"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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domingo, 21 de abril de 2013

A única forma para medir a felicidade!




Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. (1 Coríntios 15:19)

Há dois pensamentos que surgem do texto lido (que fala sobre a extensão da esperança cristã). Um deles é a avaliação do nível de mercantilização que chegou o Evangelho (esperança para aqui e agora). Jesus tem sido proposto para toda finalidade: anunciado como gerente de banco, coautor de corrupção, conselheiro sentimental, agenciador de casamentos e até ajudante de mochileiro. Mas este assunto já comentei em outros posts, e dele não tratarei aqui. 

Mas o segundo pensamento decorre da observação da infelicidade coletiva (a falsa esperança que "move" as pessoas) que passeia diante dos meus olhos. 


Como as pessoas são infelizes!

A falsa esperança serve de manto permeando a conduta humana, e vivendo assim muitos tem se aprofundado em suas frustrações aos placebos sócio-afetivos ganham destaque na cura da inquietação humana. Não é de se estranhar a frequência crescente que a frivolidade das frases de efeito (e vazias) fazem parte da filosofia (ou ideologia) de vida das pessoas que a autoajuda (que ilude a todos e não ajuda a ninguém) é sorvida em grandes goles pela multidão aturdida. 

Outros por sua vez, tem buscado a felicidade na fuga da natureza de seus corpos, sedentos pelo "prazer estranho" com seus iguais ou pela beleza fugidia e cirúrgica. 

Há ainda os que bebem, se drogam, adulteram, mentem, ou loucos pelo sucesso, pelo dinheiro (principalmente o fácil)... e cada vez mais crescem em suas aflições e conflitos.  Observada pela diversidade de paranoias que alicerçam o infeliz em seu dia a dia.  

O grande empreendimento humano está na busca de algo em si mesmo que seja capaz de oferecer um indicador (para mensuração) da felicidade: A inteligência foi posta, a capacidade de ganhar dinheiro, a dedicação aos pobres e desvalidos, a busca pelo prazer, a coragem, a habilidade e muitos outros. E como esperado todas apresentam dificuldades estruturais para se garantirem como a base instrumental para felicidade... e quando esses atributos são observadas ao longo do tempo mais e mais fracassam.

. A inteligência falha com a idade, o esquecimento traz a frustração, e a memória recuperada traz a lembrança que aflige o presente. 
. O dinheiro que um dia deu suporte ao falso poder, não compra a juventude, a saúde, e não o levaremos para eternidade.  
. A filantropia se frustra ao perceber que a saída da pobreza traz a vilania indesejada e a maldade escondida, que apenas espreitava pela oportunidade. 
. A coragem, bem a coragem treme de medo ao ser avizinhada pela morte.

Não haveria um único atributo humano eficaz para avaliar a felicidade? E que tal pensarmos na esperança como este indicador? 

Veja quais os motivos que a partir dela poderemos construir um indicador para felicidade: 

. Primeiro porque a esperança é o mais extenso dos sentimentos humanos. Obrigatoriamente sua extensão deve conduzir à eternidade, ela vence o tempo, o envelhecimento.   

. Segundo, a esperança exige humildade de quem espera e dependência do poder de quem a garante. A falácia da autonomia proclamada pelo homem leva ao conflito por reconhecermos nossa a dependência de TUDO, (que é uma característica da vida comunitária)... e o conflito afasta-nos da felicidade! 

. Terceiro, porque a esperança passa por um complexo crivo da razão humana. Ela não pode ter como base o devaneio, o livre pensamento. 

. Quarto, porque a esperança não depende do indivíduo, mas sim de quem se realizou a promessa.  

. Quinto, e mais importante, a esperança precisa ser mais forte que o poder da morte, senão não é esperança.

Nem o tempo, nem esforço pessoal, nem a morte e nem a insensatez podem afetar a esperança.  

Assim eu concluo, depender de alguém para conquistar aquilo que não se é capaz de conquistar traz descanso e serenidade, e por meio deles a felicidade... nada que o homem proponha tem o poder de fazê-lo feliz.

Consulte as Escrituras, conheça quem é Jesus e verifique o que lá está proposto, a paz oferecida e a esperança indestrutível. 

Um comentário:

  1. Antonio Renato Aquino Torres18 de junho de 2013 22:50

    Onde está a esperança do homem em um mundo sem Cristo? Esta é somente um enorme buraco negro, onde de tudo o que o homem pode obter por seus meritos, é insuficiente para enche-lo. É os grande celeiros do rico insensato, onde acumulou muitas riquezas e continuou pobre para com Deus, sendo chamado de Louco. Tolos! não sabem que quem busca a alegria e esperança no mundo é inimigo de Deus (quem torna-se amigo do mundo). Cristo nos diz: "que Ele nos da o gozo, para que o nosso gozo seja completo, e não como o mundo dá"! Um grande abraço Reverendo!

    Ps: O ajudante de mochileiro, eu ainda não conhecia!

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