"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A morte: uma impossibilidade.



Nos domingos reservamos um tempo para falar do autor dele. 
Falamos da vida, da esperança, da espera daquele grande e glorioso dia, quando estaremos face a face com o Senhor do tempo, Senhor da vida, Senhor da morte.

É domingo, celebramos a vida, enquanto milhões abrandam seus corações na desesperança. Banqueteiam-se na morte.

Quem éramos e quem somos.
 O que fez o Altíssimo conosco - que bondade é essa?

Voltemos à cruz: A lança da misericórdia e a reedição da desonra imposta foram desnecessárias, o Senhor já se entregara a morte.
"Jesus está morto", balbuciaram lábios – não sabiam que fincavam suas palavras para todo sempre.

Da carne vil do FILHO de DEUS, o Deus eterno descem água e o sangue. 
O corpo da humanidade vil  manifesta o estertor da vida que abrigou o Criador.  
O transcendente e eterno preso ao finito, ao mortal.

Por bocas ímpias lemos: 
Verdadeiramente este era filho de Deus”. (Mateus 27.54). 

Na ignorância há pouco temor e aqueles homens conduziram o FILHO de Deus à cruz do calvário!

A inimizade e ódio contra DEUS marcharam unidos. 
Manifesto meu humano espanto com o que faz o ódio contra Deus.

Um corpo inerte pendurado, desfigurada figura humana, comemora o horror algoz. 
Emudeço e contemplo a  obra do coração humano: o que faz o ódio contra Deus.

CONSUMADO ESTÁ!!

Manifesto meu humano espanto com o que faz o ódio contra Deus.

Desfaz-se a esperança, inerte o Senhor do Universo. 
Jaz, traspassado aquele que havia de redimir Israel.

Nada O difere daqueles malfeitores que compartilharam de seus últimos momentos, 
uma cruz em cada lado.
Nada há naquele corpo inerte que não seja humano.

Há anônimo horror: cruz, sangue e corpos quebrados, 
sobra apenas a liturgia escura da morte. 

O túmulo é o desfecho final... 
mais algumas horas e virá a escuridão e também a noite. 
Jaz em uma cova, jaz o Deus eterno. 

Assim está, assim ficará... 
a morte é única esperança de toda a humanidade - 
é a esperança contra Deus. 

Ao pó voltará, Aquele que do pó não veio?

Ecoa eternamente com a luz, o dia: 
“Por que buscais entre os mortos aquele que vive?” (Lc 24.5).

Meu Deus é o Senhor da história, 
é o Senhor da vida, 
é o Senhor da morte.  

tendo Cristo ressurgido dentre os mortos, 
já não morre mais; a morte não mais tem domínio sobre ele. (Rm 6:9)

Quem éramos e quem somos. O que fez o Altíssimo conosco - que amor é esse?

Já não morremos, já não morreremos... ressuscitamos com Cristo. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A morte e o idiota




Mas Deus lhe disse: Insensato, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? (Lc 12:20)


Existem muitas perguntas que evitamos ouvir e enquanto pudermos longe dela nos manteremos. Temos muita simpatia e preferência por aquilo que nos dá segurança. E o que vem para comprometer essa condição, declinamos. 

E essa posta, é uma delas, mas até quando teremos o poder para evitar tais circunstâncias? E será que vale a pena evitá-la, sabendo que um dia diante dela estaremos?

É claro que o texto apresenta a relação de causa e efeito que há entre a vida que levamos e a realidade que virá com a eternidade – entre a semeadura e a colheita.

Aquilo que construímos - dedicação, esforço e capacidade - durante a vida será recompensado ou retribuído  durante toda a eternidade. É sábio lembrar que a eternidade é tempo demais! Se puséssemos um único pica-pau para , perfurando, transformar em pó todas as árvores da Amazônia, teria consumido um mísero segundo na eternidade. 

Não há dúvidas que a humanidade tem se mostrado hábil e insaciável no plantio do lazer e do prazer sem qualquer preocupação com a eternidade. É comum identificar até em crianças a certeza que precisam assumir certos comportamentos para que venham ocorrer alguns benefícios. 

A prostituição, consumo de bebidas e drogas é a ação que mais cresce nos "negócios dessa vida".  

A manada patética e entorpecida diverte-se à beira do precipício!

O que o homem tem preparado para apresentar naquela noite em que lhe pedirem sua alma? Onde estará por toda a eternidade?

- Ah, isso não importa! Responde o idiota. 

Não há Deus. (Sl 14:1)




Diz o néscio no seu coração: Não há Deus.  (Sl 14:1)



Neste post, mais que apenas uma ideia circunscrita aos cenários eclesiásticos, o termo religiosidade é tratado como um conjunto de princípios e valores que formam expressão cotidiana das pessoas, .

Resolvi atribuir-lhe tal significado por observar que tem sido cada vez mais frequente no cotidiano das pessoas, seja na linguagem, seja no comportamento, o uso de valores ou simbologias religiosas para se expressarem, justificarem ou avaliarem o derredor.

Assim, mesmo que equivocadamente, as pessoas vivem suas vidas utilizando-se de mantos e mantras religiosos - "fica com Deus"; "Deus é pai"; "graças a Deus" etc. E quando inqueridos sobre esse abuso -ignorância religiosa -afirmam por meio da argumentação religiosa ou antirreligiosa - "todos tem direito a acreditarem em Deus do seu jeito". Logo, estamos diante de um cenário cujo protagonista é o homem da religião contemporânea (fusão do secularismo - personalismo - com a religião natural - soberba).

Inicio identificando que há um princípio que guia esse homem (essa mente): a suposta bondade inerente do ser humano.

Ao afirmar que Madre Teresa de Calcutá foi uma pessoa sem compreensão de Deus, que agiu movida por um humanismo louvável, mas completamente à parte do cristianismo bíblico, estaremos contrariando pessoas (religiosas ou não); Dizer que Pe. Fábio, Silas Malafaia são enganadores, mais contrários virão, e de todos os lados, fundamentados na "religiosidade do homem moderno".

Mesmo contrariando a inquirição mais sensata da razão, que reconhece o caos do mundo em derredor, o homem caminha como se conduzisse em seu coração uma fonte perene de bondade e retidão.

Para manter viva tal religiosidade, a mente humana tomou a si mesma como parâmetro de conduta e pensamento. Consequência inevitável da soberba que o coloca como acervo de todo o conhecimento necessário para discernir e praticar o bem, evitando o mal. O mal não é uma questão moral, mas sim,  produto da ignorância, do despreparo cultural - e o homem objeto desta publicação está livre dessa condição [sic]. Pelo contrário, outorgou-se  o senhor de seu destino, onde a busca e obtenção da verdade são feitas pela autorreflexão e interesse próprio.

Tal cenário, por flutuam em vagas infindáveis, concede a cada um o direito de possuir “sua verdade” e alija completamente a existência de uma verdade absoluta. As divergências de conclusão são aceitas, mas o conflito quanto ao método, que poria em riscos “o senhorio” do homem religioso, é impensável.  O homem não abre mão de defender sua capacidade de saber por si só a verdade, o bem e o mal.

Assim, descendo ladeira abaixo em sua convicção e conveniência, zombam da “religião com base nas Escrituras”, acham-na desajustada ao “relativismo” desses dias, colocam-se  – ou refugiam-se – em patamares acima dessas coisas. Esgueiram-se por becos e vielas onde sentem-se seguros para evitar  qualquer tentativa de discuti-la com bases em modelos adequados ao escrutínio da verdade. 

Aproveitam-se da Escrituras apenas como mais uma fonte de arranjos morais e filosóficos. Apropriam-se delas fazem-se deus, usam-na para benefício próprio.

Para esses, nelas não estão o Senhor Deus, criador de todas as coisas, o Justo Juiz que julgará a todos que vivem impiamente. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Liberdade... o que é isto?



Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos;   e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (Jo 8:31-32)

Muito se fala sobre liberdade, será que as pessoas de uma forma geral sabem sobre o que falam?

Garanto-lhes que liberdade é uma experiência totalmente desconhecida pelo mundo. Atentando para os relatos e conceitos  sobre liberdade, convenço-me que nenhum deles reflete o real significado do termo liberdade.

Há aqueles que com bebidas ou drogas sentem-se livres, sentem-se saciados por aquela sensação de poder; outros, porém, falam em lançar-se em queda livre de um penhasco com uma mochila ás costas e “experimentar a liberdade por 1:03:006”, e há tantos outros oferecem-se com suas estranhas experiências para dar mais dignidade à  liberdade.

Entendo que os anseios de liberdade, legítimos em nós seres humanos, os levam a cogitar, dentro de suas possibilidades finitas e mortais, a busca de experiências que venham a atender tais anseios, que confusamente alcunham por liberdade.

Deve-se ter em mente que o caos e a liberdade são inimigos; riscos e liberdade são forças excludentes, a liberdade deve ser garantida e permanente, e deve estar acompanhada pela paz, pela serenidade. Não se pode conceber liberdade e aflição de mãos dadas ou a liberdade e riscos valseando tropegamente.

Todos os relatos humanos sobre liberdade estão distantes e são inconsistentes com a liberdade que Deus dá, com os conceitos e experiências tratados nas Escrituras.  
E é sobre isso que o Senhor trata em seus discursos.

Jesus dirige-se aos religiosos judeus que, segundo o texto, haviam crido nEle. E a exposição  lógica do argumento chama nossa atenção.

A fé em Cristo, propicia o aportamento em um ambiente de conhecimentos e experiências que decididamente conduzem à liberdade.  

A experiência cristã, não confundir com um arranjo eclesiástico, como um conjunto de ordenanças e rituais desenvolvidos por um grupo com data e hora marcadas, é o único meio para a liberdade e ao mesmo tempo é a própria liberdade. 

(2Co 3:17)
Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

A tecnologia e o Altíssimo - O homem "touch"



Vive-se o cotidiano cada vez mais sob as expensas de um intricado mundo de tecnologia, e irreversivelmente, mais e mais estará em nossas vidas. Hei de reconhecer das muitas vantagens e facilidades práticas decorrentes desse novo ambiente.

Contudo, clara fica a pasteurização do homem e tecnologia. Perceptível ou não, paira no ar uma certa servidão humana impelindo as mentes à novidade. O frenesi do instantâneo, da exposição, obriga a cada um aportar em mundos de mentirinhas, com vestes reais (de realeza) e, sob o tapete, a vida continua. 

Todo universo das verdades ou valores estáveis caiu em desuso, imperativo tornou-se a reconstrução de tudo.

A cada suspiro ou espirro precisa-se comunicá-lo em escala global: a inutilidade ganhou importância estratégica para sobrevivência e comunicação humana. Todos deram a si próprios a grandeza necessária para viverem “coletivamente”.

Desta forma não foi garantida e vida eterna, mas a juventude eterna, sim. Todos raciocinam como se adolescentes fossem.

É possível afirmar que hoje há um novo homem, urgido e impresso pela tecnologia, diametral ao homem dos anos 50 ou 60. Assim, uma nova cosmovisão está construída, uma nova conduta está posta.

Por meio de uma nova e revolucionária proposta a vida é ofertada nas bandejas da facilidade tecnológica. Pode-se ser mais feliz, pode-se mais facilmente obter paz, basta-lhes a si mesmos, basta-lhes um "touch". 

O coletivo sem alma e sem amor fragmenta e engana a solidão do indivíduo.

O novo mundo das facilidades permitiu uma disposição mental do teclar e realizar. Tudo está a apenas um “touch”, assim, adeus homem velho.

Se, porém, os conflitos e mazelas sociais e emocionais, particulares ou coletivos permanecem à solta, havemos de reconhecer que ainda habita no interior dessa pseudo-criação os mesmos ideais de felicidade, paz, prazer e liberdade... e eternidade.  E mais, continuam a demandar suas carências. O homem “touch” continua com coração humano.

Proclama-se à todas as alturas, em todas as direções a independência humana dos valores “tradicionais”, e constrói-se com toda empáfia um homem não humano. 

Regozijam-se os sábios e evidenciam sua revolta contra o Criador rejeitando a criação original.

Afirmo que está à porta o irrompimento de um conflito entre os anseios mais legítimos (alguns podem chamá-lo de primitivos) humanos e a fugacidade exterior desse novo homem.

Se tudo está a um “touch”, conclui-se que a intimidade com o universo é completa, que o poder é ilimitado. Esse novo homem está acima das estrelas, a pseudo-criação se propõe semelhante ao Altíssimo.

Ecoam versos eternos:
E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. (Is 14:13-14) 

Na eternidade virá a resposta conclusiva a respeito desse conflito entre o humano e novo homem, o "touch".