"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Saulo: o modelo evangélico.



Ao lermos Atos cap. 9, versos de 1 a 8, inicia com Saulo “respirando ameaças e morte”; depois ouvimos: “Senhor! Quem és tu?”. Daí em diante ouvimos a voz do Senhor: “levanta-te, e entra na cidade, onde te dirão o que tu deves fazer”, e encerra: “E, guiando-o pela mão, levaram-no para Damasco”.

A extrema dramaticidade do texto é evidenciada pela abrupta inversão de ânimo que envolve o protagonista obrigando ao leitor questionar o blefe da propalada auto determinação das pessoas.

Quem é esse homem que inicia sua jornada em Jerusalém e sai em direção a Damasco e que lá jamais chegaria? Esse homem é Saulo.

Ele vai nos mostrar como a vida religiosa é movida pelo próprio coração e busca uma aparência exterior de solidez e serviço.

Nada poderia ser mais esclarecedor que ouvir seu próprio depoimento. Sim, vamos saber o que Paulo diz sobre Saulo.

Saulo e sua importância religiosa

Os relatos do Apóstolo Paulo sobre as experiências de Saulo – o homem que saiu estrada afora para Damasco – servem como instrumentos para aferição das manifestações religiosas que sustentam o fervor das multidões.

Ao compreendermos os textos de Paulo, entenderemos o que se passa com o uso do poder eclesiástico em benefício próprio.

A leitura do Livro de Atos permite-nos afirmar que Saulo era um homem com  autoridade e respeitabilidade.

Acesso ao sumo sacerdote – principais sacerdotes. (26.10), a maior autoridade religiosa do Judaísmo.
Embaixador da Casa de Deus. E pediu autorização para ir além de Jerusalém, Damasco (v. 3) para cumprir obrigações formais de um embaixador da Casa de Deus (A religião do Templo) nas sinagogas;
Poder de votar sobre a morte (At 8.1 consentia - satisfação). A morte de Estevão foi (6.11) por blasfêmia.

Portanto, Saulo faz parte de uma elite religiosa. A aparência religiosa serve de mimetismo moral. 

Saulo e sua cultura religiosa

Em Atos 22.3, lemos: “instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, assim como todos vós sois no dia de hoje”. Este texto carrega uma das  mais claras definições sobre o conhecimento religioso de Deus, pois diz: “segundo a exatidão da lei de nossos antepassados”, e não segundo uma revelação do Senhor. Saulo concebia um Deus amordaçado pela tradição e interesse pessoal, desconhecia o verdadeiro de Deus.

Saulo e os fundamentos de sua “fé”

No cap. 3 de Filipenses, Paulo adverte-nos contra os religiosos:
(v. 2) “acautelai-vos da falsa circuncisão, dos maus obreiros”.

E sintetiza o antirreligioso: “Nós que adoramos a Deus em Espírito e nos gloriamos em Cristo, e não confiamos na carne”.

E passa a discorrer sobre as verdades religiosas que sustentavam a vida de SAULO.   

1.    Importância aos ritos - “circuncidado ao oitavo dia”.
2.    Tradição familiar ou social  - “da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus”.
3.    Exaltação pessoal: “quanto à lei, fariseu.
4.    Obra religiosa “(3:6)quanto ao zelo, perseguidor da igreja”.
5.    Justiça religiosa: “quanto à justiça que há na lei, irrepreensível”.

Logo a seguir somos esclarecidos sobre a justiça que há na lei:  “ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei”(Fp 3.9)

O mesmo Paulo pergunta: (Gl 3.2)
Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?

Estamos fartos de presenciar pessoas que não compreendem que a fé um ato doador de Deus, acreditam que fé é resultado de prática litúrgica.

Desconhecem o Senhor da revelação, acreditam que podem se relacionar com Deus sem revelação. Agem em relação a Deus limitando-se apenas pelos desejos de seu próprio coração.
Não é sem motivos que esses tais opinam com  “eu acho”; “comigo é assim”; Se fosse eu”, e irritam-se pelo questionamento de base bíblica.

 Homem de ritos, de justiça própria, da tradição, mérito pessoa, zelo ao um deus de suas conveniências, de seus desejos.

Saulo foi morto no caminho para Damasco é preciso aniquilar o homem religioso que manifesta nosso interior. 

2 comentários:

  1. O que nos deveria refletir neste texto de saulo-Paulo, com relação a religiosidade do mundo e sua ansia pragamatica e pós-moderna, é a frase: "Senhor! Quem és Tu?". Isso eliminaria todo o estado pseudo-eclesiastico que as igrejas vivem, e comprenderiamos o contexto do texto quando se segue: "levanta-te, e entra na cidade,onde te dirão o que deves fazer." Sabemos exatamente o que devemos fazer?????

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  2. Irmão,

    muito oportuna a observação. Poucos estão em busca de cumprir a vontade do Senhor.

    Obrigado pela visita.

    Paulo

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.