"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A vida, apenas um tempo anterior à morte



Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. (Rm 7:18-20)
Grande parte dos problemas que aflige as pessoas, da vida humana, da falta de coerência e angústia são agravados em virtude da ignorância a respeito do pecado. E por crerem que é uma questão de “religião”, e “religião” não se discute, evita-se o assunto. Negligenciamos não dando ao tema a importância adequada, preferindo tratá-lo sob os mais estranhos conceitos e conveniência. 

Essa disposição mental aprofunda mais ainda a crise humana, e isso faz com que a vida passe a ser um caminho sem esperanças, uma existência que apenas antecede à morte. Não deve ser assim, e pode ser diferente.

Primeiro, não podemos atribuir ao pecado a matiz que desejamos, muito menos minimizar suas consequências, caso assim pensemos, erramos e erramos seriamente!

Segundo, precisamos recorrer a uma fonte primária sobre a questão. Podemos consultar TODAS as fontes possíveis, mas cometemos outro grande erro caso não recorramos  à fonte primária do tema. Assim, recorrer às Escrituras – isso não é “religião” -, mas a fonte da vida. Queiram ou não, há o testemunho da história, de milhões de pessoas ao redor do mundo, testemunho de nações, testemunho de Israel e uma infinidade de eventos que garantem às Escrituras a condição de fonte primária a respeito do pecado.

Terceiro, há pessoas bem próximas – que passaram pela experiência de conhecerem verdadeiramente a Cristo – que podem discorrer a respeito do pecado.

Por que nos preocupar com o pecado? Por meio dele vem a morte! Isso é suficiente?Assim, saibamos um pouco mais a respeito do pecado.

A declaração que serve de cabeçalho foi feita por um homem que teve experiências espetaculares – e presenciais – com Deus, tendo a oportunidade de registrá-la, e os homens de sua época autenticaram  sua veracidade, além do que a transformação que foi submetido dá a ele plena autoridade sobre o assunto. Nenhum homem em qualquer época da história humana adentrou tão profundamente à “morada de Deus” quanto o apóstolo Paulo, e é ele quem nos transmite as palavras aprendidas com o próprio Deus.

Suas palavras são de convicção, pois diz: “Porque eu sei”. O argumento inicia com um argumento racional, não fala “eu sonhei”, “em êxtase eu descobri” ou algo semelhante.

Em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum”.
Não há voluntariedade intrínseca para o bem. Não temos uma disposição benevolente. E quando assim agimos, estamos voltados para atender nossos interesses a vontade de nosso coração. Não dirigimos o bem para aqueles que não desejamos, que não apreciamos. De onde partem raios que iluminam nossa mente informando-nos a respeito de “nossa bondade”? Somos traídos pela ação do pecado.

Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico.
Nossa consciência reconhece o bem, nos comunica para fazê-lo incessantemente, mas nossa vontade opera contra nossa consciência, realizando o mal que o reconhecemos. Nossa consciência queda-se frente à disposição que brota de nosso mais profundo e injustificável. Sabe-se que não se deve mentir ou enganar, engana-se e mente-se; o adultério é uma vileza contra quem se ama, adultera-se; a desonestidade é cruel, mas é praticada. Não terminaria caso enumera-se todas as vielas de sentimentos dúbios e comportamentos mesquinhos que fazem parte do dia das pessoas.

Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
Longe de atribuir a outrem seu aprisionamento a uma conduta moral transgressora, o Apóstolo, afirma que sua natureza, por completo está contaminada pelo pecado.
Uma força que emana de sua alma interior, subvertendo-lhe a razão, que obstrui sua capacidade de avançar permanentemente em direção à retidão.

Não há poder humano que arranque de nossas entranhas essa disposição da vontade, essa decadência que nos visita e falsamente constrói uma esperança que se desvai  lentamente a cada lumiar de nossa consciência que nos acusa e deslinda uma vida sem qualquer esperança.

Se Deus é um fato religioso – que não é – apenas Ele é capaz de retirar de nossas entranhas o pecado que lá habita.
Se assim não for, a vida continuará um caminho sem esperanças, apenas um tempo anterior  à morte. 

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