"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Ossos dos meus ossos ou a história do amor - Parte 2



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1Co 12:31 Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente.

Em busca de respostas
O amor, como sabê-lo?  Como vivê-lo? O cuidado com essas resposta separa os sábios dos tolos. O simplismo, a soberba ou comodismo intelectual, tem permitido às pessoas conclusões infantis e perigosas a respeito de questões fundamentais da vida.

Como já exposto anteriormente, as orientações demandadas pela razão tem sugerido criar tudo a partir do zero, na tentativa de desconectar o homem moderno da história e do pensamento. 

O amor e questionamentos em torno dele estão associados a esse contexto, a essa forma de "pensar". É perigoso e inócuo tentar descortiná-los apoiando-se apenas na validação da experiência pessoal - pseudo conhecimento - ou na pena dos poetas e inquiridores do presente século.

Devemos esquadrinhar as possibilidades que envolvem o amor, devemos esculpi-lo em busca de sua verdadeira dimensão e natureza - que não está em nós.

A eternidade do amor
Antes de penetrarmos na natureza do amor, é necessário que o coloquemos na dimensão do tempo, tentarmos indicar seu princípio, sua fonte. E inicio nas profundezas do Velho Testamento onde um homem - O profeta Jeremias - registrou:

"Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí". (cap. 31; v. 3).
A partir do texto observamos que ao manifestar seu amor, o próprio Deus, oferece-nos um atributo do amor, a eternidade. Isto posto, nos garante que o amor é anterior a existência do tempo, do homem, da desventura, da morte.

A fonte do amor
De fato o amor NÃO tem origem no coração do homem. E isso é coerente com a reflexão e experiências humanas. Acredito que uma mente sã, concordará que não constituímos o que somos. A estrutura que nos constitui tem sua origem fora dessa dimensão conhecida. 

Mesmo sem sabermos os detalhes fundamentais do amor, sentimo-nos movidos por uma disposição bondosa em relação a outras pessoas sem identificarmos como surgiu ou de onde surgiu. 

Poder-se-ia perguntar: "isso" não seria intrínseco ao homem? Intrínseco não significa procedente. Intrínseco quer dizer que está ali, não obrigatoriamente que nasceu dali. Tome por exemplo a água que temos em nosso organismo, é-nos intrínseca, mas dela não somos a fonte.

O amor não procede de nós mesmos, muito menos dessa dimensão que apalpamos, não saiu das entranhas humanas. Antes que todos nós existíssemos, o amor é, motivo suficiente para se reconhecer que o amor obriga-nos a abandonar suposições, conceitos e convicções a seu respeito.
Nenhuma fonte natural externa ou interna propiciará o conhecimento verdadeiro do amor. 

A natureza do amor
Nada que herdamos ou pensamos conduz-nos a conhecer o amor. 

Retorno ao questionamento, como sabê-lo? As respostas estão apenas em Deus, sua fonte, e convenhamos, fora da categoria dos humanos, do mundo natural. 

E Deus confirma ao falar sobre o amor como um bem cuja natureza transcende ao que poderíamos chamar de "made in" homem. Pelo contrário, o amor é fruto do próprio Deus. Leiamos:

"Mas o fruto do Espírito é amor..." (Gl 5.22).

É estupidez atribuirmos o amor à "produção independente" de qualquer um de nós. O amor não é, como pensam, uma oportunidade na vida, mas uma forma de vida.

Concluo que amor não provém de nossa "grade" natural, não existe dentro da experiência humana, pelo contrário, sem a intervenção e concessão de Deus não há como sabê-lo, nem experimentá-lo, vivê-lo.  


2 comentários:

  1. o Homem natural é capaz de amar? o que dizer de pessoas que não conhecem a Deus e que vivem uma vida familiar harmoniosa e feliz? eles sabem o que é amar? eles realmente se amam?

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  2. O homem natural não desfruta das condições necessárias para conhecer o que é o amor. Pois, é fruto do Espírito Santo.
    O homem natural pratica o "seu" próprio amor. Onde a fidelidade é pode ser deixada de lado sempre que for oportuno.
    Paulo Brasil

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.