"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

Visitantes

Posts

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O acaso na soberania de Deus


Vá ao link: 

S
abendo, pois, Jesus tudo o que lhe havia de suceder, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais? (Jo 18:4)

Este texto ressalta e salta aos nossos olhos: “Sabendo, pois, Jesus tudo o que lhe havia de suceder”. Traz a clareza dos céus, simples assim, Nosso Senhor sabia o que lhe sobreviria, sempre o soube.

C
omo podem a partir daqui ensinar algo que não chegue até o trono soberano do Deus Altíssimo? Como ousam alguns a colocar o próprio coração como guia das verdades eternas?

É mesmo assim, em sentido contrário ou texto, está o desafio do ensino das milhões de vozes mundo afora, vozes que são ouvidas. Elas forjam  texto dando-lhe um novo sentido, assaltam nossa consciência na busca de roubar Deus de Deus.  

Incluem a soberania do acaso em lugar do poder de Deus, tais tentativas de sedução tem logrado êxito, vejam a multidão que aceita tal infâmia e ainda sorri altiva.

É a oferta das glórias e reinos da terra, fazer do homem senhor, dar-lhe as rédeas do destino, de todo o universo, enquanto o Criador é feito refém dessas escolhas, isto é o que propõem.

Não nos deixemos seduzir por tais ensinos, são doutrinas das trevas, a obra mestra da sabedoria humana.Não nos deixemos enganar por essa falácia evangélica, pois nada mais é que a incredulidade ungida pela psicologia, filosofia e seus agregados naturais. Estão entorpecidos e rugem em nosso derredor para tragar corações altivos. Acautelem-se desses lobos, que perderam até a aparência de ovelhas.

Que o Senhor seja abundante em meio de nossa congregação, luz às nossas mentes e conforto aos nossos corações seja nossa oração.
Percorreremos as Sagradas Letras e mais uma vez não me furtarei de afirmar quem é nosso Deus.

C
omecemos pelos momentos que antecederam o texto lido, iniciemos na última páscoa. "E achou Jesus um jumentinho e montou nele, CONFORME ESTÁ ESCRITO: Não temas, ó filha de Sião; eis que vem teu Rei, montado sobre o filho de uma jumenta". (Jo 12:14)

É a chegada do Senhor em triunfo para ser aclamado Rei, conforme Zc 9.9. Estava ali um pequeno animal, nunca montado para servir ao Senhor em sua chegada a Jerusalém. Desceria entre hosanas e aleluias das multidões para que se cumprissem as Escrituras, caso não o fizessem as pedras o fariam (Lc 19.40), a Palavra do Senhor se cumpriria.

L
emos mais, “Em verdade o Filho do homem vai, CONFORME ESTÁ ESCRITO a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do homem é traído! bom seria para esse homem se não houvera nascido.” (Mt 26:24).

Deus nos deixou palavras para uso em seu sentido natural, comum, e devemos lê-las de acordo com essa graça. Vale ressaltar que nem a soberba punida em Babel revogou-a, pelo contrário multiplicou-a: a comunicação se dá pelo sentido natural das palavras. E isso se multiplica através das Escrituras, onde há poder e soberania: Jesus sabia tudo o que viria acontecer.

P
rossigamos um pouco mais, leiamos a sentença do Mestre a Judas: “o que pretendes fazer, faze-o depressa” (Jo 13.27). Assim satanás e Judas em conluio, reproduzido nas ribaltas evangélicas de nossos dias, saíram para realizar livremente - o que “pretendiam fazer”  - a determinação do Senhor – “faze-o”. Como negar soberano poder sobre satanás, sobre Judas, sobre todos os eventos, tudo se ajustaria à sua caminhada rumo ao Calvário.

E em oração ao Pai: “nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que se CUMPRISSE A ESCRITURA. (Jo 17:12).  Apenas os onze discípulos, ficariam com o Senhor, e outra vez lemos, ”para que se cumpra a Escritura”. 

Uma textura eterna de poder e honra é desenhada por estes dois textos: O cumprimento da Escritura, o mandamento do Senhor e a vontade escrava de Judas.

Somente a desonestidade intelectual ou incredulidade tentam diminuir as forças dessas evidências. Toda a realidade que percebemos e que não percebemos foi determinada conforme o conselho do Santo Deus  na eternidade passada.

P
rossigamos, Marcos nos relata: “E eles, havendo cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras”. Um pequeno coral entoa louvores, e caminha ao lado Deus de Israel, na verdade antecipam a morte do Senhor, que caminha sabendo TUDO O QUE LHE HAVIA DE SUCEDER. O Senhor tem contado todos os passos que dará... como ovelha muda perante seus tosquiadores segue rumo à cruz, em Isaías o Senhor determinou.

E mais, antes que chegasse o beijo da traição, antecipa a reação de todos seus discípulos: "Todos vós esta noite vos escandalizareis em Mim; PORQUE TEM SIDO ESCRITO: Ferirei o pastor, e as ovelhas serão dispersas”. (Mc 14.26-27).  

Com coração abatido, sabe que ouvirá de todos, “Ainda que seja necessário, morrerei por ti” (Mc 14.31). Há tristeza e pesar no semblante do Cristo de Deus, assim frente à criaturas tão pequenas e frágeis, que pensam em contribuir para o Mestre, manifestam, sim,  sua bravata contrária às Escrituras. Todos deixariam o Mestre só - igual faríamos caso lá estivéssemos.

A promessa de fidelidade eterna é declarada ao Senhor, que sabe resistiria apenas alguns minutos, CONFORME ESTAVA ESCRITO.

Pergunto: O Senhor construiu esse cenário, ou apenas se aproveitou da crueldade humana, em apatia celeste? Ao ver a morte do Filho, morto pelo acaso, propôs a redenção? 

Os textos lidos reafirmam a soberania de Deus e garantem que os ensinos contrários vem daquele que jaz sob maldição: “rastejarás sobre o pó da terra”. 

P
ercebamos seu poder de mudar todas as coisas: ”Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?” (Mt 26:53.54). Havia no Senhor todo o poder e autoridade para cancelar a sentença da cruz, mas não o fez para que se cumprissem as Escrituras, para que a vontade e a palavra do Pai conduzissem e determinassem a história humana.

T
odos os pequenos e grandes detalhes foram soberanamente determinados para que o Santo chegasse à bendita cruz. E para regozijo nosso e confrontação com nossos adversários lemos:
“Jesus, o nazareno, varão aprovado foi entregue pelo desígnio e presciência de Deus.” (At 2.23). 
É hora de por de lado nossos fardos, lançarmos mãos de nossas espadas, é a luta contra as hostes do mal.

L
eiamos novamente, para o relato da morte de Jesus, Deus utilizou os termos DESÍGNIO E PRESCIÊNCIA. Jesus foi morto de acordo com a presciência de Deus. Isso exige nossa atenção: Nossos acusadores humanistas – e há aqui seus representantes - afirmam ser a presciência a aceitação da parte de Deus das decisões humanas. E vendo Deus  antecipadamente - daí, dizem eles, a presciência - todas as coisas que adviriam montou seu plano.  É isso mesmo que pensam homens e mulheres cujo coração tem se elevado acima das nuvens. Não afastemos nossas mentes desta afirmação: Isso é ensinado mundo afora, e, pior, aprovado por homens e mulheres que se dizem povo de Deus.
Asseveram eles, que Deus viu que iria ocorrer, e daí AJUSTOU seu plano. Logo presciência é a passividade poderosa de Deus, pois fez um plano baseado nas escolhas humanas. 

Ao aceitar tal tese – violência hermenêutica e corrupção exegética, além de um engodo etimológico – concordamos que nossa salvação foi obra do acaso. Isto posto, destitui de Deus o poder de santificar-nos, de preservar-nos e mais chegaremos ao céu baseados em nós mesmos. O Senhor dos Exércitos, o Santo viu que eu iria crer; mais, viu que iria me santificar; mais, viu que "não me desviaria", viu que cheguei ao céu. Essa abordagem não é a salvação por obras? Não há Deus Pai na escolha, Deus Filho na redenção e Deus Espírito na santificação. Presenciamos a exumação das doutrinas romanas. A morte ressurgiu em manto evangélico. É o poder das trevas, e sutilmente sem imagens – não nas paredes. Assim, é possível entender o cristo evangélico, pois nada mais é que retórica e mantra.
Mas quantas vezes lemos que o Filho do homem vai conforme está escrito? Para que se cumprisse a Escritura? Há dolo no Altíssimo que se fez poderoso apenas para nos impressionar?
Seu poder nada me oferece além de minhas próprias possibilidades? Esse é o deus que tem sido pregado por lábios profanos. Anátema sejam todos que proclamam tal discurso, são porta-vozes das trevas, não lhes tarda o juízo lavrado desde a eternidade.

N
ão, assim não, esse não é nosso Deus que escreveu com sangue o caminho da paz e liberdade. Que desde a eternidade determinou todas as coisas conforme o conselho de Sua vontade, senão, leiamos o que foi estabelecido para seu Filho: Nascido de uma virgem, na cidade de Davi, anunciado por João, o batista, traído, abandonado, pendurado no madeiro, morto desde a fundação do mundo, em glória ressuscitou, subiu aos céus. O Rei, Justo e Justificador, Juiz, Alfa e Ômega e tanto mais que Ele próprio, em sua humildade não revelou.

Adverte aos seus adversários: “Mas, se não credes nos escritos, como crereis nas minhas palavras?” (Jo 5:47). Conforta os nossos corações, pois nos chama para Si e ensina: A fé não é de todos.
Isto nos basta, levantemo-nos.


Pregação na Igreja Batista Regular Renascer (Manaus, 08.08.2010)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.