"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

Visitantes

Posts

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Deus perdoa?



“Sem contar que Deus perdoa, a justiça perdoa, e no entanto,a sociedade não perdoa”. (Dr. Emilson Brasil, Advogado)
A frase acima faz parte de um contexto a respeito de atos infracionais de menores - aprendi que menores não cometem crime. 

Tudo começou quando meu irmão – primogênito - Jeferson, mostrou-se a favor da aplicação de pena em menores como se adultos fossem. Emilson Brasil, que também é meu irmão, discordou e justificou tendo como fundamento as leis existentes no país. 

Tomou o ECA e garantiu que lá está a solução para o problema: o menor precisa ser assistido pelo Estado, que deve empreender esforços para fazê-lo um cidadão. Houve nova oposição do primogênito e no contexto saiu a frase que encabeça o texto.

É comum ouvir pessoas lançarem o nome de Deus atrelado aos mais diversos conceitos, vícios e personalidades terrenas. 

A frase de meu irmão, mesmo que não tenha intenção, erra porque transfere certa promiscuidade moral para Deus, que ele certamente não possui. Sei que isso decorre do desconhecimento de quem REALMENTE É Deus, mas leva, obrigatoriamente, à banalização do Altíssimo. 

Jamais conheci um ímpio que entenda o perdão de Deus. E sempre que utilizam tal conceito, os ímpios, o fazem de forma que Deus pareça um juiz venal e aturdido, sem os altos padrões de justiça que possui. 

É mister na "sabedoria deste século" acorrentar Deus, trazendo-o para cá em baixo, para terra, transformando-o em refém dos sentimentos e experiências. É padrão de conduta cada um conduzir sua verdade em triunfo, ouvindo apenas a si mesmo, não lhe permitindo falar... perdendo a oportunidade de ouvi-lo. 

O autoconhecimento que as pessoas tem de Deus é uma grande fraude acadêmica e intelectual. Precisa-se conhecê-lo por meio do único texto, sua autorrevelação: As Escrituras. 

Inicio com o questionamento e estranheza de Abraão quanto à possibilidade de Deus destruir indistintamente tanto justos quanto ímpios em Sodoma e Gomorra. 

Ele apela para o caráter justo de Deus:
Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio, de modo que o justo seja como o ímpio; esteja isto longe de ti. Não fará justiça o juiz de toda a terra?” (Gn 18:23-25)

Pelo relacionamento com Deus, Abraão sabia que o Senhor não condenaria o justo como ímpio fosse, tampouco isentaria o ímpio de sua culpa. 
(Entendamos nesse contexto, justo como aquele que não cometeu delito, e ímpio aquele que cometera o delito. Assim, Deus não perdoa aquele que culpado é).

E o caráter justo de Deus é reforçado em outras passagens das Escrituras: “porque não justificarei o ímpio.Ex 23:7) – justificar deve ser entendido como declarar sem delito. 

Um outro texto garante que Deus não PERDOA o culpado: “O que justifica o ímpio, e o que condena o justo, são abomináveis ao Senhor, tanto um como o outro.” (Pv 17:15)

Em suma aquele que comete o delito deve pagar pelo que fez. Uma pergunta sobrevém: 

Então o perdão seria um ato de injustiça? Segundo a justiça de Deus, SIM, pois, inocentar o culpado é, sim, um ato de injustiça.

Não podem coexistir em um mesmo sistema perdão e justiça. Se temos este, falta-nos aquele. Pois, se alguém transgrediu a Lei é infrator, e deve ser punido de acordo com a Lei. Ou então, não há justiça, não há juiz, nem o princípio da Lei: "que deve ser feita para afastar a conduta que compromete o convívio em sociedade".

A comparação do Estado com Deus ou com  pecadores ESTÁ EM DESACORDO COM AS ESCRITURAS! 

Pergunto novamente: 
Como anunciam os crentes aos quatro cantos do mundo o perdão que Deus dá ao pecador? Como muitos garantem que foram perdoados por Deus, e mais exibem vidas com padrões novos, apresentam-se como se fossem novas pessoas?
Na oferta do “perdão de Deus” está implícito que alguém pagará a dívida do devedor. Deus perdoa por aceitar o pagamento oferecido por alguém que nenhuma dívida tenha para com Deus. 

Deus em sua justiça oferece o perdão pleo fato de Jesus Cristo ter pago em nosso lugar; Não há perdão simplesmente Deus deixando de punir o pecado. 
Assim, o pecador é perdoado porque Cristo pagou com sua vida, morrendo – pagando - no lugar do pecador - E isso foi aceito pelo Juiz.

Assim, Deus, o Justo Juiz, mostra seu amor, sua misericórdia e se mantém justo, aceitando a justiça que Cristo praticou como justo pagamento da dívida daquele que crê - isso é o perdão de Deus. Em nenhuma outra situação há perdão. 

"e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz; (Cl 2:14)"

2 comentários:

  1. Amigo irmão, encontrei o seu blog, e reparei que tem o meu banner,também coluquei o seu banner no meu blog. Se desejar seguir esteja á vontade.
    Muita paz de Jesus.
    Antonio.

    ResponderExcluir
  2. Obrigado pela visita Irmão Antonio,
    Já o havia visitado anteriormente e, como vi sua fidelidade ao Senhor, passei a divulgar seu blog.

    Que a graça do Altíssimo nos fortaleça para mantermos nossas vidas agradáveis ao Senhor.

    Em Cristo.

    ResponderExcluir

1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.