trata a questão com  propriedade e sem amadorismo. 

Há o questionamento, não apenas o que Deus diz, mas ao significado de suas palavras: “Deus disse isso?”. Não mais atual e comum que reconceituar o caráter de Deus e sua revelação.

A despeito desta verdade, muitas vezes, por bondade ou imaturidade, acredita-se que os desvios doutrinários são questões de segunda linha na vida cristã.  A experiência tem inflado os pulmões tornando a doutrina abjeta. 

Depois percebi que é necessário desqualificar a justiça do Justo: “decerto que não morrerás... terás maior sabedoria". Estava criada uma “outra verdade”. 


O descrédito da punição faz brotar a diversidade moral. Se não há punição, decerto o bem e o mal podem ser reconceituados segundo a criatura. Não há verdade moral no universo, Deus é feito pecador, semelhante a homens. 

Foi construída a diversidade: sem Deus, sem revelação, sem justiça, sem bem e sem mal.  E muitos, mas muitos mesmo, estendem braços e abraços aos representantes e defensores dessa diversidade.


Não, obrigatoriamente, a diversidade negue o caráter de Deus. Diversidade racial, sim; diversidade cultural, sim; diversidade social, sim.

Porém, jamais, jamais a diversidade moral, a diversidade de Deus, a diversidade de Sua justiça.

Uma única verdade, um único Deus, uma única justiça que é Cristo, uma única eternidade.

terça-feira, 20 de março de 2012

E então... o homem criou deus




Recebi um texto que falava a respeito de Deus ou da repercussão das religiões entre ao homens.  Ao refutá-lo – réplica – enviei para autora do texto, pois pretendia publicá-lo. Anteriormente havia sido autorizado, mas depois, por motivos pessoais, discordou. Aceitei, estou apenas publicando o e-mail após sua tréplica.


Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer? Eu, o Senhor, esquadrinho a mente, eu provo o coração; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações. 
(Jr 17:9-10)



Segue o e-mail (com pequenas inserções para maior clareza do leitor): 

Conforme sua proposta não publicarei, e se caso o fizesse incluiria o link de seu texto na íntegra. Princípio cristão, ético e acadêmico. Mesmo com sua autorização inicial - pelo fato de ser um documento público - não o faria.

Nossas posições evidenciam conflitos de ideias e são inconciliáveis, o que não é problema. Convivo em ambiente não cristão há bastante tempo,  reconhecendo o direito de termos nossas convicções em separado. Como espero que conheças algum cristão, de fato cristão.

Julgo que todos tem direito a suas opiniões, contudo ninguém pode estar equivocado quanto aos fatos. 

Discordo que o tema não seja Deus, mesmo que seja resultado de introspecções pessoais que vc. atribui a Deus, não pode ficar livre de aferições e questionamentos.

Ana é preciso saber que o tema que foi abordado não é objeto de livre pensamento, observações alheatórias da vida, existem informações objetivas da pessoa de Deus - que é uma pessoa, e não um sentimento pessoal e subjetivo.

Seu texto - conhecimento - traz inúmeras inconsistências entre seu Deus subjetivo, que está dentro de cada um, e o Deus revelado nas Escrituras, criador a mantenedor de todas as coisas. E sobre tais inconsistências discorri.

A sua NÃO necessidade de livros para relacionar-se com Deus é um contrassenso acadêmico, pois vc. frequenta aulas sobre filosofia - onde utiliza livros e professores etc. 

Por que com Deus seria diferente? Deus - que é um ser pessoal - esteve no mundo, andou entre as pessoas, nasceu e viveu no tempo e espaço. Não seria Ele possível de aferição objetiva?


Deus nos deixou instrumentos racionais para avaliar a veracidade das Escrituras, o empirismo da introspecção é inadequado e presunçoso. 


Perceba a permanência da nação de Israel, a consistência histórica e arqueológica das Escrituras, o cumprimento das profecias ao longo da história humana, são argumentos que estão à disposição de todo aquele que quer seguir a trilha da honestidade acadêmica.

Se Deus revelou-se, e de fato revelou-se, as introspecções postadas a respeito Dele são infantis e descabidas.

Seria como se definíssemos - livre e isoladamente - a fisiologia do ornitorrinco, e o que é mais dramático...E TODOS NÓS ESTIVÉSSEMOS CERTOS. 

O tema não é baseado naquilo que cada um pensa do outro, na piedade humana, no amor humano, esses fundamentos servem para falar do homem e não de Deus. 

Por mais sincero que seja seu texto, ele não é verdadeiro. Sinceridade e verdade não são intrínsecas, falo objetivamente. 

O fato de receber apoio sobre o texto não dá a ele qualidade ou veracidade. A verdade não está em mim ou em ti, mas em Deus. Apenas Ele (sua palavra) é a única instância para avaliação do que é dito sobre Ele. 

Posso falar a seu respeito com toda minha sinceridade, mas pelo fato de não conhecê-la, incorro em inverdades, e apenas vc. será instância objetiva para aferir minha sinceridade, se verdadeira ou não.

Quando vc. se propôs a escrever sobre Deus, deveria considerar que é um assunto que desconhece, e isso sugeriria um espírito mais humilde. 

Talvez reavaliasse a questão e buscasse informação em fontes de maior qualidade e historicidade, que não está nem no meu, nem no seu coração.

Você, em seus argumentos, tem-se oferecido como padrão de bondade e isenção, desconfie dele... a eternidade o provará.

acho que mesmo sob  fundamentos diferentes somos radicais - a expressão adequada. 

Não tenciono, como afirmei anteriormente, conduzi-la a qualquer lugar, meu anseio é defender a verdade de Deus. 

E quanto aos princípios que orientam seus argumentos, em épocas passadas os sorvi, e hoje sou capaz de avaliá-los sob o verdadeiro conhecimento de Deus, sei de sua profundidade e consistência.

Um grande abraço  

Paulo

sexta-feira, 2 de março de 2012

O Livro de Deus e os nomes lá inscritos



A ideia de um livro de Deus onde o nome de pessoas está escrito não é uma invenção humana, pelo contrário, vem dos lábios do próprio Deus.

Sim, há um livro onde o nome de todas as pessoas que estarão eternamente com Ele está inscrito!. (Aceito a acusação de literalismo extremado!)
Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que tiver pecado contra mim, a este riscarei do meu livro. (Ex 32:33)

“Meu livro” diz o Senhor Deus. Sofismas podem envolver-nos para “afirmar” que o termo livro não quer dizer mesmo livro, criam algum artifício, e acrescentam: Que necessidade Deus teria de livro? Faz sentido. Assim, tentam reformular o texto.

Mas literal ou não, a ideia que subjaz é de registro, de anotações, de memória. Não vejo  outra ideia além dessa que Deus queira dar: ter um livro. Assim, abandoná-la é negligência, parecendo uma fuga das consequências desse fato: Deus tem um livro com o nome das pessoas que não pecaram contra Ele.

Percebemos que essa exigência, “Não pecar contra Deus”, exclui todas as pessoas da terra, ninguém terá seu nome escrito no Livro de Deus.

Contudo, chegando ao Novo Testamento (Lc 10.20), o Senhor afirma a algumas  pessoas que seus nomes gravados estão nos céus.

Seria no livro de Deus?

O nome de pessoas está escrito nos céus, garante o texto sagrado. 


Os romanistas, em sua heresia de juízo final - julgamento das boas obras - podem, para criar dificuldades, dizer que se trata apenas dos apóstolos (e santos?) e ninguém mais.

O contexto, opondo-se a tal conclusão, diz que foram setenta... e não sabemos o nome de nenhum deles, anônimos, apenas anônimos. Mas,  tiveram a certeza que seus nomes estavam  (e continuam lá!) escritos nos céus.

Sim, há pessoas cujos nomes estão escritos nos céus. 
Quem seriam tais pessoas?


Lemos para refrigério de nossas almas: 

Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida(Jo 5:24)

 Os salvos em Cristo Jesus.

Onde está escrito teu nome?