"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Graças por Sua graça




Portanto, vede diligentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo. (Ef 5:15-21)

Vivemos dias em que há voracidade em busca da satisfação pessoal. Todos lançam-se "à caça ao primeiro prazer". O esforço é voltado para atender aos desejos do próprio coração. O que têm, o que são e o que  vivem são insuficientes para acalentar a perturbadora ansiedade que aflige suas almas.
Neste frenesi nada mais natural que aproximar a gratidão ao benefício, à vantagem obtida ao agradecimento oportuno. Face a insatisfação, à necessidade de conquistas, criou-se a gratidão com prazo de validade; a gratidão passou a ser o contra-fluxo do benefício. 

A gratidão legitimou-se dentro do mundo tangível, da "coisa acertada" e Deus está completamente fora dessa dimensão de negócios, sendo apenas uma "necessidade semântica": se Deus quiser; se for da vontade de Deus etc.  

Desse mercado psicológico surge um número cada vez maior daqueles que são os "felizes da hora",  sempre prontas para obter uma vantagem em troca da próxima gratidão. 

E conforme as profecias, esse “modo de existir” chegou aos nossos rincões, chegou ao meio do povo que se chama povo de Deus.

Torna-se cada vez mais frequente em nosso meio comportamentos contaminados pelos ares da falsa sabedoria - a psicologia religiosa. 

Nosso cenário é marcado pela inversão cristã: 
  1. Promessas oferecendo o céu como recompensa estão sendo rejeitadas, querem algo mais “sólido e imediato";
  2. A consolação da palavra do Senhor é recebida com bocas tortas;
  3. Temas espirituais são substituídos pela "verdade de plantão", revestida do engano e contendo a malícia necessária.
Não resgataremos todo o arraial, mas devemos - por obrigação - prostrarmo-nos diante do Santo rogando-Lhe por cada um de nós, em humilhação, pedindo-lhe sua graça e bondade para que preserve nossos corações atentos e voltados para o céu, sempre dispostos “em tudo dar graça”.

Ao final do texto lemos:  “sempre dando graças por tudo a Deus, o Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Nossa bendita gratidão está imbricada com advertências. Iniciam por atentar para vivermos uma vida sábia e não adotarmos a estupidez como guia, como fazem os ímpios. E alerta que  vivemos dias maus, portanto reconhecer que as manifestações - destes dias - em nada são aproveitáveis para nossas vidas é sinal de sabedoria. Por isso devemos dar graça!

Pelo resgate do engano que pensávamos ser mais que apenas barro... devemos dar graças ao Senhor, pelo Oleiro, que nos fez nova massa... mais graças ainda!

O fato de exalarmos o bom perfume Cristo é motivo de darmos graças. Não mais conduzindo o estandarte de nós mesmos, como se alguma coisa fôssemos... e sua graça é quem nos conduz. Por isso devemos dar graça!

Viver “intensamente” como hoje proclamam os promotores do “EU” ou crer na ideia terrena de que temos valor intrínseco para Deus é sinal de estupidez.

E devemos proclamar aos nossos corações que nossa gratidão é manisfestada fazendo-se-lhe sua vontade: 
Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (1Ts 5:18)

No v. 18, a Palavra do Senhor, toma uma ilustração bem comum para mais um passo em direção à gratidão: o êxtase da carne (embriagueis com vinho) não conduz à vida de conhecimento e intimidade com o Senhor (enchimento do Espírito). A manifestação do enchimento é percebida por um coração que anseia valores celestiais. O abandono dos temas e das práticas carnais, para anelarmos os mais altos céus. isso não vem de nós é dom de Deus... Por isso devemos dar graça!

Graças devemos dar por sermos habitação do Espírito, por sermos selados para aquele dia, quando por fim seremos revestidos da eternidade. Adeus mundo perverso, mundo das tentações e de dores. 

E pelo que mais devemos dar graças? 
Pelo livramento que não percebemos.
Pelas bênçãos que desfrutamos, muitas vezes, indignamente.
Pela adoção celestial, pela esperança... pela dor, pelo sofrer, enfim, por sabermos que os dias são maus, mas que estamos confortados pelo seu falar: 
Não te deixarei, nem te desampararei. (Hb 13.5)
É muito bom chegar ao final de um texto e confortamo-nos pela bondade de Deus que nos conforta dizendo: “dar graça por tudo em nome do Senhor”... e que pela sua graça somos o que somos.

Graça pela esperança, pela segurança, pelo conforto, pela dor assistida... graça por sua graça.

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