"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 9 de junho de 2012

Vale a pena confiar sem avaliar?



Tem se tornado cada vez mais tênue a linha que separa a religião da religiosidade, ou seja, a religião espiritual da religião natural. Enquanto aquela tem sua origem fora do homem, esta é produto da mente humana.

Tenho tentado alertar às pessoas a respeito dessa área de intercessão existente entre a religião e a religiosidade.  

É demasiadamente complexo, e muitas vezes sutil, definir regras ou princípios que ofereçam ou permitam que as pessoas percebam o engano que lhes é oferecido em bandejas de simpatias, poder e vantagens como se "verdades divinas" fossem. 

Essas práticas e conceitos, como muitos insistem em pensar, são coisas sem relevância, que não afetam a vida das pessoas, estão fora do interesse prático diário, são apenas escolhas "religiosas", assim cada um pode ter a sua que "se bem não faz, mal também não fará".

Pelo contrário, elas são cruciais para definição de onde estaremos por toda eternidade - que é um tempo muito grande para dele não fazermos caso. Pois, um dia todos nós lá estaremos. 
Vale a pena confiar no próprio coração, sem avaliar questões tão possíveis de serem avaliadas?

Assim, me permito a relacionar aquilo que é mais saliente na religião natural, na religião sem Deus, mas paramentada como se o fosse.

  • 1.  Tudo é igual. Exalando sabedoria muitas pessoas afirmam que as diferenças são apenas  sofismas, um meio de gerar divisão, "coisa de quem não tem o que fazer". Esta é uma característica marcante de quem professa ou ensaia passos religiosos, ou mesmo, quem se julga acima das verdades eternas. Logo, não há investigação, não há questionamento, tudo é igual, sem diferenças, perde-se a a possibilidade de encontrar a verdade única. 
  • 2.    Próprios conceitos. Adquiriram, acostumaram-se a formular para si mesmos os conceitos próprios do seu mundo religioso. Conceitos tais como: redenção, unção, perdão, amor, louvor etc. foram revestidos de personalismo com toda independência histórica e gramatical dos termos. Alinharam-se confortavelmente em suas verdades, passando, a partir de conceitos completamente distorcidos e humanistas, reconstruir uma "nova verdade". Alimentando sua liberdade e conveniência, tornando-se, eles os próprios, autores e instância final da moral e da verdade.
  • 3.  A unidade pretendida. O amor, segundo esses, é a base da unidade. Fundem  amor e liberalidade fazendo-os um único. E como se a verdade eterna fosse avaliada por sua aceitação (quantidade) e não por sua natureza (qualidade), reproduzem a pleno pulmões: “Há mais a nos unir que a nos separar”. O prazer e bem-estar (que eles chamam de amor) é a força motora que unirá os povos, e isso implica em respeito o prazer de todos. Assim, todos seremos um. 
  • 4.  Ídolos. Outra característica marcante  da religião natural é sua necessidade de apoiar-se aqui no mundo, na realidade tangível. Suas referências estão em pessoas, templos, locais que estão acima de todas as pessoas, de todos os demais templos e que só existem naquele local. Costumam a citar seus pastores  seus padres, líderes ou teólogos, como homens de Deus - colocando-os acima dos demais homens. O templo em que costumam frequentar são marcados pela presença de Deus como nenhum outro. E as cidades onde Deus "opera" é Jerusalém, Lourdes, Fátima, Aparecida etc.
  • 5.  Não sabem identificar quem é Deus. Uma das características mais marcantes da religiosidade natural é a incapacidade de estabelecer quem é Deus. Brotando as mais engenhosas caricaturas conceituais de Deus: “um ser de luz”, “alguém lá em cima”, “tudo”, “está em meu coração”, “razão das minhas vitórias” etc.
  • 6.   Ênfase aos ritos. Ainda o desdobramento da idolatria, os que professam essa religião natural são acentuadamente ritualistas, apesar de não entenderem os rituais e seus propósitos. Acreditam que por meio de ritos cumprem obrigações que de outra forma os faria incompletos. Batizam, crismam, casam, participam de correntes, excursões à terra santa, acampamentos de libertação, sorvem da genuína água espiritual etc.  A hóstia consagrada, a água benta, o escapulário, o crucifixo, missa, saída de purgatório etc.
Nenhuma dessas características emanam da mente do Senhor Deus, todas elas são produto do coração humano, portanto, enganosas e mortais. 

A eternidade é um tempo muito grande para dele não fazermos caso... e um dia todos nós lá estaremos. 
                         Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer? (Jr 17:9)

2 comentários:

  1. Essa grande gama postulenta e vil da religião natural, emana de mentes obscurecidas de entendimentos e separadas de Deus; mortos em seus delitos e pecados. E tudo isso, está transformando igrejas em antros de pragmaticos, humanistas, filosofos, pseudos-cristãos, mordenistas, e etc.., etc... Pessoas que esquecem do Eterno Criador, e firmam seus baluartes na criatura. Despresam a fonte de Água Viva; a Palavra de Deus, e encharcam-se na lama da ignorancia de suas mentes.

    A Ele seja dada a Gloria para todo Sempre. Amém!

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  2. Irmão Renato

    obrigado pela visita, mas muito mais pela riqueza do comentário.

    que o Senhor fortaleça a todos nós.

    Em Cristo.

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.