"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 6 de março de 2015

... e malafaia curou o Senhor Jesus!

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No post anterior ofereci argumentos e versos das Escrituras em que comprovam que alma e espírito são as mesmas dimensões na criatura humana.

A ideia de que alma é algo diferente de espírito serve apenas para sustentar o erro e negar a suficiência de Deus e das Escrituras. Assim, é certo que a cura interior, que vive desse pressuposto, é uma falácia e evidencia o afastamento do Detentor (2 Ts 2.7)

Voltemos às afirmações de malafaia:

“O Espírito de vida nos livrou da lei do pecado - mas não livrou da doença da alma [observação feita na exposição] - e da morte (Rm 8.2)”


Segundo tal proposição a libertação realizada pelo Espírito de Deus no ato regenerador não se estende à dimensão da alma, e se o faz, não o faz com perfeição, necessitando de um processo complementar, chamado cura interior.

Para cura interior a história vivida pelos regenerados que resultam em tristeza, aflição são doenças da alma. Encontramos nesta proposta Positivismo e Autoestima como fundamentação.

Um sumário da ação de Deus em nossa salvação ajuda-nos para entendimento e refutação da cura interior:

Nossa salvação tem como objetivo nos transformar em pessoas semelhantes a Jesus, e por fim morar com Ele.

O ato da Regeneração, uma intervenção sobrenatural de Deus, nos infundiu uma nova vida (unida e mantida por Cristo). Isso nos atingiu completamente, garantindo-nos inapelavelmente o acesso, conhecimento e compreensão à realidade espiritual.

Iniciou-se daí um processo transformador sistemático e irreversível, levando-nos à semelhança de Seu Filho, a Santificação. O qual é uma ação sobrenatural de Deus Espírito Santo em nos fazer entender e obedecer a sua palavra.

Em nossa Santificação, convivemos com nossas dificuldades, disposições e tendências da velha natureza e outros adversários que não percebemos, a despeito das promessas, dos livramentos, a libertação completa desse conflito dar-se-á somente na Glorificação, também ato sobrenatural de Deus. Aí então, seremos semelhantes a Cristo. Este ato, exclusivo de Deus, não pode ser antecipado ou substituído por qualquer ação humana.

A afirmação, que a libertação da lei do pecado e da morte é uma liberdade que não tem eficácia para alma humana é blasfema e desqualifica a obra redentora do Senhor.

A cura interior não apenas vende mentiras e ilusões, mas faz com que a Palavra de Deus passe a ser um livro inconfiável e duvidoso.

Se a liberdade (mesmo que um ato legal no texto) não compreende algo que nos incapacita de cumprirmos o propósito da salvação, a incapacidade não é nossa, mas de Deus. Pois, nos deixou para sermos curados à parte de Seu poder. É Deus o incapaz, é o Espírito o incapaz, é Jesus o incapaz.

A obra obtida na cruz permitiu que ficássemos com feridas, a regeneração me trouxe uma nova natureza que precisa que eu mesmo faça reparos. Há insuficiência da ação e poder de Deus.

Como Jesus pôde ressuscitar se não curou sua própria alma?

E levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então lhes disse: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai comigo. (Mateus 26:37-38)

Quando li “está consumado” não estava consumado. E a paz prometida não me atingiu completamente, pois tenho lembranças com as quais sofro, mas com elas engrandeço meu Senhor.

Mas de fato Jesus nos garantiu que teríamos aflições; que seríamos perseguidos como ele foi. Rogou ao Pai para que nos guardasse, e não ao malafaia para que trouxesse a cura interior.

Quem ofereceu facilidade, sucesso e adoração falsa foi satanás, de onde saiu a cura interior.

Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. (Tiago 3:15)

segunda-feira, 2 de março de 2015

Jesus precisou de cura interior!




“Então lhes disse: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai comigo” (Mt 26:38). Retrucou Silas, o malafaia: Mestre, tristeza na alma? Precisas de mim, pois tenho a cura interior.

Este improvável, blasfemo e bizarro diálogo seria possível se a Cura Interior fosse uma verdade espiritual, se fosse uma provisão de Deus para seus povo.
Pródiga em promover e oferecer novidades – dentes de ouro, línguas estranhas, visões, g12, palavra de poder, orações no alto dos morros, mentalização, positivismo – a apostasia expande suas fronteiras e há muito goza do respeito e da preferência da multidão religiosa ávida pelas “últimas”.

Caso não fosse parte integrante das Escrituras, seria uma tragédia chamar o que está posto de cristianismo. Por outro lado, isso preanuncia a vinda do Senhor - Ele está à porta.

“Ninguém de modo algum vos engane; porque isto [a vinda do Senhor] não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição” (2 Ts 2:3)

Estamos frente à cura interior, serpenteando-se entre os mais diversos matizes e orientações religiosos, com vários nomes, é aceita por pentecostais e neopentecostais e já outros tantos que se dizem fundamentalistas. Usam-na católicos, psicólogos sobrevivem dela, xamãs e pais de santo oferecem-na como solução para os problemas do indivíduo e mundo.

Mas está de acordo com a palavra de Deus: “Haverá um tempo em que não suportarão a sã doutrina e darão ouvidos às fábulas. Cercar-se-ão de mestres e ouvirão aquilo que lhes agrada.”

Sabendo que a sutileza apóstata utiliza-se do desvio (negação) das Escrituras, e sutilmente a adorna com o mantra “em o nome do Senhor Jesus”. Assemelha-se à oferta de cianureto misturado ao leite materno para uma criança.
Busquei ler e ouvir textos que oferecessem os fundamentos dessa prática. Considerei oportuno tratar seus fundamentos, deixando de lado seus pormenores. Li, ouvi (Silas Malafaia, Valnice Milhomens, Isaias Reis, do Apóstolo, irmão e amigo, Miguel Ângelo e outros) e selecionei o “ensino” de Silas Malafaia para este post.

Para minimizar os riscos, apresento as frases do próprio “doutrinador” antes de avaliá-las.

Para entendermos a proposta precisa-se reconhecer que cura interior e cura da alma são termos intercambiáveis, significando:

“A cura da alma do homem, - assim conhecida tanto na sociedade como no meio evangélico. O tratamento começa quando passamos a buscar a causa da enfermidade e tentamos ajudar a pessoa a livrar-se dos traumas existenciais.” (Silas Malafaia)

É própria da apostasia a complementação ou similaridade do termo cura da alma na “sociedade e no meio evangélico”. A considerar que seu proponente julga-se cristão, há promiscuidade religiosa na afirmação, pois atribui ao psicológico (natural) a estatura e poder do espiritual, trazendo para baixo o que é celeste. Misturando naturezas distintas e contrárias.

Em nenhum local das Escrituras Sagradas as questões relativas à alma ou ao espírito estão circunscritas à dimensão e poder do mundo natural. Nenhum xamã, oficial religioso, psicólogo tem poder para agir na esfera espera de si mesmo. A proposta é de um falso misticismo a servir de engodo aos incautos.

Em outro momento malafaia diz:
“Na linguagem bíblica, na maioria das vezes a palavra alma é traduzida como coração, e deve ser entendida como a sede da inteligência, dos sentimentos, da vontade e das emoções do homem, onde ficam localizadas as lembranças boas ou más.”

E mais:
“O sentimento é uma faculdade da alma. E, cada vez que o homem despreza Deus (sic), fica entregue a sentimentos perversos, sendo levado a padecer de muitas doenças emocionais.”

Outra vez:
“deve ser entendida [a alma] como a sede da inteligência, dos sentimentos, da vontade e das emoções do homem, onde ficam localizadas as lembranças boas ou más”.

De acordo com os textos acima é correto concluir:
O homem é um ser com corpo, alma é espírito. Sendo a alma a sede da vontade,
sentimentos, inteligência. E segundo malafaia, alma e espírito são dimensões humanas diferentes e com diferentes propósitos e capacidades.

Tomemos por parte:
A palavra “alma é traduzida como coração” - afirma malafaia. Acredito que ele se enganou. Quem sabe, fosse sua intenção dizer que palavras iguais - no original – são traduzidas ora por alma, ora por coração. 
De qualquer forma isso não oferece base para afirmar que a alma é isso ou aquilo. É necessário um conjunto maior de versos bíblicos para afirmar tal.

A ideia é garantir que há uma dimensão humana chamada alma e outra – completamente outra – chamada espírito. Onde a alma trata das questões horizontais do homem, por sua vez o espírito das questões verticais, relacionando-se com o mundo das pessoas, ambiente natural e o espírito relacionando-se com o mundo espiritual, as coisas de Deus.

Para que a cura interior se torne “cristã” isso precisa ser uma verdade indiscutível, pois sobre ela se fundamenta a prática da cura. Sem ela a cura interior seria vista por todos como realmente é: um engodo religioso.

Ao tomarmos as Escrituras podemos afirmar que alma e espírito são dimensões diferentes do humano?

Alma é Espírito sem dúvida são palavras diferentes nas Escrituras. Mas seriam “partes” diferentes no homem?
Em muitos casos alma significa o homem como um todo – sem relevância para a questão. Contudo, há muitos versículos que provam que NÃO É POSSÍVEL AFIRMAR que alma e espírito são “partes” diferentes na unidade humana.

Vejamos como são utilizados os termos alma e espírito nas Escrituras: 

         A alma louva, anela e busca a Deus, semelhantemente o espírito também o faz. 
Louvai ao Senhor. Ó minha alma, louva ao Senhor. (Sl 146:1; conf. Sl 42.2; Dt 4.29)
Minha alma te deseja de noite; sim, o meu espírito, dentro de mim, diligentemente te busca; (Isaías 26:9)

Alma e espírito exprimem (sede) sentimentos igualmente.
...falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma. (Jó 7:11)
E estas foram para Isaque e Rebeca uma amargura de espírito. (Gn 26:35)
Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou muito, (1 Sm 1:10)

Tanto alma quanto espírito são remidos pelo Senhor. 
Os meus lábios exultarão quando eu cantar os teus louvores, assim como a minha alma, que tu remiste. (Sl 71:23; conf. Sl 35:9)
Nas tuas mãos entrego o meu espírito; tu me remiste, ó Senhor, Deus da verdade. (Sl 31:5)

Tanto alma quanto espírito sobrevivem além desta vida.
Pois não deixarás a minha alma no inferno, ... (Sl 16:1; conf. Sl 86.1)
e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu. (Ec12:7)

Tanto alma quanto espírito são opostos à carne. 
Amados, ... que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma; (1 Pe 2:11)
Porque a carne cobiça contra o espírito, e o espírito contra a carne; ...(Gl 5:17)

As semelhanças são inquestionáveis: ambos - alma e espírito – (1) louvam a Deus, (2) manifestam sentimentos, (3) são remidos, (4) sobrevivem a esta vida (5) são opostos à carne. 
Pelos versos apresentados é IMPOSSÍVEL atribuir diferenças entre espírito e alma tendo as Escrituras como base.

É loucura ousar que apenas o espírito é objeto da regeneração e não a alma.

Não é cristão acreditar ou afirmar que alma e espírito são dimensões diferentes na unidade humana. Se há cura da alma, ela também é cura do espírito, ambos estão sãos ou doentes.

Na tentativa de transformar “isso” em cristianismo há loquacidade, muitas palavras e um emaranhado de versículos bíblicos, descontextualizados, sem a compreensão correta, sem explicação adequada.

Não há poder, nem conhecimento humano capaz de penetrar nas profundezas da alma – espírito - humana. Católicos, xamãs, pastores evangélicos ou psicólogos ao difundirem tal prática apenas evidenciam as facetas de satanás.

Retornando ao diálogo inicial, apenas a incredulidade poderia sustentar tal insanidade, ou... Deus lhes enviando a operação do erro para acreditarem na mentira.