"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Diversidade, qual diversidade?


Mogi das Cruzes - SP

Entendo a verdade como um sistema coerente de preceitos e princípios, e por definição, ela é  única, pois tudo que a contraria é não-verdade. 

Se hoje há vanglória daqueles que pleiteiam a impossibilidade da verdade absoluta, saibam que isso é mais novo do que se imagina. A ideia de uma verdade relativa, além de absurda, é  recente e conceitualmente equivocada. 


Confunde-se verdade com conveniência pessoal, assim a verdade perde seus princípios e passa a ser refém do momento histórico, ou mesmo da cultura ou de um grupo. No entanto, a verdade transcende a esses aspectos, em momento algum ela foi ou será não-verdade.

É estranho como nos emaranhamos em muitas palavras, em muitos afazeres e empreendemos pouco esforço para dissecarmos as sutilezas que, com aparência de sabedoria, grassam em nosso meio em nome e benefício da verdade, mas contrariando-a.

Sempre que identificamos os princípios fundamentais de conceitos e práticas ficamos mais aptos para discernir o nosso derredor, reconhecendo a verdade em meio ao turbilhão de “novas verdades” que se nos apresentam e confrontando-a.

Quis falar sobre as "sutilezas da verdade" pelas leituras realizadas onde a exposição da pessoa santa de Deus foi esgarçada como vil caricatura religiosa, deus de práticas vudu, a repercussão desses conceitos se assenhora do cristianismo de nossos dias. 

Muitas pessoas arvoram-se em seus próprios ventres e a partir de si mesmas elaboram um deus contrário à verdade revelada. Rilham seus dentes quando confrontadas e oferecem o vazio de seus corações como fonte da verdade de Deus (ou deus).

Essas influências chegam, cada vez mais, com intensidade e receptividade ao "ambiente religioso". 


Somos admoestados a não esquecer que essa esfera (sistema mundial) antagoniza-se com o caráter de Deus. Se o mundo nos odeia (nem sei se ainda odeia!), saiba que antes odiou ao Senhor, e que esse mundo foi vencido pelo nosso Senhor e que nele teríamos aflições.  


Na busca singela e "madura" da Igreja pela unidade abrimos mão da verdade única e seguimos sem avaliar que "Aquele que me negar, Eu o negarei diante do Pai". 

Assim, retomei a descrição histórica da primeira contraposição à verdade do Senhor. Cheguemos novamente ao Éden, leiamos a abordagem e o propósito da serpente. Pois, nele encontramos a primeira alternativa à verdade divina.

Deparei-me inicialmente com a falta de inocência ou casualidade da parte da serpente, pelo contrário, há determinação, sim, sutileza. A serpente trata a questão com  propriedade e sem amadorismo. 

Há o questionamento, não apenas o que Deus diz, mas ao significado de suas palavras: “Deus disse isso?”. Não mais atual e comum que reconceituar o caráter de Deus e sua revelação.

A despeito desta verdade, muitas vezes, por bondade ou imaturidade, acredita-se que os desvios doutrinários são questões de segunda linha na vida cristã.  A experiência tem inflado os pulmões tornando a doutrina abjeta. 

Depois percebi que é necessário desqualificar a justiça do Justo: “decerto que não morrerás... terás maior sabedoria". Estava criada uma “outra verdade”. 


O descrédito da punição faz brotar a diversidade moral. Se não há punição, decerto o bem e o mal podem ser reconceituados segundo a criatura. Não há verdade moral no universo, Deus é feito pecador, semelhante a homens. 

Foi construída a diversidade: sem Deus, sem revelação, sem justiça, sem bem e sem mal.  E muitos, mas muitos mesmo, estendem braços e abraços aos representantes e defensores dessa diversidade.


Não, obrigatoriamente, a diversidade negue o caráter de Deus. Diversidade racial, sim; diversidade cultural, sim; diversidade social, sim.

Porém, jamais, jamais a diversidade moral, a diversidade de Deus, a diversidade de Sua justiça.

Uma única verdade, um único Deus, uma única justiça que é Cristo, uma única eternidade.

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