"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A morte na Sociedade da Morte

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“E na crueldade lógica da desesperança a vida sucumbe à morte. Pois, na falta de esperança a morte é senhora, portanto, ela e não a vida passou a ser reguladora da existência do novo homem. Percebeu-se face a face com um inimigo invencível: a morte”.

Na Sociedade da Morte (Parte 1) verificamos que o homem, após ascender ao nível de senhor do universo, conferiu a si mesmo de poder e autoridade suficientes para solução de todos os problemas. Entretanto, o mundo real lhe pôs à prova colocando-o diante da morte. (Lembremos que o novo cenário construído pelo poder humano, nada, nem ninguém é maior que o homem). 

O mundo, então, o desafiou conduzindo-o para ficar face a face com algo que lhe é superior: a morte. Estava o senhorio do homem totalmente comprometido, passando a ser o maior desafio para consolidação de sua completa soberania sobre a criação - ou evolução. 

A maior questão para sociedade estava posta: Como vencer 
a morte, o inimigo invencível? 

Mantendo-se coerente às “verdades fundamentais” que lhe garantem o poder, serviu-se dos artifícios da mentira e da ilusão para empreender mais uma batalha contra a realidade.

O mundo real, por lhe ser demasiadamente duro, precisava ser revisto, ou a gravidade do contexto lhe imporia sua real condição. 

Desviando sua mente da realidade, pois esta avulta suas limitações, o novo senhor do universo configurou um cenário próprio à sua "racionalidade" e poder. 

Em face da derrota iminente, uma nova concepção da morte urgia. Ideia de morte punitiva ou de vies moral em muito lhe afligia. A solução encontrada foi alterar-lhe sua natureza. (Mesmo que as demais disciplinas do conhecimento humano reconhecessem na morte uma intrusa). O novo homem não se intimidou, lançou fora a reflexão de toda humanidade, adotou sua própria sabedoria e impotente diante da morte, saiu para reconceituar a vida. 

Em sua estratégia, mudar a natureza da vida pareceu-lhe mais simples, mais científico. Assim, a vida sob o escrutínio da sabedoria humana, passou a ser um mero fenômeno da biologia. Reduzida a grandeza da vida humana, reinventou-se uma "nova vida": a vida que morre. 


Agora membros da família das bactérias, ingressamos na antropologia dos seres “sem alma”. Degradou-se a vida, para inventar a morte da morte. "O que não se vê não existe", é a máxima dos profetas da nova ordem. 

A batalha iniciada, e já perdida, contra morte sofreu, desta feita, um revés – mesmo que de mentirinha. Se o mundo real garantira a derrota do homem moderno, a semântica e a falsa ciência, serviram como portas dos fundos para uma “saída honrosa” - uma vitória nos tribunais do engodo. Inconscientemente, mas obrigatoriamente, transformados em mero agrupamento celular, vivemos a nova vida, somente a espera da morte. 

A morte passou a ser o fim de todas as coisas, uma necessidade limítrofe para a vida, proclamou-se (como as demais falácias) a vitória da morte sobre a vida. Concluída a tese, a morte passou a ser “um bem para vida”, e mundo afora, retirou-se da morte seu o caráter de verdugo cruel, transformando-a em bobo da corte. Estava vencida - contornada - a batalha. 

O próprio pensamento voltou-se para adotar os sofismas necessários o convívio com a vitória humana sobre a morte. Perdeu-se a reflexão sobre os aspectos mais profundos da "consciência" (que chamávamos de alma). A nova verdade encerrou a diferença constitucional entre o “humano” e o animal.  Agora semelhante ao porco, onde um desses se realiza na lama.

Com a morte redefinida, o novo humano precisou celebrar tão importante evento. Uma metamorfose brutal e estúpida fez com que o sentimento de perda fosse motivo de alegria e felicidade. Festejar as perdas, passou a ser um brinde à vida. O que antes era pesar, agora são sorrisos, o que antes eram lágrimas, agora são brindes. A morte sendo celebrada trouxe a dubiedade da importância da vida e da morte. 

Se no mundo real a morte se mostra sua crueldade e poder, o novo homem criou um cenário semântico onde foi permitida a ilusão de enganar a verdade cotidiana. Mais uma vez os ideais de prazer e felicidade foram determinantes para negar-se a verdade.


E segue o pobre homem pensando-se deus... em um mundo em que a morte está viva e a vida está morta.

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Removi o anterior para melhor esclarecimento.

      RESPONDENDO SEU COMENTÁRIO...

      Prezado irmão,

      O sentido da palavra "tomar decisão" é deixar que Deus trabalhe em nosso coração (espírito humano) para que as coisas velhas passem e nos tornemos novas criaturas.

      Realmente a operação vem de Deus, através do Espírito Santo, porém, muitos não desejam e nem valorizam esse novo nascimento, e isso por alguns motivos:
      Não querem carregar a sua cruz...
      Não querem abrir mão das vantagens que este mundo oferece (porta larga); em suma, não querem ser perseguidos por amor a Cristo.

      Espero ter respondido sua indagação.

      Fique na Paz de Cristo Jesus.
      ***Lucy Jorge***

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  2. Irmão Paulo,

    Quanto ao seu questionamento no blog da minha esposa, passarei a responder:

    -> Não sou judeu para ter que guardar o Sábado, muito menos Adventista do Sétimo Dia.
    O que ocorreu foi que, o irmão não leu a postagem na íntegra, na qual é refutado veementemente a guarda desse mandamento da Lei.

    -> Percebi que ao fazer a leitura inicial, pode-se ter uma interpretação contrária do texto em questão; por isso, tomei a decisão de retirar parte do referido post, deixando só o que importa para um bom entendimento sobre mais esse jugo da Lei, o qual o Senhor Jesus Cristo já cumpriu por nós.

    Espero ter respondido ao irmão.

    Paz Seja Contigo,
    JC de Araújo Jorge

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  3. Amados, obrigado por virem aqui por causa das minhas interpelações em seus blogs.

    Que o Senhor guarde a todos nós, e que Ele nos permita ser fieis proclamadores de sua verdade.

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.