"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Ossos dos meus ossos ou a história do amor – Parte I

1Co 12:31 Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente.

O poder das mudanças
Não acredito na evolução como teoria para explicar a vida. Mas, acredito e adoto aqui o termo para conceituar a ideia de um “movimento para diante”, sob o qual tudo está submetido, seguindo em direção do amanhã. A isso chamo de evolução, uma força esmagadora e indomável que se impõe a todos.

De certa forma, por ser geral, promove grandes transformações em nosso derredor. Os processos que envolvem a vida são alterados - aos ímpios não lhes é dado identificar  sua autoria, mas tudo flui passivamente e ordeiramente sob esta "ordem".

A  perda do sentido
Como resultado em tudo há prazo de validade: os conceitos, as preferências, a cultura, a vida de forma geral – pasmem, até para o amor! 
Se bom ou ruim, dois ou três pelotões digladiam-se, sem vencedores ou vencidos. 

A essa dinâmica faz afirmar que o “ontem” representa o errado ou incompleto, ficando contido no “amanhã” a solução de todas as coisas. Por conseguinte, o presente, a vida em que fincamos os pés, passou a ser uma estágio entre um passado nulo, e o futuro - que um dia dia será passado - a ser cancelado. Ou seja, o que vivemos flutua entre duas nulidades! Por que não estaria também o presente encerrado na masmorra da nulidade?!

Não há esperança com base no que foi vivido ou experimentado, não há verdade permanente, o que nos leva ao desespero pior: nada é seguro, tudo é uma gande mentira. Prazer e conforto são benefícios da ignorância secular ou da tolice gnóstica. 

O pensamento deve ser conduzido sob os auspícios da desesperança. O ativismo faz com que tudo seja incompleto. 

A liberdade sem a realidade
Sobre - ou sob? - tal reino a criatura para encontrar sentido à vida deve ousar, singrar mares sobre o lombo do  monstro chamado liberdade de opinião – desconectado da história, sair em busca de uma razão para viver, enfrentar a esperança que dura até o entardecer.  

Não me surpreende pessoas darem suas vidas em escaladas, em saltos para morte, em desgastes além do humano, dos tóxicos e demais frentes na busca do sentido da vida.  

Em uma esquina deste turbilhão, os sentidos das palavras tornaram-se as primeiras vítimas para legitimar a loucura global. Tanto a criação de novos termos, quanto o sentido aos velhos afiguram-se a tarados convivendo com seminaristas, sem escrúpulos ou regras, apenas determinados pela ânsia de seus instintos. 

Assim, sofrem os textos (tanto para serem criados, quanto para serem lidos), sofrem as ideias, perdem-se os sentidos. Tal imperativo condena o passado escrito e pensado dando-lhe um novo sentido - reinterpretado ou revisto. Conclui-se com razoável soberba, que seus autores estavam errados em suas observações e interpretações. E a espiral continuará com novos observadores a questionar os atuais, e por aí irão. Isso faz da verdade um frágil fio e a opinião pesoal um verdugo com tesoura na mão... sempre vitoriosa. 

De todas as direções surgem arautos ávidos em indicar uma nova forma de pensar, de fazer, de viver (o ópio da novidade). É a evolução em processo, que forma ou deforma a mente dos indivíduos. Não há escrúpulos ou regras. 

Dessa saga não escapam os conceitos e valores bíblicos. Pergunte às pessoas, em especial as religiosas, sobre o amor. As respostas serão de confusas até às absurdas. Será impossível estabelecer um conceito único. Resta-nos a fusão de opiniões, de naturezas e propósitos, para vivermos como dicionários: apresentando várias opções possíveis. 

A ditadura do "EU"
Absurdamente o objeto passou a ser escravo de seu observador. É o observador que estabelece quem é o objeto... É a natureza a serviço da divagação humana.  

Nesta trama perdeu-se o conceito do amor, não se sabe o que é o amor. Se o amor fosse de humana procedência, seria fácil transfigurá-lo a partir da experiência pessoal, do gosto individual ou de um gueto.  Mas, o amor não provém do intelecto, sentimento ou da vontade humana.

Não há verdade se adotarmos as regras mentais desse presente século. De onde poderemos trazer valores que sejam por si mesmos verdadeiros, e assim, permanentes? Do criador. 

Há uma saída?
É preciso resgatar os conceitos bíblicos? Acredito que sim. 

É possível fazê-lo? Tenho certeza que não. 

Por que escrever? Empreender uma caminhada pelas sendas da verdade, e o prazer de validar comigo mesmo quão contaminado posso estar e encontrar meus pares (ou não!). 

Nos veremos nos próximos textos.

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