"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

Visitantes

Posts

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Jesus, sua humanidade e a humanidade



Mogi das Cruzes. Jan-13
Ao meu filho.


Como Jesus sendo humano não era pecador? E mais Jesus, por acaso, teria uma humanidade diferente?

A pertinência do questionamento é da mesma grandeza da obrigação e prazer de discorrê-la. Sabendo que não farei em toda sua extensão, nem com o primor exigido. Que o Senhor seja bondoso comigo. 

Primeiro, uma suma a respeito da natureza pecadora. Afirmamos com base nas Escrituras que  a humanidade  – hoje -  que conhecemos e a qual pertencemos difere da humanidade – inicial - criada por Deus em um quesito fundamental: morremos todos.

A humanidade é refém da morte. E a forma “humana” de conviver com essa tragédia é a disposição para pecar. 
Nessa dimensão o pecado é uma necessidade fundamental para “sobrevivência”. Todo ser humano a partir de Adão entra para espécie acometido da  “humanidade da morte”, desta feita a pratica do pecado é a forma de expressar a vida; sem a prática do pecado o homem entraria em colapso. 

Sim, e podemos afirmar pelas Escrituras que Jesus mesmo humano não participou dessa natureza?
Comecemos fornecendo os fundamentos que garantem que Jesus foi concebido sem pecados e que nunca cometeu pecado algum, e que sua vida é diferente da vida que conhecíamos e muitos ainda não a conhecem. 

Na anunciação do nascimento do Senhor foi dito à sua mãe Maria que a sua concepção seria milagrosa, por ação do próprio Deus Espírito Santo. E seu rebento nasceria santo (incontaminado da natureza de pecado e morte). Temos, portanto a evidência de que sua concepção produziu um ser com natureza não contaminada.
Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus. (Lc 1:35)
Tal natureza confere-lhe o poder sobre a vida e a morte: Em Jo 10:17 esse poder de Jesus é relatado: “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar.

João, o evangelista, registrou: "Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens". (1:4). São declarações de pessoas que conviveram com Jesus e confirmaram para a história que Nele está a fonte, geração da vida.

Em muitas de suas metáforas Jesus afirmou ser o autor da vida. Eu sou o pão da vida(Jo 6:35)E nada mais claro sobre seu poder outorgante sobre a morte e a vida em sua declaração: 
Eu sou a ressurreição e a vida (Jo 11:25).
Todas as declarações anteriores estão relacionadas a natureza humana de Jesus, garantindo sua humanidade separada da humanidade “pré-existente”, a qual herdamos de Adão.

Outro aspecto a explorar está relacionado à conduta que essa humanidade garantia a Jesus. O escritor aos hebreus ao referir-se a Jesus como sacerdote afirma que que ele não cometeu pecado algum: “em tudo foi tentado, mas sem pecado. (Hb 4:15)

E mais, afirma que essa condição é permanente, é para todo o sempre:  
assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. (Hb 9:28)

E quando diante de seus adversários confrontou-os a respeito de sua conduta, sem que qualquer um deles a ele se opusesse (Jo 8:46):

Quem dentre vós me convence de pecado? Se digo a verdade, por que não me credes?

São fartos os argumentos das Escrituras, contra os quais não se pode, com honestidade, refutar. 
Mas, sobra ainda uma pergunta como foi que Deus preservou essa vida (de Jesus) para que ela fosse gerada sem a contaminação passada para todos nós? (já que Jesus é divino, mas também humano).

A resposta é: NÃO SEI. 

Porém as Escrituras garantem que Jesus foi preservado, de forma que o Deus homem não herdasse a natureza decaída que herdamos, tanto assim,jamais pecou e que a morte não tinha poder sobre ele. 

Mas, poderei conjecturar:
1. Deus, em seu caráter criador, fez o primeiro ser humano a partir da matéria criada - existente (água, carbono, cálcio etc.) sem contudo ser ele igual ao “existente”. 
2. Não seria "estranho" Deus introduzir seu Filho em um ambiente existente e decaído, porém sem que ELE (O FILHO) se confundisse com a humanidade existente.

Assim, podemos concluir que o Senhor Jesus, foi concebido sem pecado algum. Que durante sua vida não pecou, oferecendo-se livremente ao Pai como oferta (morte) para pagar pelos  nossos pecados, sendo senhor sobre a vida e a morte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.