"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 3 de maio de 2013

O que homens e mulheres deveriam saber e não sabem!

Não conheço um único pai ou mãe que (primeiro saiba) explique ou o tenha explicado ao seu filho e filha o que é ser homem ou o que é ser mulher.

Aprende-se uma coisa ou outra pelo exercício das “rotinas”, pela observação ou intuição das “oportunidades”. 

Apesar da fundamental importância, ser homem ou ser mulher é, na realidade, uma viagem sem “suporte acadêmico”, que sempre em frente, sobrevive ou naufraga graças aos resultados da ousadia pessoal.

Ocorre que essa “metodologia” é cara e muitas vezes sem recompensas, pois, dever-se-ia ter no gênero – macho ou fêmea - um meio de realização e prazer. Contudo, é na prática um convívio sem aperfeiçoamento, muitas vezes um fardo, para uma questão tão fundamental da vida: ser homem ou mulher.

Minha convicção é que há necessidade de esquartejarmos o argumento das Escrituras em benefício das pessoas, gracejá-las com a bondade do Senhor.

O primeiro aspecto a ser ressaltado – longe das polêmicas – é que Deus criou homem e mulher, sim, apenas um ou o outro. Não apenas o texto sagrado, mas a ciência garante tal assertiva – à parte as homopreferências, pois as tais não se enquadram na categoria da natureza humana. Preciso afirmar que estas decorrem da queda da natureza humana original, da perda de padrões morais adequados à vida, e não serão contempladas neste texto.

Opera-se em erro quando se propõe que o homem ou mulher realizam-se em si mesmos, sem a necessidade do outro (macho ou fêmea).

Se Deus criou, e de fato criou (Gn 1.27), homem e mulher, só os saberemos pela utilidade recíproca entre ambos. Ou seja, o homem é homem pela existência da mulher e seu relacionamento com ela, por sua vez, a mulher só é mulher pela existência do homem e seu relacionamento com ele. Não há masculinidade plena ou madura sem relacionamento com a mulher, da mesma forma que não há feminilidade plena ou madura sem relacionamento com homem. As diferenças existentes entre macho e fêmea são funcionais e não de valores.

A complementaridade é o grande fator da descoberta e realização do homem e da mulher, é tolo e presunçoso – mesmo infantil - pressupor um relacionamento cuja ênfase recai na liberdade individual e não na cooperação entre as partes. (1 Co 11.11)  

Os equívocos conceituais que são oferecidos (como verdade) pelo mundo civilizado têm distorcido e desorientado o agir e ser do macho ou da fêmea.

Uma característica de nossa geração é o relacionamento fugidio, sem fundamentos, sempre por um fio. Essa conjuntura não constrói homens plenos, muito menos mulheres plenas. Isso se expressa pela quantidade de “apaixonamentos” que acomete homens e mulheres durante suas vidas. Não há masculinidade, muito menos feminilidade na manutenção da profusão e na instabilidade das paixões. Entendo que o sentido que mantém o homem em “apaixonamentos” é o indicador do fracasso da maturidade – O Midas da juventude sentimental - o que estranhamente é tido com um troféu.

O viés de juventude eterna promove o desvio das competências do macho e da fêmea, e claramente percebemos pela gramatura da insatisfação e insegurança que permeiam os relacionamentos. Todos, de uma forma geral, estão receosos de exercerem os papeis que seu gênero lhes cobra. Desde o acasalamento até amizade entre o macho e a fêmea são encobertos pela sombria ignorância e o “medo de ser quem sou”.

As responsabilidades inerentes ao “exercício do gênero” foram postas de lado, surgindo assim uma solução transversal e confusa para operar o macho e a fêmea. O resultado desta mutação se apresenta diante de cada um de nós por meio da arte, esporte lazer, política etc.

O HOMEM deveria, em sua varonilidade madura, exercitar-se por meio da relação com a fêmea pela convicção de liderá-la, protegê-la e prover os meios para felicidade dela. Contrariamente, adotou um conceito de virilidade pelas sendas do adultério, dos palcos da pancadaria, da falta de hombridade, da mentira e com muita frequência da maldade. Usa sua força em sentido contrário ao bem estar de sua mulher (de sua realização como homem). O homem, do ponto de vista do Criador, tornou-se o anti-homem.

Por sua vez a MULHER saiu em busca de sua liberdade prescindindo do macho, enquanto que sua feminilidade madura clama por uma libertadora disposição em receber, ratificar e nutrir a liderança masculina de homens maduros. A liberdade feminina está associada e intricada à masculinidade que protege, provê e conduz mulheres maduras. Da mesma sorte, a mulher, do ponto de vista do Criador, tornou-se o anti-mulher.


Assim, homem e mulher fazem-se plenos pela promoção mútua da felicidade do outro. O homem em responsabilidade masculina em liderá-la em amor e da libertadora disposição da mulher em receber a liderança masculina em amor.  


Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. (Pv 3:5)


Com base no livro “Homem e Mulher” de John Piper e Wayne Grudem.