"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

Visitantes

Posts

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Ossos dos meus ossos ou a história do amor - Parte 3


Vá ao link: 

 Manaus, Ago/2014
Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.

Vimos anteriormente que há uma ditadura da novidade, processo de cauterização das mentes, exigindo a todos uma autonomia surreal: romper com a história, com o tempo. Segundo ela até o momento nada fez sentido, outorgando a todos uma liberdade sem limites, não há fronteiras para satisfazer a vontade humana. O homem, enganosamente e forçadamente, sente-se senhor de seu próprio destino.

Essa dinâmica asfixiou a realidade, mudou os conceitos, os valores e isso atingiu o amor, que, travestido de instinto, é o chavão para satisfazer todo tipo de interesse e vocação.

Posto está um cenário de instabilidade, onde tudo está sendo revisto, reinventado, e o amor é um na categoria dos sentimentos humanos. 

É preciso afirmar que o amor não é uma oportunidade na vida, mas uma forma de viver.

O resgate do verdadeiro amor, por ter sua fonte em Deus, depende exclusivamente de conhecê-Lo, pois só assim podemos conhecer e viver o amor. Sem o que o amor é apenas uma semântica esteriotipada.

Este texto relata a primeira experiência humana do amor

Na leitura do Genêsis  (cap. 2.18-25), vemos que o Senhor, para nosso ensino, após passar toda a criação frente ao homem, diz: "Está incompleta". Deus ao contempla-la, percebe-a imperfeita. Faltava-lhe algo além do querer, sentir ou saber do homem. 

Não fora encontrada uma companheira (literalmente, que ficasse perto) para o homem!

Há questionamento em Deus: 
Como poderá o homem viver sem que Eu lhe promova seu melhor bem? 
A quem as estrelas do céu e a luz do luar iluminarão? 
A quem as águas banharão? 
A quem os olhos do macho poderiam contemplar e encher-se de carinho e afeição?
A imensidão celeste precisava contemplar o amor de Deus.

Sim, toda a criação ansiava a manifestação do amor do Criador.

Para Deus a beleza e perfeição do cenário não poderiam aconchegar apenas o homem com seu saber, com seu poder... mas em solidão.

O que poderia Deus inserir na esfera criada que completasse a beleza necessária e diferente de tudo que existia extirpasse a solidão de Adão?

O que o amor de Deus faria em favor do homem?  - O amor se cumpre pelo bem ao outro, pois não visa seus próprios interesses!

Deus, até então ocultara, para encanto e formosura da criação, manifesta todo seu amor ao homem dando-lhe a mulher

agora o homem ao contemplar o entardecer poderia vê-lo em igual beleza na mulher; as curvas e sombras das mais belas montanhas, também estaria na mulher. Toda a beleza de além das estrelas, do sol, do mar correspondiam naquela que Deus lhe trouxe. 

Para  homem, para o universo a mulher é a primeira expressão do amor de Deus.

Revoadas de pássaros tomam os céus glorificando o Criador, os sonidos de todas as harmonias tributam honra ao Senhor, as testemunhas celestes embevecidas contemplam aquela que encerra e aperfeiçoa a criação... eis aqui a mulher.

Adão percebe-se diante da prova de seu amor , o que Deus lhe fez. Não há em Adão conquistas, não há vanglórias, não há sugestões, nada além do amor, do amor de Deus.

Adão balbucia o amor: Osso dos meus ossos, carne de minha carne, será minha, pois de mim foi tomada.

Percebeu Adão o primeiro ato de amor... a mulher, a quem deveria proteger, amar e compartilhar seu ser.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Ossos dos meus ossos ou a história do amor - Parte 2



Vá ao link: 


1Co 12:31 Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente.

Em busca de respostas
O amor, como sabê-lo?  Como vivê-lo? O cuidado com essas resposta separa os sábios dos tolos. O simplismo, a soberba ou comodismo intelectual, tem permitido às pessoas conclusões infantis e perigosas a respeito de questões fundamentais da vida.

Como já exposto anteriormente, as orientações demandadas pela razão tem sugerido criar tudo a partir do zero, na tentativa de desconectar o homem moderno da história e do pensamento. 

O amor e questionamentos em torno dele estão associados a esse contexto, a essa forma de "pensar". É perigoso e inócuo tentar descortiná-los apoiando-se apenas na validação da experiência pessoal - pseudo conhecimento - ou na pena dos poetas e inquiridores do presente século.

Devemos esquadrinhar as possibilidades que envolvem o amor, devemos esculpi-lo em busca de sua verdadeira dimensão e natureza - que não está em nós.

A eternidade do amor
Antes de penetrarmos na natureza do amor, é necessário que o coloquemos na dimensão do tempo, tentarmos indicar seu princípio, sua fonte. E inicio nas profundezas do Velho Testamento onde um homem - O profeta Jeremias - registrou:

"Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí". (cap. 31; v. 3).
A partir do texto observamos que ao manifestar seu amor, o próprio Deus, oferece-nos um atributo do amor, a eternidade. Isto posto, nos garante que o amor é anterior a existência do tempo, do homem, da desventura, da morte.

A fonte do amor
De fato o amor NÃO tem origem no coração do homem. E isso é coerente com a reflexão e experiências humanas. Acredito que uma mente sã, concordará que não constituímos o que somos. A estrutura que nos constitui tem sua origem fora dessa dimensão conhecida. 

Mesmo sem sabermos os detalhes fundamentais do amor, sentimo-nos movidos por uma disposição bondosa em relação a outras pessoas sem identificarmos como surgiu ou de onde surgiu. 

Poder-se-ia perguntar: "isso" não seria intrínseco ao homem? Intrínseco não significa procedente. Intrínseco quer dizer que está ali, não obrigatoriamente que nasceu dali. Tome por exemplo a água que temos em nosso organismo, é-nos intrínseca, mas dela não somos a fonte.

O amor não procede de nós mesmos, muito menos dessa dimensão que apalpamos, não saiu das entranhas humanas. Antes que todos nós existíssemos, o amor é, motivo suficiente para se reconhecer que o amor obriga-nos a abandonar suposições, conceitos e convicções a seu respeito.
Nenhuma fonte natural externa ou interna propiciará o conhecimento verdadeiro do amor. 

A natureza do amor
Nada que herdamos ou pensamos conduz-nos a conhecer o amor. 

Retorno ao questionamento, como sabê-lo? As respostas estão apenas em Deus, sua fonte, e convenhamos, fora da categoria dos humanos, do mundo natural. 

E Deus confirma ao falar sobre o amor como um bem cuja natureza transcende ao que poderíamos chamar de "made in" homem. Pelo contrário, o amor é fruto do próprio Deus. Leiamos:

"Mas o fruto do Espírito é amor..." (Gl 5.22).

É estupidez atribuirmos o amor à "produção independente" de qualquer um de nós. O amor não é, como pensam, uma oportunidade na vida, mas uma forma de vida.

Concluo que amor não provém de nossa "grade" natural, não existe dentro da experiência humana, pelo contrário, sem a intervenção e concessão de Deus não há como sabê-lo, nem experimentá-lo, vivê-lo.  


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Ossos dos meus ossos ou a história do amor – Parte I

1Co 12:31 Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente.

O poder das mudanças
Não acredito na evolução como teoria para explicar a vida. Mas, acredito e adoto aqui o termo para conceituar a ideia de um “movimento para diante”, sob o qual tudo está submetido, seguindo em direção do amanhã. A isso chamo de evolução, uma força esmagadora e indomável que se impõe a todos.

De certa forma, por ser geral, promove grandes transformações em nosso derredor. Os processos que envolvem a vida são alterados - aos ímpios não lhes é dado identificar  sua autoria, mas tudo flui passivamente e ordeiramente sob esta "ordem".

A  perda do sentido
Como resultado em tudo há prazo de validade: os conceitos, as preferências, a cultura, a vida de forma geral – pasmem, até para o amor! 
Se bom ou ruim, dois ou três pelotões digladiam-se, sem vencedores ou vencidos. 

A essa dinâmica faz afirmar que o “ontem” representa o errado ou incompleto, ficando contido no “amanhã” a solução de todas as coisas. Por conseguinte, o presente, a vida em que fincamos os pés, passou a ser uma estágio entre um passado nulo, e o futuro - que um dia dia será passado - a ser cancelado. Ou seja, o que vivemos flutua entre duas nulidades! Por que não estaria também o presente encerrado na masmorra da nulidade?!

Não há esperança com base no que foi vivido ou experimentado, não há verdade permanente, o que nos leva ao desespero pior: nada é seguro, tudo é uma gande mentira. Prazer e conforto são benefícios da ignorância secular ou da tolice gnóstica. 

O pensamento deve ser conduzido sob os auspícios da desesperança. O ativismo faz com que tudo seja incompleto. 

A liberdade sem a realidade
Sobre - ou sob? - tal reino a criatura para encontrar sentido à vida deve ousar, singrar mares sobre o lombo do  monstro chamado liberdade de opinião – desconectado da história, sair em busca de uma razão para viver, enfrentar a esperança que dura até o entardecer.  

Não me surpreende pessoas darem suas vidas em escaladas, em saltos para morte, em desgastes além do humano, dos tóxicos e demais frentes na busca do sentido da vida.  

Em uma esquina deste turbilhão, os sentidos das palavras tornaram-se as primeiras vítimas para legitimar a loucura global. Tanto a criação de novos termos, quanto o sentido aos velhos afiguram-se a tarados convivendo com seminaristas, sem escrúpulos ou regras, apenas determinados pela ânsia de seus instintos. 

Assim, sofrem os textos (tanto para serem criados, quanto para serem lidos), sofrem as ideias, perdem-se os sentidos. Tal imperativo condena o passado escrito e pensado dando-lhe um novo sentido - reinterpretado ou revisto. Conclui-se com razoável soberba, que seus autores estavam errados em suas observações e interpretações. E a espiral continuará com novos observadores a questionar os atuais, e por aí irão. Isso faz da verdade um frágil fio e a opinião pesoal um verdugo com tesoura na mão... sempre vitoriosa. 

De todas as direções surgem arautos ávidos em indicar uma nova forma de pensar, de fazer, de viver (o ópio da novidade). É a evolução em processo, que forma ou deforma a mente dos indivíduos. Não há escrúpulos ou regras. 

Dessa saga não escapam os conceitos e valores bíblicos. Pergunte às pessoas, em especial as religiosas, sobre o amor. As respostas serão de confusas até às absurdas. Será impossível estabelecer um conceito único. Resta-nos a fusão de opiniões, de naturezas e propósitos, para vivermos como dicionários: apresentando várias opções possíveis. 

A ditadura do "EU"
Absurdamente o objeto passou a ser escravo de seu observador. É o observador que estabelece quem é o objeto... É a natureza a serviço da divagação humana.  

Nesta trama perdeu-se o conceito do amor, não se sabe o que é o amor. Se o amor fosse de humana procedência, seria fácil transfigurá-lo a partir da experiência pessoal, do gosto individual ou de um gueto.  Mas, o amor não provém do intelecto, sentimento ou da vontade humana.

Não há verdade se adotarmos as regras mentais desse presente século. De onde poderemos trazer valores que sejam por si mesmos verdadeiros, e assim, permanentes? Do criador. 

Há uma saída?
É preciso resgatar os conceitos bíblicos? Acredito que sim. 

É possível fazê-lo? Tenho certeza que não. 

Por que escrever? Empreender uma caminhada pelas sendas da verdade, e o prazer de validar comigo mesmo quão contaminado posso estar e encontrar meus pares (ou não!). 

Nos veremos nos próximos textos.

domingo, 27 de abril de 2014

A Apostasia que vivemos


Vá ao link: 

Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, 2Ts 2:3

À luz do texto do apóstolo Paulo a iminente vinda do Senhor antecede-nos um cenário de esperança e advertência. Pois, na garantia de nossa reunião com Senhor há a certeza da apostasia e a revelação do homem do pecado.
O mesmo livro 2Ts 2:7 afirma que tal operação já se desenrolava.
Para nossa alegria e atenção, esse é o contexto dos dias atuais. Presenciamos este período de mudanças, nunca experimentado com tanta intensidade anteriormente. A “sabedoria do presente século” - filosofias e vãs sutilezas – toma conta das igrejas. A palavra do Senhor antecipa um cenário dos estertores do Cristianismo (bíblico), pois, o que temos é a flagelização da verdade. Um cristianismo tênue, fragmentado e cambaleante envolvido (e muitas vezes abraçado) com a apostasia - as doutrinas do mal.

A nossa contribuição para apostasia
Quando falo nossa, incluo todos aqueles que reconhecem a importância do ensino das Escrituras para o engrandecimento do Senhor e purificação da igreja de Cristo. Mas, em nosso derredor, para nossa tristeza, o povo de Deus garante que apostasia é: 
1.    Abandono ou desvio da fé ou do padrão bíblico;
2.   Mas não ocorrerá com o crente.

Nesse “simplismo religioso – o abandono ou desvio da fé” - estão os meios para o crescimento da apostasia. Seus proclamadores e representantes, que são conhecidos e nada ingênuos, tem se aproveitado da falta de interesse, pouca ou nenhuma importância. Assim, induzindo à negligência enfraquecem ou mesmo confundem seu significado. Desta feita alargam suas fronteiras e conquistam as mentes, levando as pessoas ao engano, a ponto de ouvir-se que apostasia “ é coisa de teólogo, coisa do homem”. Tal estratégia é bastante engenhosa e tem garantido o crescimento apóstata.

E além do mais, se os “fiéis” estão fora de risco, por que se preocupar? Este outro engano contraria às inúmeras advertências presente nas Escrituras – em especial no Novo Testamento – sobre o combate as heresias e a quem anda desordenadamente.

O significado de apostasia
O termo apostasia tem sua ênfase na ideia de separação, divórcio (Mt 5.31; 19.7; Mc 10.4), ou seja, ruptura. Aquilo que estivera junto, agora está separado. O que subjaz é um movimento de deserção: afastar-se para longe de um lugar, onde antes estivera no centro. Assim, apostasia se refere ao ato de abandonar - negar - as verdades bíblicas, substituindo-as por um novo sistema de verdades.

Como identificar doutrinas apóstatas

Não definir uma regra para identificação das investidas apóstatas, agrava a questão por não podermos esculpi-la para vê-la como ela realmente é, e isso a beneficia.
Podem ser formulados outros critérios, contudo ofereço alguns para facilitar e simplificar a identificação de sua sutileza.
1.   A Bíblia é a palavra de Deus, suficiente e completa.
ü  Rejeite livros ou pessoas que atribuem a si,  a mesma ou maior autoridade que  a Bíblia;
ü  E ainda profetas que criam ou criaram “a única religião certa”;
ü  Desconfie de quem só prega o Velho Testamento;
2.  Deus é triuno (Pai, Filho e Espírito são três pessoas distintas e igualmente divinas).
ü  Rejeite a ideia do Espírito não é uma pessoa e divina;
ü  Que Jesus foi criado,
ü  Que o Pai, o Filho e o Espírito são uma única pessoa;
3.  Jesus veio em carne (semelhante aos homens) ao mundo, porém sem pecado.
ü  Rejeite a ideia de que Jesus foi mais humano ou menos humano que qualquer um de nós;
ü  Rejeite a ideia que negue que ele é Deus;
4.  A obra de Jesus é redentora, substitutiva e suficiente para todos os crentes.
ü  Rejeite a ideia de que a morte de Jesus foi acidental ou apenas histórica;
ü  E ainda, que há necessidade de adicionar algo à sua obra - para salvação:  sábado, batismo, obras, penitências, papa, pastor, Maria, crucifixo, missa, purgatório, velas, hóstia, oração poderosa, santos etc.
ü  Rejeite a ideia de investigação de sua vida para definir se você irá ou não para o céu;
5.  O homem é incapaz, à parte de Deus, de escolher a salvação.
ü  Rejeite a ideia que o homem tem em si a liberdade e o desejo de escolher a salvação oferecida por Deus;
ü  Rejeite a ideia de qualquer sacramento mudar sua natureza ou condiçào diante de Deus;
6.  A salvação é eterna e implica obrigatoriamente em santificação (arrependimento e fé).
ü  Rejeite a ideia de perda da salvação, ou que alguém salvo vive na prática do pecado;
ü  Rejeite a ideia que não se pode ter certeza da salvação;
ü  Poder, cura e riqueza não expressam o padrão da salvação.
7.   A proclamação do Evangelho é o único meio de salvação do pecador.
ü  Não se deixe influenciar por “artimanhas ou poderes” que salvam;
ü  Rejeite a ideia que o Evangelho é meio de enriquecimento;

Poder-se-ia criar um número maior de pontos, mas estes são suficientes para a identificação da sutileza apóstata. Lembremos que a apostasia é um conjunto de doutrinas e, homeopaticamente, conduz à mudança de comportamento.

A Apostasia: A unidade em nome do amor 
O desenvolvimento desse novo sistema tem suas frentes, mas uma única estratégia: o uso do amor como amálgama da unidade das Igrejas. O amor une e a doutrina separa, dizem em busca de seduzir às mentes incautas. Afirma ainda: a divisão é proposta do diabo, e mais, doutrina reduz a força da evangelismo. Como isso “exalam sabedoria” e encurralam os indoutos defensores da verdade.
As heresias unidas ao ecumenismo são o motor da apostasia. A primeira tenta turvar a verdade e a segunda ensina que não há verdade única. E rejeitá-las, para essa nova ordem, é falta de amor.
1.   Será que o amor que negligencia a verdade é amor? Não. O apóstolo Pedro diz que a verdade antecede o amor: “Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração amai-vos ardentemente uns aos outros” (1Pe 1:22).

2.   Será que a separação é do diabo? É claro que não.
ü  O próprio termo igreja quer dizer chamados para fora, separados, e isso da parte de Deus.
ü  É Deus quem separa seu povo retirando-os do mundo, é Deus quem separará o joio do trigo.
ü  E é Deus quem orienta nas Escrituras para nos separarmos: 
“Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei”(2 Co 6.17; conf. 1 Pe 1:14-16).
Assim, o argumento utilizando pela apostasia “em nome de Deus”é apenas uma farsa para conquistar os incautos.

A apostasia e sua meta
O texto garante que a apostasia revelará o filho da perdição. Portanto, para que surja esse homem, é necessário o estabelecimento de um ambiente propício e receptivo, a apostasia o está criando. Há uma nova disposição mental que alterou o objeto das aspirações humanas. A apostasia tem induzido, e ao mesmo tempo, alimentado esse anseio, por meio do abandono dos valores e padrões bíblicos e adoção de novos conceitos e valores adequados a essa nova mentalidade. E ainda, Deus garantirá que a mente humana aceite a solução apóstata.
Conforme lemos: “É por isso que Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira” (2 Ts 2.11). A mentira, os sinais, o engano fundamentam retroalimentam o novo ambiente religioso (e civil).



A apostasia e seu propósito
De acordo com o texto sagrado (2 Ts 2.4):
Oposição sistemática a tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração; a ponto de ser reconhecido ou visto como Deus.
O triunfo do líder que há de vir necessita da aceitação popular, portanto, haverá uma comum disposição entre o líder e os povos das nações. Sob nova perspectiva, os anseios atendidos, uma satisfação geral inundará toda a terra. E uma sociedade caminhará em direção de sua própria destruição:

1.  Outra verdade. É notável verificar que a oposição sistemática abre a lista. Um das diretrizes fundamentais da apostasia é a desqualificação da palavra de Deus.
2.   Outro deus. Essa nova disposição mental exigirá um relacionamento com um deus qualquer, de forma que sejam reconhecidos o poder e autonomia humanos.
3.   Outra moral. A liberdade sem critério moral, apenas prazer, será conquistada: fim das teorias sobre moral, das regras caducas e da cegueira evidenciada pela fé.
4.   Outra unidade. O mundo - incluindo a igreja - se conduzirá para o surgimento de uma nova fé, moderna, sábia e tolerante. A unidade para receber o homem da perdição.

Somos advertidos para atentarmos para essa nova base conceitual: “filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2:8).

A apostasia e a falsa a ideia de risco zero para igreja.
A certeza que esse tempo chegou é fortalecida das palavras de nosso Senhor:
“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores”. (Mt 7:15). E confirmadas pelo Apóstolo Pedro:
“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição”. (2Pe 2:1)
Em ambos textos a apostasia está em nosso meio. Sua proclamação é feita por homens, pregadores, sábios, enganadores, falsos profetas, lobos. E se há advertência é porque devemos identificá-la e expurgá-la.

Acreditar que a apostasia deve ser percebida apenas pela conduta serve para o relaxamento doutrinário e para dificultar a prevenção. Lembremos que o pensamento antecede a ação, a conduta. A apostasia é, sim, primeiramente uma questão de ensino, de doutrina.  

A tragédia maior é que o povo de Deus não apenas a aceita, mas também a prefere. 

São os sinais da vinda de Nosso Senhor e nossa reunião com ele!


sábado, 1 de março de 2014

Minto logo existo



Tu amas mais o mal que o bem, e a mentira mais do que falar a retidão. (Selá) Sl 52.3

Não se pode deixar de reconhecer que a mentira é a grande estratégia para sobrevivência humana. É a forma que o homem de nossos dias encontrou para pensar-se, para manter sua vida.

É seu dia a dia: mentira com filhos, amigos, esposas; mentira para ganhar, mentira para enganar, mentira para incluir-se, mentira para mentir.

A verdade foi subjugada, construiu-se um novo o suporte para realidade - a quimera pasta em todos as mentes.

A mentira, por retratar o “pessoal”, impôs a fragmentação da realidade. O resultado foi a perda da ideia do todo, de completude. O que se pensou vantajoso, trouxe limitação, pois o homem incapacitou-se em perceber o eterno, a realidade completa. Restringiu-se ao pessoal, ao fragmentado. “Aqui e agora” passou a ser o melhor lugar do mundo. Exterminou-se a esperança. 

E o absurdo tomou conta: tudo está dentro de cada um, não há realidade além da mente humana.

O patético se fez sábio e “a minha verdade pode não ser a sua”. A conveniência foi legitimada como verdade pelo observador e não por seus atributos.

Esse desespero exigiu a criação de palco onde pode-se “ser que se quer ser”. Todos são também “o outro”. Daí, fatos, pessoas, ou mesmo coisas perderam sua conexão com a realidade completa – além do aqui e agora.

Uma nova ordem se iniciou: o efêmero e o particular, e apenas eles, são a substância da vida.

Como garantir uma sobrevivência feliz? Coube-lhe a dicotomia entre a mentira pública e verdade oculta - a  mente humana e a esmagadora e inexorável realidade.
As impossibilidades foram viabilizadas: ao adúltero ser um bom pai, ao mau caráter se permite conselheiro, ao drogado um grande atleta, ao bandido o discurso, ao religioso o engano, a prostituta o amor, ao ladrão a retidão.

Outorgado o senhorio, o homem enganou seu próprio coração, falseando-se-lhe a felicidade.

Cidadãos no país de Alice, - “a única forma de chegar ao impossível é acreditar que é possível” - recriam a realidade pelo desejo do sonhador.

Tudo é possível, logo nada tem valor em si mesmo. O amor é apenas uma expressão física e temporária. A família é um arranjo em torno de um hobby, de uma prática onde não há compromissos interiores, apenas prazer em troca de metas.
O mais trágico é que o homem acredita-se e credita-se no topo da cadeia de sabedoria e felicidade. Pobre homem.

Sua própria mente o escravizou à sua liberdade que, fragmentada e fugidia, convulsiona-se a cada adrenalina, a cada paixão, a cada show, a cada idolatria, a cada orgia, a cada ilusão. Em seu sonha e sonha banir a morte.

E Deus? Mera retórica, em que de fato o senhor é servo. Não esqueçamos: o observador é quem define a realidade, estabelece a verdade.

Nesse triste e pesaroso mundo a verdade cristã, que realmente liberta o homem, não tem lugar.

A existência passou a nutrir-se do engano.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Estupidez em rede (Viva o Facebook!)


Até o tolo, quando se cala, é reputado por sábio; e o que cerra os seus lábios é tido por entendido. Provérbios 17:28

Parece uma volúpia que acometeu a todos. Percebi que as pessoas fazem discursos e textos a respeito de Deus sem a  menor noção da sua personalidade e de seu caráter. E o que é pior, regozijam-se entre seus pares como se estivessem mergulhando nas profundas das “certezas divinas”. Contudo, o que se lê é na verdade um sumário de estupidez.

Resolvi assim, escrever esse texto para levar alguns a reflexão, sei porém, que não lograrei êxito diante desses pelos motivos que serão apresentados ao longo deste post.

Que o Senhor seja bondoso com todos nós.

Em primeiro lugar, é necessário saber o que é estupidez. Dentre seus significados mais comuns, a ideia presente é a falta de senso (discernimento) ou seja, incapacidade de compreender ou julgar algo, e mesmo assim se expressar. Tem anda, seus sinônimos menos conhecidos: estultice ou tolice.

Notadamente, a estupidez decorre da falta conhecimento (ignorância), adicionado à perda de humildade (soberba).

Se possível fosse, teríamos uma equação:

Soberba + Ignorância + Expressão = Estupidez.

Essa característica (quase um atributo) é uma manifestação ou reação “consciente” de um ser. Duro, não é?

Como está posto nas Escrituras:
O tolo não tem prazer na sabedoria, mas só em que se manifeste aquilo que agrada o seu coração. Provérbios 18:2

Uma característica dela é sua necessidade de ser pública, não lhe satisfaz a introspecção, precisa de plateia, da ribalta para se realizar.

Apenas para contribuir um pouco mais, ela também encerra o que é enfadonho, tedioso, além de descomedido, exagerado.

Até aqui nada de tão grave, pois todos nós, de certa maneira, somos estúpidos à medida que manifestamos opiniões sobre algo que não entendemos ou que não conhecemos.

O grande problema é quando há contumácia no exercício da estupidez, ou seja, adotá-la como modelo de vida - transformá-la em estratégia em busca de atenção. 

Como o cão torna ao seu vômito, assim o tolo repete a sua estultícia. Provérbios 26:11

O estúpido credita a si ser o fiel depositário de todo conhecimento, e o que é pior, baseando-se apenas em si mesmo (“reflexão” +“discernimento”).

Em uma geração, em que as redes sociais, enganosamente, transformaram a todos em celebridades e sábios, a estupidez encontrou um campo fértil para seu consumo. Há uma retroalimentação entre o ambiente e o conhecimento (a falta dele, claro) que parece não haver limites.

Por exemplo, pessoas opinam sobre direito, sobre política sem formação; pessoas opinam sobre saúde, doença, terapia sem conhecimento adequado, e da mesma forma opinam sobre Deus, livremente.

Acreditam que a simples divagação é suficiente para credenciá-los para emitir sua  opinião.

Vejamos o que nos cerca: o horóscopo - um estupidez que virou "ciência". Uma farsa que tenta estabelecer o futuro das pessoas, o qual pertence ao Senhor.

Outra, é autoajuda que foi transformada em mantra de intimidade e comunhão com Deus. Por meio dela muitos se fizeram super-homens: Conquistam, curam os males, desejam e nada os detém. E afirmam: Eu creio! (a fé é uma porta aberta onde passam todas as fantasias pessoais)

Nas redes há ofertas de bênçãos de Deus entrecortadas de palavrões e convites de duplo sentido, e uma boa dose de cachaça ou cerveja para consagrar ao Senhor. 
Que Deus entrecortado é esse? É a mente estúpida funcionando.

Há uma profusão de textos em que as pessoas determinam seu próprio universo de interesse e “relacionamento” com Deus. Fazendo do Senhor uma marionete à disposição para todo propósito.

Acreditam que, pelo mero exercício de seu “intelecto e ventre”, suas frases são como portais de verdade e sabedoria. Porém, sua finalidade é simples: impressionar e a seus pares. E o que é pior, repetem-na, pois para os tais, o curtir ou responder ou compartilhar representam o louvor e exaltação pessoal.

É útil, por regra, definir que o registro de opinião deve ser feito sobre aquilo que, antecipadamente, se conhece.

Outra sugestão, para falta de conhecimento o questionamento é a melhor conduta e não a assertiva – isso se a soberba permitir.

Em relação a Deus, é necessário conhecê-lo pessoalmente, conhecer sua palavra, para fugir da estupidez, inclusive a religiosa.

Se há um Deus forjado nas entranhas humanas, esse é apenas resultado das aflições e bravatas que povoam a mente dos homens. E que nada pode fazer.

Contudo, o Deus eterno criador, adverte:

A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma. Provérbios 18:7