"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Dia de Finados, exploração da dor humana.




"Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos”.

Como os católicos atribuem a si mesmos o título de Cristãos, por obrigação e para garantia de autenticidade, devem obter da Bíblia o fundamento de seus ensinos e práticas. Pois, é necessário reafirmar que não há cristianismo fora da Bíblia (Escrituras Cristãs).

As Escrituras Cristãs, ou seja, o Velho (Torá, para os Judeus) e Novo Testamento são, portanto o suporte para a toda e qualquer doutrina cristã, inclusive o que católicos romanos chamam de o dia dos (fieis) mortos - Dia de finados. 

A ideia que subjaz a esse dia é que alguns mortos - morreram fieis a Deus, contudo restaram alguns pecados que não foram perdoados e assim, necessitam da intervenção dos que vivo (sic) estão para purgarem esses tais pecados.

Há como  suporte para manutenção dessa fraude outra fraude chamada purgatório (Pois, se Cristo nos purifica de todos pecados, quais pecados restariam para serem "purgados" no purgatório? E que poder dispomos para "operar tamanha obra - promover o perdão do pecado alheio"?). 

Mas nada há nas Escrituras que contribua para tal ensino ou  prática, como veremos.

Os livros do Velho Testamento (Tobias e Macabeus) oferecidos pelo catolicismo romano como base para prática do dia dos mortos são livros de história judaica, e nunca orientaram a vida religiosa daquele povo. Portanto, não tem poder normativo para fundamentar comportamentos. Seria como se tomássemos um livro do Jorge Amado e a ele atribuíssemos guia de conduta religiosa. 

Até 1546 o Velho Testamento adotado pelo catolicismo romano não continha tais livros, sua inserção se deu como estratégia para justificar diversas de suas práticas pagãs: culto a santos, dia de finados, uso de velas, indulgências etc.

Como não dispunham de fundamentos na Bíblia, resolveram alterar o Velho Testamento (Torá) incluindo lá livros da cultura hebraica. Esses livros (e outros mais que foram enxertados) continuam fora do Velho Testamento (Torá). Assim, essa inserção veio apenas para justificar para católicos a adoção de práticas pagãs.

Quanto ao texto de Jó, mesmo com a omissão do contexto, também nenhum ensino ou alusão é feita de culto ou dedicação a mortos. Pelo contrário, Jó engrandece a Deus por seu poder e soberania mesmo na perda de bens e filhos, sem qualquer alusão a benefícios ou culto aos filhos falecidos; o texto encerra: 

e disse:

“Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor. Em tudo isso Jó não pecou e não culpou a Deus de coisa alguma”.

Já o Novo Testamento é mais incisivo sobre a questão, não oferecendo uma única linha que ofereça apoio à questão. O que fez com que o catolicismo romano, por brincadeira ou má fé, tenha utilizado o texto de Mt 12.

Seria adequado, até honesto, o catolicismo romano afirmar que é uma prática desenvolvida  ao longo de sua história e que fazia parte da cultura de povos "catequizados", sendo  incorporada e difundida como doutrina particular.

Reconheço a importância que nossos entes queridos tiveram sobre nossas vidas e o dever que temos de honrá-los; mas acreditar que podemos fazer algo em seu benefício após sua morte é completo paganismo.

Certa vez chegaram para Jesus e falaram: “Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai". E Jesus respondeu: 
"Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos”. 
Garantindo que essa devoção ou preocupação é conduta para “mortos” – quem não conhece ao Senhor.

Assim, não me parece, pelas Escrituras - A Palavra de Deus, que a dedicação aos mortos tenha autorização divina ou tenha em si qualquer eficácia quanto aos seus propósitos "religiosos".  Não passa de mais uma sanha criada por roma.

Assim, como eles (católicos romanos) conseguiram colocar Deus em uma bolacha (hóstia), apenas eles são capazes de criar um local chamado purgatório, para depois colocar e retirar de lá almas segundo seu bem querer.  

O engano que reveste o dia de finados é, sem dúvida, perverso, pois, se por um lado anestesia, por alguns momentos, a mente de pessoas sofredores e incautas, as mantem escravas de uma ilusão satânica, por outro lado garante dinheiro para muitos e prestígio para o clero.

Que Deus seja misericordioso!


sábado, 26 de outubro de 2013

A bondade humana, outra grande mentira



como está escrito: Não há justo, nem sequer um. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo dos seus lábios; a sua boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue.No s seus caminhos há destruição e miséria; e não conheceram o caminho da paz.(Rm 3:10-17)

Se fosse possível atribuir um aspecto humano para designar a origem de todas as mazelas e heresias, sem dúvida se assentaria na negligência quanto ao que é o pecado e os malefícios causados pelo equívoco da autoavaliação.

A bondade que o homem deseja trazer encravada em seu coração é uma falácia que tem sido trabalhada arduamente para tornar-se verdade.

Isso adveio da lenta e progressiva motivação impelida pela própria natureza humana, que obrigou-se a criar uma antropologia adequada às inquietudes e a pretensões da alma. 

Portanto, passou a ser imperativo romper - ser livre - com a dependência e poder do Criador. A personalidade, soberania e principalmente a santidade de Deus, não harmonizam com  a nova ordem proposta pela sabedoria e anseios humanos.

O registro (As Escrituras) da criação do ser humano passou a ser nesse novo contexto uma estupidez a ser abolida. Uma nova história precisava ser escrita, o homem, agora viria do nada, para com nada ter compromisso, e para nada o esperar. A liberdade projetada roubou-lhe a esperança. Mas, que assim seja. (Não avaliaram o preço que seria pago).

Com empáfia própria do “humano”,  essa “fuga” conceitual, e por isso de agrado geral, permitiu ao  homem a atribuir ao acaso sua origem e existência.

A nova reflexão não foi feita olhando para o homem e as grandezas que o cercam - criadas por Deus, mas olhando aquilo que o homem “gostaria de ser”.

Para tanto, foi expurgada de imediato toda sorte de maldades e disposições interiores do “novo” ser humano.

Como por magia, mesmo que de mentirinha, as virtudes em prol do bem passaram a povoar a disposição mental das pessoas. Ainda, seguindo o mesmo devaneio, a bondade e justiça tornaram-se os fundamentos da construção do novo e imaginário ambiente onde homem agora é Deus. O mal saiu do coração do homem, passando a ser uma questão cultural, social.

Seguindo esse delírio, definiu-se um cenário para eclosão dessa nova “criação”: um mundo em direção a um futuro luminoso, onde a justiça, o amor e a fraternidade cobrirão toda a terra... são estertores de lábios exaltados e corações aflitos conduzindo essa nova onda.

Faltam conexões entre o dia a dia vivido e o futuro ”criado”. 
Faltam conexões entre a pseudo bondade humana e o cotidiano experimentado.

Não é estranho dos que se dizem “povo de Deus” subirem a nau dessa verdade. Rejeitam a Palavra do Senhor, tem vergonha dela. Preferem o alinhamento com as trevas – as vantagens e reconhecimentos do  mundo.

A concupiscência da carne, dos olhos e a soberba da vida são a unção que alinha a igreja ao novo homem. 

Desprezadas foram as advertências sobre a bondade humana: Não há um justo,
um sequer.





segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Quem é meu pai?




Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; Jo 8:44 

Várias partes das Escrituras foram deixadas de lado para atender aos interesses do secularismo religioso ou psicologismo evangélico. 

A criatura, como por mágica, saiu de sua condição de miserável para usufruir de regalias e privilégios outorgados pelas disciplinas sociais e humanas, passando a ser auto-suficiente, prescindo das verdades "ultrapassadas e caducas" das Escrituras. Estratégia que passou a ser a via de crescimento e multiplicação dos lucros das Igreja

Deu-se início a nova ordem, cujo princípio basilar é agradar aos ouvintes, ao custo da negligência ou mesmo fuga das verdades bíblicas. 

A mentira, padrão histórico das conquistas, sedimenta o calçamento dos temas pastorais. Banidos foram dos textos sagrados, os ensinos que conflitam com o "novo homem" - cria do secularismo religioso. E, perversamente, o mantém escravo daquilo que o agrada.

Em nosso caso, temos Jesus ensinando a respeito filhos do diabo.


Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; Jo 8:44
Que excluído dos púlpitos, permitiu que mansamente fosse retomada a paternidade universal de Deus, ou seja, Deus é o pai de todos os seres humanos. 

Trazido de para-choques de caminhões, deu-se-lhe assento, e assim a mentira ganhou ares de padrão divino. Agradando ao homem novo, pois esse , sem exitar, se julga um autêntico herdeiro de Deus.

Mas, necessário é resgatar o conteúdo bíblico para trazer verdades que emolduram a trágica condição humana. 

No texto que citei anteriormente Jesus refuta completamente esse desvario, contrapondo-se com ensinos celestes, com sua missão de libertar o pecador de sua perversa sina.

Como ou será que poderíamos qualificar aqueles que as Escrituras chamam de filhos do diabo?
As respostas, podemos obtê-las diretamente do texto. 
São aqueles que se dizem livres, mas escravos são do pecado. (Jo 8.33-34)
Mas que liberdade é essa que os faz escravos do pecado? 
Devemos questionar o conceito de liberdade que grassa mundo a fora.
Poderia a liberdade conduzir aos caos? 
Estaria a liberdade acima da Lei? 
Decerto que não.
Poder-se-ia falar sobre liberdade se vivemos sob jugo da morte? 
Decerto que não.
Logo todos que são escravos do pecado e da morte, e mesmo assim, sentem-se livres, encontram-se sob a paternidade dele.  

São aqueles que rejeitam a liberdade oferecida pelo Senhor (Jo 36-37), por acreditarem que sua liberdade é mais livre, por permitir-lhes a transgressão: adultério, mentira, drogas, embriaguez, homossexualismo. Dizem viver vidas com “mais qualidade de vida” que a medíocre vida dos crentes . Argumentam eles, usufruírem da vida mais plenamente (sic). Que vida? Se a morte os espreita, se seus prazeres são passageiros e não tem qualquer esperança? 
A razão nos conduz a afirmar: Não há liberdade sem esperança!

São aqueles que tem em sua tradição religiosa a resposta para aquile que temem (Jo 8.39). Afirmam que são sábios, espiritualistas, católicos e por aí vão. Constroem seus castelos de fantasias sobre a areia, sobre as frases de efeito. Falam, falam e nada dizem. Acham que podem retirar verdades a respeito de Deus de suas próprias entranhas. 

E, por mais absurdo que pareça, esses mesmos se auto-intitulam filhos de Deus. (Jo 8.41).

Jesus refuta seus argumentos contrastando com seus sentimentos e condutas:
  • Não amam a Cristo (Jo 8.42);
  • Não aceitam a origem divina e a redenção que há APENAS em Cristo (Jo 8.42).
  • Não se aceitam a verdade, antes tem prazer na mentira (Jo 8.44)

E, como Jesus bem afirmou: “Não crerão nesta verdade”... por isso, esses mesmo que rejeitem, sabem quem é seu pai. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O que homens e mulheres deveriam saber e não sabem!

Não conheço um único pai ou mãe que (primeiro saiba) explique ou o tenha explicado ao seu filho e filha o que é ser homem ou o que é ser mulher.

Aprende-se uma coisa ou outra pelo exercício das “rotinas”, pela observação ou intuição das “oportunidades”. 

Apesar da fundamental importância, ser homem ou ser mulher é, na realidade, uma viagem sem “suporte acadêmico”, que sempre em frente, sobrevive ou naufraga graças aos resultados da ousadia pessoal.

Ocorre que essa “metodologia” é cara e muitas vezes sem recompensas, pois, dever-se-ia ter no gênero – macho ou fêmea - um meio de realização e prazer. Contudo, é na prática um convívio sem aperfeiçoamento, muitas vezes um fardo, para uma questão tão fundamental da vida: ser homem ou mulher.

Minha convicção é que há necessidade de esquartejarmos o argumento das Escrituras em benefício das pessoas, gracejá-las com a bondade do Senhor.

O primeiro aspecto a ser ressaltado – longe das polêmicas – é que Deus criou homem e mulher, sim, apenas um ou o outro. Não apenas o texto sagrado, mas a ciência garante tal assertiva – à parte as homopreferências, pois as tais não se enquadram na categoria da natureza humana. Preciso afirmar que estas decorrem da queda da natureza humana original, da perda de padrões morais adequados à vida, e não serão contempladas neste texto.

Opera-se em erro quando se propõe que o homem ou mulher realizam-se em si mesmos, sem a necessidade do outro (macho ou fêmea).

Se Deus criou, e de fato criou (Gn 1.27), homem e mulher, só os saberemos pela utilidade recíproca entre ambos. Ou seja, o homem é homem pela existência da mulher e seu relacionamento com ela, por sua vez, a mulher só é mulher pela existência do homem e seu relacionamento com ele. Não há masculinidade plena ou madura sem relacionamento com a mulher, da mesma forma que não há feminilidade plena ou madura sem relacionamento com homem. As diferenças existentes entre macho e fêmea são funcionais e não de valores.

A complementaridade é o grande fator da descoberta e realização do homem e da mulher, é tolo e presunçoso – mesmo infantil - pressupor um relacionamento cuja ênfase recai na liberdade individual e não na cooperação entre as partes. (1 Co 11.11)  

Os equívocos conceituais que são oferecidos (como verdade) pelo mundo civilizado têm distorcido e desorientado o agir e ser do macho ou da fêmea.

Uma característica de nossa geração é o relacionamento fugidio, sem fundamentos, sempre por um fio. Essa conjuntura não constrói homens plenos, muito menos mulheres plenas. Isso se expressa pela quantidade de “apaixonamentos” que acomete homens e mulheres durante suas vidas. Não há masculinidade, muito menos feminilidade na manutenção da profusão e na instabilidade das paixões. Entendo que o sentido que mantém o homem em “apaixonamentos” é o indicador do fracasso da maturidade – O Midas da juventude sentimental - o que estranhamente é tido com um troféu.

O viés de juventude eterna promove o desvio das competências do macho e da fêmea, e claramente percebemos pela gramatura da insatisfação e insegurança que permeiam os relacionamentos. Todos, de uma forma geral, estão receosos de exercerem os papeis que seu gênero lhes cobra. Desde o acasalamento até amizade entre o macho e a fêmea são encobertos pela sombria ignorância e o “medo de ser quem sou”.

As responsabilidades inerentes ao “exercício do gênero” foram postas de lado, surgindo assim uma solução transversal e confusa para operar o macho e a fêmea. O resultado desta mutação se apresenta diante de cada um de nós por meio da arte, esporte lazer, política etc.

O HOMEM deveria, em sua varonilidade madura, exercitar-se por meio da relação com a fêmea pela convicção de liderá-la, protegê-la e prover os meios para felicidade dela. Contrariamente, adotou um conceito de virilidade pelas sendas do adultério, dos palcos da pancadaria, da falta de hombridade, da mentira e com muita frequência da maldade. Usa sua força em sentido contrário ao bem estar de sua mulher (de sua realização como homem). O homem, do ponto de vista do Criador, tornou-se o anti-homem.

Por sua vez a MULHER saiu em busca de sua liberdade prescindindo do macho, enquanto que sua feminilidade madura clama por uma libertadora disposição em receber, ratificar e nutrir a liderança masculina de homens maduros. A liberdade feminina está associada e intricada à masculinidade que protege, provê e conduz mulheres maduras. Da mesma sorte, a mulher, do ponto de vista do Criador, tornou-se o anti-mulher.


Assim, homem e mulher fazem-se plenos pela promoção mútua da felicidade do outro. O homem em responsabilidade masculina em liderá-la em amor e da libertadora disposição da mulher em receber a liderança masculina em amor.  


Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. (Pv 3:5)


Com base no livro “Homem e Mulher” de John Piper e Wayne Grudem. 

domingo, 21 de abril de 2013

A única forma para medir a felicidade!




Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. (1 Coríntios 15:19)

Há dois pensamentos que surgem do texto lido (que fala sobre a extensão da esperança cristã). Um deles é a avaliação do nível de mercantilização que chegou o Evangelho (esperança para aqui e agora). Jesus tem sido proposto para toda finalidade: anunciado como gerente de banco, coautor de corrupção, conselheiro sentimental, agenciador de casamentos e até ajudante de mochileiro. Mas este assunto já comentei em outros posts, e dele não tratarei aqui. 

Mas o segundo pensamento decorre da observação da infelicidade coletiva (a falsa esperança que "move" as pessoas) que passeia diante dos meus olhos. 


Como as pessoas são infelizes!

A falsa esperança serve de manto permeando a conduta humana, e vivendo assim muitos tem se aprofundado em suas frustrações aos placebos sócio-afetivos ganham destaque na cura da inquietação humana. Não é de se estranhar a frequência crescente que a frivolidade das frases de efeito (e vazias) fazem parte da filosofia (ou ideologia) de vida das pessoas que a autoajuda (que ilude a todos e não ajuda a ninguém) é sorvida em grandes goles pela multidão aturdida. 

Outros por sua vez, tem buscado a felicidade na fuga da natureza de seus corpos, sedentos pelo "prazer estranho" com seus iguais ou pela beleza fugidia e cirúrgica. 

Há ainda os que bebem, se drogam, adulteram, mentem, ou loucos pelo sucesso, pelo dinheiro (principalmente o fácil)... e cada vez mais crescem em suas aflições e conflitos.  Observada pela diversidade de paranoias que alicerçam o infeliz em seu dia a dia.  

O grande empreendimento humano está na busca de algo em si mesmo que seja capaz de oferecer um indicador (para mensuração) da felicidade: A inteligência foi posta, a capacidade de ganhar dinheiro, a dedicação aos pobres e desvalidos, a busca pelo prazer, a coragem, a habilidade e muitos outros. E como esperado todas apresentam dificuldades estruturais para se garantirem como a base instrumental para felicidade... e quando esses atributos são observadas ao longo do tempo mais e mais fracassam.

. A inteligência falha com a idade, o esquecimento traz a frustração, e a memória recuperada traz a lembrança que aflige o presente. 
. O dinheiro que um dia deu suporte ao falso poder, não compra a juventude, a saúde, e não o levaremos para eternidade.  
. A filantropia se frustra ao perceber que a saída da pobreza traz a vilania indesejada e a maldade escondida, que apenas espreitava pela oportunidade. 
. A coragem, bem a coragem treme de medo ao ser avizinhada pela morte.

Não haveria um único atributo humano eficaz para avaliar a felicidade? E que tal pensarmos na esperança como este indicador? 

Veja quais os motivos que a partir dela poderemos construir um indicador para felicidade: 

. Primeiro porque a esperança é o mais extenso dos sentimentos humanos. Obrigatoriamente sua extensão deve conduzir à eternidade, ela vence o tempo, o envelhecimento.   

. Segundo, a esperança exige humildade de quem espera e dependência do poder de quem a garante. A falácia da autonomia proclamada pelo homem leva ao conflito por reconhecermos nossa a dependência de TUDO, (que é uma característica da vida comunitária)... e o conflito afasta-nos da felicidade! 

. Terceiro, porque a esperança passa por um complexo crivo da razão humana. Ela não pode ter como base o devaneio, o livre pensamento. 

. Quarto, porque a esperança não depende do indivíduo, mas sim de quem se realizou a promessa.  

. Quinto, e mais importante, a esperança precisa ser mais forte que o poder da morte, senão não é esperança.

Nem o tempo, nem esforço pessoal, nem a morte e nem a insensatez podem afetar a esperança.  

Assim eu concluo, depender de alguém para conquistar aquilo que não se é capaz de conquistar traz descanso e serenidade, e por meio deles a felicidade... nada que o homem proponha tem o poder de fazê-lo feliz.

Consulte as Escrituras, conheça quem é Jesus e verifique o que lá está proposto, a paz oferecida e a esperança indestrutível. 

sábado, 13 de abril de 2013

A liberdade para morte




Estando de pé,  um primeiro e comovente abraço em sua auxiliadora graciosa, lado a lado caminham, uma suave brisa recorta os caminhos e enrosca as robustas árvores, é o Jardim do Senhor.

Os pássaros revoam em coreografia oportuna, romantizam e colorem o céu, que de tão belo, parece compreender a oferta. Um sonido vindo de todas as criaturas forma uma monumental sinfonia exultando o Criador.

A graça e santidade preenchem o cenário, antecipam o descanso do Senhor. É manhã e eis que era muito bom.

Houve tarde e manhã, o sexto dia. Há paz, muita paz.

O alvorecer traz uma oferta de amor: “De tudo podes comer livremente. Não comas, porém da árvore do conhecimento do bem e do mal, caso o faças, morrerás”. É a liberdade proposta pelo Senhor... há paz, muita paz.

Quanto tempo resistiu esse cenário? Não sei, apenas sei que os dois, Adão e Eva estavam lá. Homem e mulher, nus, abençoados.

Povoar e dominar sobre toda terra, eis o propósito do Senhor para suas criaturas... tanto amor, quanta honraria dispensada aos nossos pais.  

Antes de sua primeira cria: a prova. O caráter de nosso pais  precisava ser avaliado.

Como a serpente teve acesso aquele ambiente santo? Não sei, apenas sei que estava lá.

A tragédia que alterou a história humana.

Quais os caminhos para tal infortúnio?

A possibilidade da morte viria? Seria real? Seu escândalo se transformaria na nossa maldita companhia de todas as horas. Perdeu-se a simplicidade, não há mais pureza nos pensamentos e sentimentos de Adão. A disposição para própria liberdade inicia o conflito com a liberdade oferecida pelo Senhor.
Iniciam-se os contornos da tragédia da independência humana. A morte se avizinha, Adão terá prazer nela, não resistirá, seu caráter o desqualificará para comunhão eterna com o Senhor.


Os dois frente a frente, a serpente e o homem – e todos nós estávamos nele. Adão sai em busca de liberdade, a sua própria. Isso o consome, arrebata sua mente, seus desejos, é o nosso pai em liberdade de escolha. Livremente sai, quedando-se à liberdade da morte, livre está de Deus. A escolha é feita, a morte funde-se à natureza humana. Homem e morte unidos, e o que Deus uniu não separará o homem.

Um silêncio profundo se abate sobre todo o jardim, calou-se a sinfonia, não há qualquer sopro da brisa,  nada se move, revoadas não há mais. Enredou-nos, a todos, em sua nefasta escolha, morremos em sua liberdade, morremos todos em Adão, todos nós estávamos lá.  Toda a natureza agora geme. A morte passou a todos. Não há paz, não há paz.

A liberdade que conheço é a liberdade para morte!

Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?  

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Geração sem alma




Confesso que muitas coisas cotidianas do mundo me tomam de surpresa, coisas mais corriqueiras possíveis. Acredito que a dinâmica da minha vida contribui para isso. Minha rotina inclui no máximo cinco ambientes: casa, Igreja, trabalho e um local para de prática de esporte e outro lugar qualquer.

Em casa pouco assisto “as coisas mais pulsantes” da TV: jornais, filmes, shows etc. Fora de questão novelas e outras “barbáries morais do momento”.

Assim, quando tenho contato com “aquilo que é normal do mundo” minha mediocridade leva-me à surpresas. Pergunto-me o que se passa no interior das pessoas, que valores operam em suas escolhas, em suas opiniões? 

Por outro lado, percebe-se que profecias são cumpridas diante de nossos olhos, possibilitando adequar a conduta desse mundo aos desígnios eternos do Senhor. Para tanto é necessário caminhar através das Escrituras, avaliando o que nos acerca: 

Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. (2 Tm 3.1-5)

Se o texto é resultado de uma visão, de uma revelação ou mesmo da iluminação do Espírito, não sei. Mas, impressionam os detalhes apresentados, esses permitem trazer esse mundo para dentro do caráter e da mente de Deus, facilitando nossa compreensão. 

O termo utilizado por Paulo que lemos “Sabe” encerra muito mais que apenas a apreensão   intelectual, sim, Paulo coloca o conhecimento como se estivesse penetrando nos “dias que sobrevirão”, nos quais haverá predominância de um perfil de conduta social marcado por pessoas cujo caráter ele passa a descrever. 

Amantes de si mesmos. Iniciar o argumento tratando da relação do homem consigo é uma escolha  bastante oportuna e proveitosa. Pois  além  tratar aquilo que é mais grave, faz com que o leitor, caso aqui abandone a leitura, considere a posição do apóstolo. Seletivamente, trata do sentimento humano que fundamenta a mente contemporânea: a disposição em colocar a si mesmo acima dos demais.

Presunçosos, soberbos. Outra característica humana acentuada pelo Apóstolo traz consigo a ideia de super valorizar seus próprios meios ou méritos, que despreza os outros ou até os trata com desprezo. Acreditar e fazer acreditar que é detentor de atributos acima daquilo que é verdadeiro, em suma, a determinação sistemática da autopromoção. A ponto da humildade passar a ser um defeito. 

Desobedientes a pais e mães.  O termo utilizado que dá origem a esta frase é construído por duas palavras, a primeira nega a segunda. Como utilização em nossa língua: acéfalo (Sem cabeça) ou indecente (sem decência). Em nosso texto, a segunda significa: (1) escutar, obedecer, submeter-se a, sujeitar-se a ou (2) esforçar-se por agradar alguém. Assim, o significado do texto é (1) NÃO obedientes; (2) SEM esforço para agradar. A desobediência descrita é resultado da disposição interior, da FALTA DE ALMA. Não desenvolve caráter de submissão por uma determinação de sua própria natureza  E mais, NÃO quer acreditar nos pais, NÃO há disposição natural para o relacionamento familiar.

Mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.  Sem dúvida alguma aqui está o objetivo da vida humana de nossos dias: o desfrute do prazer, a satisfação da carne. A excitação dos sentidos é o grande mercado mundial, o meio oferecido para satisfação e prazer. Vejam quanto tempo essa geração desperdiça frentes a videogame; quanto se busca a excitação por meio de drogas, álcool etc.  

As crianças tem em seus pais os facilitadores e iniciadores  de seus vícios. Fortalece-se um mundo sem capacidade crítica, voltado apenas para a excitação, pessoas capacidade de reflexão, sem amor, sem alma. 

Essa é a nossa geração, avidez para "viver intensamente as emoções", sem disposição interior para submissão, amantes de si mesmos, sem disposição para os pais... e esses pais criam seus filhos para isso.

Sem mais surpresas... pais e filhos em harmonia retroalimentando essa geração sem alma.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Graças por Sua graça




Portanto, vede diligentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo. (Ef 5:15-21)

Vivemos dias em que há voracidade em busca da satisfação pessoal. Todos lançam-se "à caça ao primeiro prazer". O esforço é voltado para atender aos desejos do próprio coração. O que têm, o que são e o que  vivem são insuficientes para acalentar a perturbadora ansiedade que aflige suas almas.
Neste frenesi nada mais natural que aproximar a gratidão ao benefício, à vantagem obtida ao agradecimento oportuno. Face a insatisfação, à necessidade de conquistas, criou-se a gratidão com prazo de validade; a gratidão passou a ser o contra-fluxo do benefício. 

A gratidão legitimou-se dentro do mundo tangível, da "coisa acertada" e Deus está completamente fora dessa dimensão de negócios, sendo apenas uma "necessidade semântica": se Deus quiser; se for da vontade de Deus etc.  

Desse mercado psicológico surge um número cada vez maior daqueles que são os "felizes da hora",  sempre prontas para obter uma vantagem em troca da próxima gratidão. 

E conforme as profecias, esse “modo de existir” chegou aos nossos rincões, chegou ao meio do povo que se chama povo de Deus.

Torna-se cada vez mais frequente em nosso meio comportamentos contaminados pelos ares da falsa sabedoria - a psicologia religiosa. 

Nosso cenário é marcado pela inversão cristã: 
  1. Promessas oferecendo o céu como recompensa estão sendo rejeitadas, querem algo mais “sólido e imediato";
  2. A consolação da palavra do Senhor é recebida com bocas tortas;
  3. Temas espirituais são substituídos pela "verdade de plantão", revestida do engano e contendo a malícia necessária.
Não resgataremos todo o arraial, mas devemos - por obrigação - prostrarmo-nos diante do Santo rogando-Lhe por cada um de nós, em humilhação, pedindo-lhe sua graça e bondade para que preserve nossos corações atentos e voltados para o céu, sempre dispostos “em tudo dar graça”.

Ao final do texto lemos:  “sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Nossa bendita gratidão está imbricada com advertências. Iniciam por atentar para vivermos uma vida sábia e não adotarmos a estupidez como guia, como fazem os ímpios. E alerta que  vivemos dias maus, portanto reconhecer que as manifestações - destes dias - em nada são aproveitáveis para nossas vidas é sinal de sabedoria. Por isso devemos dar graça!

Pelo resgate do engano que pensávamos ser mais que apenas barro... devemos dar graças ao Senhor, pelo Oleiro, que nos fez nova massa... mais graças ainda!

O fato de exalarmos o bom perfume Cristo é motivo de darmos graças. Não mais conduzindo o estandarte de nós mesmos, como se alguma coisa fôssemos... e sua graça é quem nos conduz. Por isso devemos dar graça!

Viver “intensamente” como hoje proclamam os promotores do “EU” ou crer na ideia terrena de que temos valor intrínseco para Deus é sinal de estupidez.

E devemos proclamar aos nossos corações que nossa gratidão é manisfestada fazendo-se-lhe sua vontade: 
Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (1Ts 5:18)

No v. 18, a Palavra do Senhor, toma uma ilustração bem comum para mais um passo em direção à gratidão: o êxtase da carne (embriagueis com vinho) não conduz à vida de conhecimento e intimidade com o Senhor (enchimento do Espírito). A manifestação do enchimento é percebida por um coração que anseia valores celestiais. O abandono dos temas e das práticas carnais, para anelarmos os mais altos céus. isso não vem de nós é dom de Deus... Por isso devemos dar graça!

Graças devemos dar por sermos habitação do Espírito, por sermos selados para aquele dia, quando por fim seremos revestidos da eternidade. Adeus mundo perverso, mundo das tentações e de dores. 

E pelo que mais devemos dar graças? 
Pelo livramento que não percebemos.
Pelas bênçãos que desfrutamos, muitas vezes, indignamente.
Pela adoção celestial, pela esperança... pela dor, pelo sofrer, enfim, por sabermos que os dias são maus, mas que estamos confortados pelo seu falar: 
Não te deixarei, nem te desampararei. (Hb 13.5)
É muito bom chegar ao final de um texto e confortamo-nos pela bondade de Deus que nos conforta dizendo: “dar graça por tudo em nome do Senhor”... e que pela sua graça somos o que somos.

Graça pela esperança, pela segurança, pelo conforto, pela dor assistida... graça por sua graça.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Carta aos Hebreus (Cap. 12) - Introdução



Mogi das Cruzes - jan/13

Para nos incluirmos no contexto da carta aos Hebreus precisamos esclarecer dois pontos:

Para quem e por que foi escrita

Precisamos inicialmente considerar um pequeno aspecto sobre o título da carta, pois é o caminho mais curto para respondermos às nossas inquisições iniciais. 

Os títulos dos cartas bíblicas não fazem parte do texto original e foram adotados ao longo da História, geralmente extraídos de porções de seu conteúdo. É assim quando abrimos e lemos: "a todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados para serdes santos"; identificamos de onde surgiu o termo CARTA AOS ROMANOS; e ainda, "à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso"; veio a CARTA 1º AOS CORÍNTIOS. 

Mas, para esta carta não temos uma referência semelhante para definição do seu título, assim, seu teor e tema foram determinantes para consagração do termo: CARTA AOS HEBREUS.

Sumariamente, podemos a isso observar, pois o autor, em acentuada clareza, oferece um paralelo contundente entre a prática judaica - a religião dos hebreus - e o cristianismo. A mensagem contraposta pelo escritor deixa evidente que a carta foi escrita para praticantes do judaísmo. Os destinatários da mensagem são hebreus, assim é pertinente estarmos diante de um texto cujo nome é CARTA AOS HEBREUS.  

Mas, por que o autor a escreveu, qual seu interesse, qual sua mensagem?

Novamente o texto não deixa dúvidas quanto ao seu propósito, pois identifica as diferenças fundamentais entre o Cristianismo e o Judaísmo. 

Percebeu o autor que os hebreus - que alegavam ser cristãos - insistiam na manutenção de sua prática religiosa tradicional que preservava o privilégio de castas por meio de suas tradições e em aparatos exteriores.
Era-lhes necessário, se de fato cristãos, abandonarem tais práticas, para tanto, ofereceu-lhes uma nova percepção da verdade e propósito de Deus de Israel para com a comunidade dos Hebreus.

Afirma o autor, que em Jesus Cristo todas as práticas judaicas haviam caducado: o elitismo religioso e egoísta, paramentos, sacrifícios, templo, patriarcas. Tudo fora substituído e aperfeiçoado na pessoa e obra redentora do Salvador.

E essa nova "dimensão" - o Cristianismo - era a única forma de compreender a história, os símbolos, a esperança, os personagens, apenas por meio dela era possível relacionar-se verdadeiramente com o Senhor dos Exércitos.

Portanto, a Carta aos Hebreus é dirigida ao povo hebreu esclarecendo-lhes que o Cristianismo era o aperfeiçoamento e completude daquilo que eles (hebreus) haviam recebido do Senhor, e que àquela época  conheciam e praticavam nada mais eram que apropriação humana dos desígnios do Senhor.

Muito adequado para nossa época, em que muitos, por conta própria, em completa desobediência ao Senhor, na busca de serem notados pelos homens, retornam aos “sinais, aparências e ordenanças”... assim, abandonando o Senhor de toda graça criam mandamentos humanos para enredar e ensoberbecer corações.

Desse texto poderemos compreender o que fazer para manter a fidelidade e a esperança no Senhor.

A Ele, pois, honra, louvor e glória eternamente. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Jesus, sua humanidade e a humanidade



Mogi das Cruzes. Jan-13
Ao meu filho.


Como Jesus sendo humano não era pecador? E mais Jesus, por acaso, teria uma humanidade diferente?

A pertinência do questionamento é da mesma grandeza da obrigação e prazer de discorrê-la. Sabendo que não farei em toda sua extensão, nem com o primor exigido. Que o Senhor seja bondoso comigo. 

Primeiro, uma suma a respeito da natureza pecadora. Afirmamos com base nas Escrituras que  a humanidade  – hoje -  que conhecemos e a qual pertencemos difere da humanidade – inicial - criada por Deus em um quesito fundamental: morremos todos.

A humanidade é refém da morte. E a forma “humana” de conviver com essa tragédia é a disposição para pecar. 
Nessa dimensão o pecado é uma necessidade fundamental para “sobrevivência”. Todo ser humano a partir de Adão entra para espécie acometido da  “humanidade da morte”, desta feita a pratica do pecado é a forma de expressar a vida; sem a prática do pecado o homem entraria em colapso. 

Sim, e podemos afirmar pelas Escrituras que Jesus mesmo humano não participou dessa natureza?
Comecemos fornecendo os fundamentos que garantem que Jesus foi concebido sem pecados e que nunca cometeu pecado algum, e que sua vida é diferente da vida que conhecíamos e muitos ainda não a conhecem. 

Na anunciação do nascimento do Senhor foi dito à sua mãe Maria que a sua concepção seria milagrosa, por ação do próprio Deus Espírito Santo. E seu rebento nasceria santo (incontaminado da natureza de pecado e morte). Temos, portanto a evidência de que sua concepção produziu um ser com natureza não contaminada.
Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus. (Lc 1:35)
Tal natureza confere-lhe o poder sobre a vida e a morte: Em Jo 10:17 esse poder de Jesus é relatado: “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar.

João, o evangelista, registrou: "Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens". (1:4). São declarações de pessoas que conviveram com Jesus e confirmaram para a história que Nele está a fonte, geração da vida.

Em muitas de suas metáforas Jesus afirmou ser o autor da vida. Eu sou o pão da vida(Jo 6:35)E nada mais claro sobre seu poder outorgante sobre a morte e a vida em sua declaração: 
Eu sou a ressurreição e a vida (Jo 11:25).
Todas as declarações anteriores estão relacionadas a natureza humana de Jesus, garantindo sua humanidade separada da humanidade “pré-existente”, a qual herdamos de Adão.

Outro aspecto a explorar está relacionado à conduta que essa humanidade garantia a Jesus. O escritor aos hebreus ao referir-se a Jesus como sacerdote afirma que que ele não cometeu pecado algum: “em tudo foi tentado, mas sem pecado. (Hb 4:15)

E mais, afirma que essa condição é permanente, é para todo o sempre:  
assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. (Hb 9:28)

E quando diante de seus adversários confrontou-os a respeito de sua conduta, sem que qualquer um deles a ele se opusesse (Jo 8:46):

Quem dentre vós me convence de pecado? Se digo a verdade, por que não me credes?

São fartos os argumentos das Escrituras, contra os quais não se pode, com honestidade, refutar. 
Mas, sobra ainda uma pergunta como foi que Deus preservou essa vida (de Jesus) para que ela fosse gerada sem a contaminação passada para todos nós? (já que Jesus é divino, mas também humano).

A resposta é: NÃO SEI. 

Porém as Escrituras garantem que Jesus foi preservado, de forma que o Deus homem não herdasse a natureza decaída que herdamos, tanto assim,jamais pecou e que a morte não tinha poder sobre ele. 

Mas, poderei conjecturar:
1. Deus, em seu caráter criador, fez o primeiro ser humano a partir da matéria criada - existente (água, carbono, cálcio etc.) sem contudo ser ele igual ao “existente”. 
2. Não seria "estranho" Deus introduzir seu Filho em um ambiente existente e decaído, porém sem que ELE (O FILHO) se confundisse com a humanidade existente.

Assim, podemos concluir que o Senhor Jesus, foi concebido sem pecado algum. Que durante sua vida não pecou, oferecendo-se livremente ao Pai como oferta (morte) para pagar pelos  nossos pecados, sendo senhor sobre a vida e a morte.