"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

Visitantes

Posts

sábado, 8 de dezembro de 2012

A Igreja e "um mundo melhor" - revisado




Tenho visto a Igreja do Senhor – aqui incluo os nominais e ainda verdadeiros santos – engajada na participação política partidária como se ministério fosse. 

A reprovação ou mesmo omissão quanto a essa questão passa a ser vista como pecado, imaturidade ou deficiência “espiritual”. É maduro e sábio, segundo esses, o envolvimento político.

Já questionei alguns sobre onde obter orientações do Senhor, bases bíblicas, para fundamentar tal comportamento. Recebi respostas evasivas e a citação de personagem do Velho Testamento – estilo pentecostal e sua variação neo. Não há fundamento bíblico para tal.

A questão tem forte caráter histórico: a Igreja deve ou não estar separada do Estado? Posto que mais ampla, não a trarei agora.

E, pessoas, que subscrevem as mais fundamentadas Confissões de Fé, enviam e-mails – recebi alguns:

  • subscrevendo nomes como Dom Paulo Evaristo Arns, sacerdote católico; 
  • vi textos de Leonardo Boff, representante das trevas, postado em blogs “fundamentalistas”;
  • li (pasmem!!) citações elogiosas aos textos e posturas de Malafaia, herege e estelionatário religioso. 

São muitas as estranhezas, tudo em nome da participação (UNIDADE) político partidária da Igreja, contudo à parte do Senhor. Quanto a isto, assim diz o Senhor:
“Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” Amós 3:3.
Uma aproximação perigosa para quem defende o fundamentalismo e apregoa santidade,  suscitando dúvidas sobre o seu verdadeiro testemunho e caráter cristão.
E mais:

“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14).
É claro que o crente como qualquer outro cidadão tem direito de ter sua opinião, expressar-se, contudo é inaceitável a utilização dos valores cristãos para cooptação de seus pares políticos. E, impensável, o envolvimento da Igreja, como instituição, saboreando o mundo e a realidade político partidária. Com que autoridade julgaremos o mundo? Se somos seus pares, corrompemo-nos!

Ao relato das Escrituras para um panorama abreviado a ser avaliado:

Se é questão de personagem, recorro a  Jesus.
Sem dúvida Barrabás era muito mais politizado, mais engajado que o Senhor, pois preso estava por tal motivo. O Senhor, poderia, mas não se “articulou” junto aos Zelotes para convencê-los sua proposta salvadora, e não social. Lembremos que era esse o anseio (político) dos israelitas, E mais, era filho de Davi, e a despeito disto, não se lançou aos arranjos políticos de então.
  
Se é questão de exortação bíblica, recorro a  Paulo.

“Foste chamado, sendo escravo? Não te preocupes com isso; mas, se ainda podes tornar-te livre, aproveita a oportunidade. Porque o que foi chamado no Senhor, sendo escravo, é liberto do Senhor; semelhantemente, o que foi chamado, sendo livre, é escravo de Cristo”. (1 Coríntios 7:22).

O texto induz a alguma mobilização em torno da liberdade do santo? 
E ao falar da oportunidade em obter a liberdade, o faz utilizando apologia à mobilização de massas? 
Que orientação bíblica conduz ao povo de Deus para participação política?

Amados, as opções partidárias não chegam a Igreja do Senhor como orientação das Escrituras, vindas do alto, pelo contrário, chegam conforme Tg 3:15: "Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica". 

Introduzidas foram para suscitarem divisões, "partidarização". E para isto somos recomendados a fugir das contendas, das preferências dentro da casa do Senhor, quanto mais no torneio político partidário (entenda-se, impiedade):
“Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?” (1 Co 1:12-13).
Cá no norte estamos com A, lá no centro com B, já no sul com C, no nordeste com D e por aí vai. 
Onde estará a unidade do Senhor? 
Que critérios são adotados para essa preferência? 
Nalgum desses há exaltação do Santo? 
Quais os valores morais a serem compartilhados? 
Preservação das Sagradas Letras? 
Há em qualquer deles temor ao Senhor? 
Não. Somos impelidos à preferências à parte das exortações prescritas pela Escritura, estamos estabelecendo nosso próprio caminho de santidade (sic), e esse passa pela conformação aos valores do mundo partidário.

De todos os lados há mentiras, calúnias, difamações, após essa refrega o que restará? Que edificação foi produzida?  Em louvor de quem?

A Igreja do Senhor brinca com o pecado para participar da festa, sentou-se a mesa com os escarnecedores.
Que o Senhor seja misericordioso com Seu povo.

Parece-me que a “simples” salvação e os valores inscritos em nossos corações não são suficientes para nossas vidas.

"Tudo te darei se prostrado me adorares" é o refrão silencioso que sibila nos ouvidos e une as massas religiosas... uma única Igreja - unidade pelo ideal partidário.

Deixamo-nos seduzir pelas ribaltas ofertadas pelo diabo, as quais quando oferecidas ao Senhor foram rejeitadas. Caminhamos para prostração e adoração de um outro deus.

O ecumenismo, sutilmente, travestido de participação política, assegurou em definitivo seu lugar no coração da Igreja do Senhor. 

Passamos a ignorar os desígnios de satanás, argumentando que estamos em defesa de um "mundo melhor".

Ao Rei eterno imortal, e somente a Ele,  honra, louvor e glória.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.