"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

A geração da vida



“Jesus disse: Sem mim nada podeis! (Jo 15.5)”

Os textos sobre o homem, seu poder, sua capacidade ou força, sempre  são observações feitas dentro de circunstâncias corriqueiras, dentro daquilo que o nosso conhecimento e capacidade nos permitem.


Na busca de evidenciar o poder humano, tem sido criadas as mais "questionáveis" teses. Em canal fechado ouvi um cientista afirmar da possibilidade do inorgânico gerar o orgânico, ou seja uma variante desajustada da autogênese. Já que alguém afirmou que a vida não gera dela própria, agora o sem vida, gera a vida. 


Qualquer dia sugerem que a morte é anterior à vida - os espíritas já defendem tal heresia!


Essas investidas tem um propósito bem definido: excluir o Deus criador. E para tanto, o homem é o centro de todas as coisas, com sua sabedoria e poder. Toda verdade é retirada da cesta de variedades da ciência humana. 

Espalham-se por todas as direções os fachos da grandeza humana, sua autodeterminação e poder. 


Não há limites para o homem, dizem - mas o dizem sem pensar, pois há limites, e limites significativos. Quando se exaltam a autonomia e capacidade humanas, em gritante desonestidade lógica, omite-se o poder da morte. 


É necessário alardear que a invencível morte zomba das honrarias (auto) concedidas ao homem!


Ninguém – com o mínimo de razoabilidade – sugere a autonomia além desta vida. Ninguém cogita o poder de  “ver quem ressuscita primeiro”, pois, cogitaríamos o "além do que podemos". 

Esbarramos no limite da vida, todo nosso poder e autonomia estão presos aos limiares dessa existência. Isto porque sabemos – ou deveríamos sabê-lo – que nada podemos em relação ao poder da morte. Nossas capacidades subjazem  à morte, encerrados estamos ao consumo de uma vida que se esvai. 

Reconhecemos – mesmo que esquivem do tema – que somos completamente incapazes de aventar algum projeto pessoal além dessa vida. Todos somos reféns dos limites pétreos da vida... e não temos qualquer poder sobre ela. 

Logo, o texto sagrado traz um desafio para todos, pois conduz à crise: ou o desconforto - do reconhecimento da limitação humana - ou a idiotia - desprezar a verdade.

Segundo as palavras de Jesus somos impotentes ou incapazes para realizarmos, de nós mesmos, algo que nos promova vida.

A vida não nos pertence! 
Não a geramos, nem dispomos de poder algum para mantê-la!

Somos insuficientes, somos incapazes de produzir vida em nós e de nós mesmos. 

Assim, devemos reconhecer o que o texto afirma: “sem mim nada podeis!”

A vida que conhecemos, e a que não conhecemos, foi gerada pelo Senhor Jesus, o criador das coisas visíveis e invisíveis.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Saulo: o modelo evangélico.



Ao lermos Atos cap. 9, versos de 1 a 8, inicia com Saulo “respirando ameaças e morte”; depois ouvimos: “Senhor! Quem és tu?”. Daí em diante ouvimos a voz do Senhor: “levanta-te, e entra na cidade, onde te dirão o que tu deves fazer”, e encerra: “E, guiando-o pela mão, levaram-no para Damasco”.

A extrema dramaticidade do texto é evidenciada pela abrupta inversão de ânimo que envolve o protagonista obrigando ao leitor questionar o blefe da propalada auto determinação das pessoas.

Quem é esse homem que inicia sua jornada em Jerusalém e sai em direção a Damasco e que lá jamais chegaria? Esse homem é Saulo.

Ele vai nos mostrar como a vida religiosa é movida pelo próprio coração e busca uma aparência exterior de solidez e serviço.

Nada poderia ser mais esclarecedor que ouvir seu próprio depoimento. Sim, vamos saber o que Paulo diz sobre Saulo.

Saulo e sua importância religiosa

Os relatos do Apóstolo Paulo sobre as experiências de Saulo – o homem que saiu estrada afora para Damasco – servem como instrumentos para aferição das manifestações religiosas que sustentam o fervor das multidões.

Ao compreendermos os textos de Paulo, entenderemos o que se passa com o uso do poder eclesiástico em benefício próprio.

A leitura do Livro de Atos permite-nos afirmar que Saulo era um homem com  autoridade e respeitabilidade.

Acesso ao sumo sacerdote – principais sacerdotes. (26.10), a maior autoridade religiosa do Judaísmo.
Embaixador da Casa de Deus. E pediu autorização para ir além de Jerusalém, Damasco (v. 3) para cumprir obrigações formais de um embaixador da Casa de Deus (A religião do Templo) nas sinagogas;
Poder de votar sobre a morte (At 8.1 consentia - satisfação). A morte de Estevão foi (6.11) por blasfêmia.

Portanto, Saulo faz parte de uma elite religiosa. A aparência religiosa serve de mimetismo moral. 

Saulo e sua cultura religiosa

Em Atos 22.3, lemos: “instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, assim como todos vós sois no dia de hoje”. Este texto carrega uma das  mais claras definições sobre o conhecimento religioso de Deus, pois diz: “segundo a exatidão da lei de nossos antepassados”, e não segundo uma revelação do Senhor. Saulo concebia um Deus amordaçado pela tradição e interesse pessoal, desconhecia o verdadeiro de Deus.

Saulo e os fundamentos de sua “fé”

No cap. 3 de Filipenses, Paulo adverte-nos contra os religiosos:
(v. 2) “acautelai-vos da falsa circuncisão, dos maus obreiros”.

E sintetiza o antirreligioso: “Nós que adoramos a Deus em Espírito e nos gloriamos em Cristo, e não confiamos na carne”.

E passa a discorrer sobre as verdades religiosas que sustentavam a vida de SAULO.   

1.    Importância aos ritos - “circuncidado ao oitavo dia”.
2.    Tradição familiar ou social  - “da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus”.
3.    Exaltação pessoal: “quanto à lei, fariseu.
4.    Obra religiosa “(3:6)quanto ao zelo, perseguidor da igreja”.
5.    Justiça religiosa: “quanto à justiça que há na lei, irrepreensível”.

Logo a seguir somos esclarecidos sobre a justiça que há na lei:  “ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei”(Fp 3.9)

O mesmo Paulo pergunta: (Gl 3.2)
Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?

Estamos fartos de presenciar pessoas que não compreendem que a fé um ato doador de Deus, acreditam que fé é resultado de prática litúrgica.

Desconhecem o Senhor da revelação, acreditam que podem se relacionar com Deus sem revelação. Agem em relação a Deus limitando-se apenas pelos desejos de seu próprio coração.
Não é sem motivos que esses tais opinam com  “eu acho”; “comigo é assim”; Se fosse eu”, e irritam-se pelo questionamento de base bíblica.

 Homem de ritos, de justiça própria, da tradição, mérito pessoa, zelo ao um deus de suas conveniências, de seus desejos.

Saulo foi morto no caminho para Damasco é preciso aniquilar o homem religioso que manifesta nosso interior. 

sábado, 5 de maio de 2012

O (meu) amor de Deus.



Ao discorrer-se a respeito da extensão da morte de Cristo –  quem foi objeto do sacrifício da cruz – sempre surgem vozes que tentam engrandecer o “amor de Deus” adequando-o ao seu próprio meditar.

Confesso que essas vozes, por regra, surgem de mentes que adotam uma hermenêutica compromissada com valores sociais, humanizando as Escrituras, e dentre outras particularidades, notadamente, objetivam agradar aos ouvintes. Obrigatoriamente desprezam um número significativo versículos bíblicos além de contrariar a ideia geral dos escritos sagrados.

A partir daí, surgem questionamentos estranhos na busca de garantir “um quê de humanidade” a Deus, que, alegam, foi subtraída por aqueles que radicalizam a mensagem do Evangelho: Cristo salva com base em seu amor? Em sua graça ou sua misericórdia? Essas interpelações surgem com euforia e nem sempre movidas pelo Espírito de Deus. Subjaz a essa argumentação a espúrio princípio de os atributos podem separar-se do ser, assim coexistem independentes um Deus amoroso ao lado de um Deus misericordioso sem que esses deuses expressem uma única pessoa. um espécie de Triunidade multiplicada por -1 (menos 1).
Gostaria de pensar sobre o amor de Deus.

As pessoas afirmam que Deus é amor, e isso é verdadeiro (1 Jo 4.8,16 e em muitos outros textos). Mas, investigar os bastidores dessa verdade encontraremos muito do coração humano e pouco da verdade de Deus.

Precisamos primeiramente reconhecer que o amor É DE DEUS e não nosso. Operamos em grande erro tentar definir o amor de Deus projetando a partir de nós mesmos o amor de Deus, que é dEle. O império da religiosidade que atua na interpretação das Escrituras tornou comum e arbitrário definirmos quem é Deus, sem oferecer-Lhe uma chance dEle próprio dizer quem é. Esse mesmo “roteador” oferece o caminho para que definamos o amor de Deus.

Tento nas Escrituras identificar o amor de Deus, para que não obtenha o “meu amor em Deus”.

O que podemos, ou melhor, o que as Escrituras  dizem do amor de Deus?  
Antes devemos saber o que Deus define por amor, mas em nós: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama. (Jo 14:21). Assim uma expressão do nosso amor é obedecer ao Senhor, então obediência é uma face do amor. O amor está imbricado com a Palavra do próprio Deus, e não é um sentimento de egoísmo e possessão da carne.

Não podemos tomar o que entendemos por amor e substituir pelo conceito de amor de Deus presente nas Escrituras.
  
É completamente refutável a ideia de projetarmos o que entendemos e vivenciamos por amor de Deus. Pois, o amor de Deus tem base nEle e NÃO na liberdade das introspecções corrompidas do nosso coração.
As Escrituras desautorizam ao homem projetar o amor de Deus a partir de si mesmo.

O amor de Deus tem como desejo nossa obediência. Da aparte de Deus flui o amor que é retribuída pela conduta. O amor de Deus NÃO é regido pela liberdade das conjecturas  humanas. É o que diz: “Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos”; (1 Jo 5:3).

O amor de Deus não é NATURAL em nós, não o temos por nascimento, não nos veio por herança de nossos pais, mas concedido pelo Espírito do Senhor, um dom de Deus. Um motivo a mais para irmos às Escrituras para “aprendermos o amor de Deus”.
e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. (Rm 5:5)

Se nós recebemos esse amor, ele não é universal. Dentro de outra dimensão do amor de Deus, Jesus afirma para alguns religiosos “que não tendes em vós o amor de Deus”. (Jo 5:42). 

Mais um argumento que não podemos definir o amor de Deus a partir da experiência pessoal, pelo contrário apenas aqueles que receberam o dom do Espírito, por meio das Escrituras podem conhecer o amor de Deus.