"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Dia de Finados, exploração da dor humana.




"Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos”.

Como os católicos atribuem a si mesmos o título de Cristãos, por obrigação e para garantia de autenticidade, devem obter da Bíblia o fundamento de seus ensinos e práticas. Pois, é necessário reafirmar que não há cristianismo fora da Bíblia (Escrituras Cristãs).

As Escrituras Cristãs, ou seja, o Velho (Torá, para os Judeus) e Novo Testamento são, portanto o suporte para a toda e qualquer doutrina cristã, inclusive o que católicos romanos chamam de o dia dos (fieis) mortos - Dia de finados. 

A ideia que subjaz a esse dia é que alguns mortos - morreram fieis a Deus, contudo restaram alguns pecados que não foram perdoados e assim, necessitam da intervenção dos que vivo (sic) estão para purgarem esses tais pecados.

Há como  suporte para manutenção dessa fraude outra fraude chamada purgatório (Pois, se Cristo nos purifica de todos pecados, quais pecados restariam para serem "purgados" no purgatório? E que poder dispomos para "operar tamanha obra - promover o perdão do pecado alheio"?). 

Mas nada há nas Escrituras que contribua para tal ensino ou  prática, como veremos.

Os livros do Velho Testamento (Tobias e Macabeus) oferecidos pelo catolicismo romano como base para prática do dia dos mortos são livros de história judaica, e nunca orientaram a vida religiosa daquele povo. Portanto, não tem poder normativo para fundamentar comportamentos. Seria como se tomássemos um livro do Jorge Amado e a ele atribuíssemos guia de conduta religiosa. 

Até 1546 o Velho Testamento adotado pelo catolicismo romano não continha tais livros, sua inserção se deu como estratégia para justificar diversas de suas práticas pagãs: culto a santos, dia de finados, uso de velas, indulgências etc.

Como não dispunham de fundamentos na Bíblia, resolveram alterar o Velho Testamento (Torá) incluindo lá livros da cultura hebraica. Esses livros (e outros mais que foram enxertados) continuam fora do Velho Testamento (Torá). Assim, essa inserção veio apenas para justificar para católicos a adoção de práticas pagãs.

Quanto ao texto de Jó, mesmo com a omissão do contexto, também nenhum ensino ou alusão é feita de culto ou dedicação a mortos. Pelo contrário, Jó engrandece a Deus por seu poder e soberania mesmo na perda de bens e filhos, sem qualquer alusão a benefícios ou culto aos filhos falecidos; o texto encerra: 

e disse:

“Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor. Em tudo isso Jó não pecou e não culpou a Deus de coisa alguma”.

Já o Novo Testamento é mais incisivo sobre a questão, não oferecendo uma única linha que ofereça apoio à questão. O que fez com que o catolicismo romano, por brincadeira ou má fé, tenha utilizado o texto de Mt 12.

Seria adequado, até honesto, o catolicismo romano afirmar que é uma prática desenvolvida  ao longo de sua história e que fazia parte da cultura de povos "catequizados", sendo  incorporada e difundida como doutrina particular.

Reconheço a importância que nossos entes queridos tiveram sobre nossas vidas e o dever que temos de honrá-los; mas acreditar que podemos fazer algo em seu benefício após sua morte é completo paganismo.

Certa vez chegaram para Jesus e falaram: “Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai". E Jesus respondeu: 
"Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos”. 
Garantindo que essa devoção ou preocupação é conduta para “mortos” – quem não conhece ao Senhor.

Assim, não me parece, pelas Escrituras - A Palavra de Deus, que a dedicação aos mortos tenha autorização divina ou tenha em si qualquer eficácia quanto aos seus propósitos "religiosos".  Não passa de mais uma sanha criada por roma.

Assim, como eles (católicos romanos) conseguiram colocar Deus em uma bolacha (hóstia), apenas eles são capazes de criar um local chamado purgatório, para depois colocar e retirar de lá almas segundo seu bem querer.  

O engano que reveste o dia de finados é, sem dúvida, perverso, pois, se por um lado anestesia, por alguns momentos, a mente de pessoas sofredores e incautas, as mantem escravas de uma ilusão satânica, por outro lado garante dinheiro para muitos e prestígio para o clero.

Que Deus seja misericordioso!