"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A soberba, a ignorância e a morte



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As motivações anteriores à morte.
Adão buscou sua liberdade. Em sua autonomia pretendida, sonhava com a independência de Deus - ficar fora de sua comunhão, criar suas próprias verdades, ser seu próprio senhor. A despeito das advertências, dos riscos, a desobediência lhe foi conveniente, pois permitiria conquistas e poderes, estabelecer - e conhecer - seus próprios limites.

O decreto de Deus.
Difícil perscrutar como surgiram as bases para nosso pai primeiro escolher sua autonomia por um preço tão alto - a morte. Julgou Adão que a punição não abateria sobre ele.
E Deus sentenciou:

“No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás”. (Gênesis 3:19)
Com a escolha feita por Adão - a humanidade inteira que nele estava - passou para uma nova dimensão da existência, pois, com precisão, Deus fincou marcos que limitariam a extensão da “nova vida humana”:
“porquanto és pó e em pó te tornarás”.
A morte estava introduzida na esfera humana. O novo homem, livre de Deus como desejou, mas, agora mortal e só, em vão lutaria contra morte.

A nova e cruel realidade.
Olhamos em nossa volta e constatamos sua presença: morrem crianças, idosos, sábios, estultos, ricos, pobres. E mais, olhamos para nós mesmos... a morte habita em nós e vem de todas as direções, ninguém lhe escapa, e seu manto de trevas envolve o que conhecemos por vida.

A ilusão como estratégia de sobrevivência.
Pode-se, por soberba ou ignorância, questionar-se a historicidade desses fatos, negar que a morte está associada à penalidade, mas, a morte, o contexto, e nossas aflições os comprovam. A mente humana feita refém da morte, desenvolveu estratégias para romancear esse duro e terrível convívio. Tenta escondê-la, diminuí-la, negar que se trata de um ato soberano de Deus e, disfarçando, afirma: “morre-se porque se tem de morrer”.
Mas em seu interior há clamor pela vida! Vale tudo para enganar a mente e o coração, mas é inexorável a sentença, o juízo:

“porquanto és pó e em pó te tornarás”.
Com astúcia e engano utiliza-se de sofismas; dela tiram poesias, constroem frases, maquiam-na para deixá-la menos terrível, menos cruel. A despeito de toda ilusão sugerida, permanece um insano paradoxo, um torneio de conflitos na mente humana: a fraqueza diante dela e o enganoso triunfo sobre ela.

A presunção subjugando a razão.
Cauterizando a própria consciência, nega-se o poder e o rigor da realidade.
Grita a razão:

Vivemos um cenário de morte, e nenhum poder temos que amenize ou nos faça fugir!
Uma bizarrice coletiva elevou o homem mortal a juiz, outorgando regras e valores do "além da morte", estende seu poder também sobre eternidade. Ainda que refém da morte, acalenta-se como senhor do próprio destino, "deus" da eternidade. O sonho de Adão ser "semelhante ao Altíssimo".

Um salto para o poder: a fé na fé.
Tomado por mágica, saltando por sobre a morte, chegou à terra do nunca. Onde não há verdades, abolida foi a razão.
Desembainhada a espada das “convicções e poderes”, em fantasia mental, seu imaginário criou de si e para si seu próprio “deus”.
A esse escravizou e, em insana abstração, aportou no picadeiro do absurdo, com seu “deus” debaixo do braço, e com ritos e liturgias, a ansiedade e desejos pessoais chamaram-na de "fé". Aí mantras positivistas, formaram a religião que o fez senhor também da eternidade. Pobre homem, crendo em seu próprio coração, julga-se o senhor de todas as coisas.

O ápice da insana autonomia humana - o sonho de Adão foi realizado.
O delírio.
Nesse enganoso cenário sentem-se os senhores da vida, da morte, do destino, da eternidade. Nesse delírio perverso, sua mentira contribui para sua própria escravidão. A dura realidade o mantém circunscrito a uma vida que se esvai, escapa-lhe entre os dedos sem nada poder fazer. Mesmo assim, mantém seu delírio de poder, tenta dar sentido ao fugaz: o amor, os prazeres, o poder, o conhecimento e reconhecimento, sua bondade... tudo lhe aporta e nada lhe dá sentido permanente. Segue sem esperança em direção à morte.

A morte pela segunda vez.
A soberba e a ignorância o fizeram senhor, portanto, nada há acima do homem. Não há verdade nem poderes além dos seus. Rejeitam a Cristo, negam a esperança e a vida sem morte não passa de estupidez. O amor de Deus perdeu sentido, perdeu valor... rejeitam a vida novamente.

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto? (João 11:25-26)

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