"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 10 de abril de 2012

A suficiência de Cristo em nossa salvação.




O texto a seguir faz parte de um estudo mais extenso que envolve a suficiência do Senhor em nossa salvação. Este post procura dar ênfase apenas da suficiência no ato salvador (Estar em Cristo). Espero publicar a segunda parte que fala em viver em Cristo. 

Iniciamos de pronto com um questionamento: o que vem a ser suficiência?
Podemos responder que suficiência é o termo necessário para um propósito.
Na suficiência nada falta, e se há algo além do suficiente, o é desnecessário, inútil, dele não precisamos. 

Por que suficiência em Cristo e não em nós mesmos?

Porque estamos falando de nossa salvação, não apenas o ato pontual do momento em que fomos salvos, mas os recursos e certezas que são disponíveis para toda nossa vida, para nosso usufruto, a garantia de nossas vidas por toda a eternidade.

Muitos pensam equivocadamente que “Salvação” é um ato e não um processo. Paulo afirma que a nossa salvação está mais próxima do que no principio quando cremos (Rm 13.11). O que nos posiciona num momento passado, no presente e naquele glorioso dia quando o Senhor vier nos buscar, assim é preciso afirmar que fomos, somos e seremos salvos. É estupidez atribuir tal magnitude ao pecador, mesmo que remido. E por que temos as Escrituras:

“Jesus disse: Sem mim nada podeis! (Jo 15.5)”

Assim, a suficiência em Cristo obriga-nos a alargar nossas mentes e nossos corações para compreendermos nossa incapacidade e a obra redentora do Senhor.

Sim, oferece-nos a possibilidade de sabermos quão profundo é o amor de Deus, quão grandiosa foi a conquista obtida no Calvário e sua incompreensível graça por nos comunicar todas essas coisas.

Há refrigério e ao mesmo tempo admoestação.

Outra pergunta se faz oportuna: Para que fomos chamados? Qual o propósito de nossa vocação? 

Para que a nossa glória seja o Senhor: “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. (1 Co 1:31)

Assim, pois quando falamos em nossa suficiência em Cristo, afirmamos que “em Cristo nada nos falta para vivermos vidas unidas a Deus”. E o que existir além de Cristo é inútil, desnecessário.
Se é em Cristo, precisamos estar nEle. RELACIONAMENTO REAL COM ELE
  
Acredito que muitos crentes não sabem quais as bênçãos que temos em Cristo Jesus, não sabe o que está reservado para aqueles que O amam. Isso afirmo com base no que tem se oferecido como cristianismo.

Não há qualquer ponto de contato entre os preceitos divinos das Escrituras  quanto à conversão, santificação, sobre a moral cristã. A multidão que rasteja após seus pastores deu seu próprio significado à estas mensagens. Estão muito além de Cristo, encontram sua suficiência em si mesmos.

Temos uma longa jornada a percorrer, precisamos estar calcados em terra firme, escolher as veredas construídas pelas verdades deixadas pelo Sábio Criador e Salvador.

Saibamos um pouco mais que representa o sangue derramado no Calvário, e sobre a cruz que surgiu em nossas vidas.

Dizem que a história costuma a se repetir, mas com a cruz não será assim. Ela é o ponto central da saga humana sobre a terra, jamais se repetirá. Dela emana o fulgor da vida e apenas dela.

Ela encerra mistérios em Deus, pois naquela cruz “Deus derramou seu sangue (At 20.28)”, servindo de horror e espetáculo para todas as criaturas nos céus e terra. Estamos próximos de verdades que estão além do entendimento humano.

Antes mesmo que qualquer homem tenha oferecido sua proposta de explicação, antes mesmo que a sabedoria religiosa tentasse com suas liturgias mortas usufruir de sues benefícios ecoou por todo o universo:
“Está consumado” (Jo 19.30)

O Senhor da vida, se deu à morte.
Aquele transcende os céus dos céus estava preso a uma cruz.
Aquele que tudo pode submeteu-se ao enredo de dor e morte.
Morreu o Santo!

Morreu o Senhor em favor de multidões miseráveis que Ele chamou e ainda chamará.
Fez com que seus inimigos dEle se aproximassem, deu-lhes a compreender o sacrifício da cruz. Sim, cada um dos chamados depositou sua vida aos pés da cruz, morreu com Cristo, e na ressurreição de Jesus vive uma nova vida.

Vida sem fim, sem a morte, sem o pecado e nutrindo uma esperança que não sabíamos.

O que ele fez conosco?
 “fomos unidos e revestidos dEle” (Gl 3.27).

Não apenas por Ele, mas revestido dEle. Isto é significativo: Estamos entranhados em Cristo e de Cristo. Portanto já não vivemos nossas vidas, mas Cristo vive em nós (Gl 2.20).”

E mais:
“Fomos resgatados de nossas vidas Fúteis” (1 Pe 1.18)
“Fomos conquistados por Jesus” (Fp 3.12)
“Fomos comprados por preço” (2 Co 6.20)

Todos os termos demonstram que o Senhor é quem agiu, não nós. Foi o Senhor quem tomou a iniciativa de nos buscar para ele.

Não falseiem com sofismas e palavras de bajulação, entendamos que no ato da salvação “Fomos salvos pela graça e não por obras e isso foi Deus que realizou” (Ef 2.8)

Foi a suficiência de Deus esteve presente
no ato e garantiu de nossa salvação, pois não a queríamos.

que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos, (2 Tm 1:9)

Somos obrigados a reconhecer que somos incapazes, em nós mesmos, de possuir qualquer poder ou certeza quanto à eternidade. E isso é agradável a Deus, gloriamo-nos nEle,
Jamais o homem decidirá sua própria salvação.
Jamais a graça será substituída pela liberdade e preferência humanas.
Jamais haverá suficiência no pecador.

Nossa suficiência está em Cristo.

Ó que profundidade, tanto de sabedoria quanto de conhecimento. Quão inescrutáveis são teus juízos, e quão impensáveis teus caminhos. Quem conheceu a mente do Senhor? Quem foi seu conselheiro? Quem primeiro deu a Ele para ser merecedor de favores? Pois, todas as coisas são dEle, por Ele e para Ele. 

A Ele pois honra e glória para todo o sempre. Amém. 

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