"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Liberdade humana ou Utopia psicológica - Parte 1



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Mateus 24.13, onde se lê: “aquele que perseverar até o fim será salvo”. Com este texto um irmão me interpelou a respeito, segundo ele, do claro ensino da participação do homem na salvação. Sua intenção estava na exaltação do esforço humano frente a Deus e, principalmente, garantir a plena liberdade de escolhas do homem. Interessou-me fazer uma avaliação mais ampla daquela “convicção”.

O tempo – cristianismo - que vivemos permite-nos observar que a liberdade humana é o princípio, fundamento e a garantia de todas as heresias. Chegando a assenhorando-se da igreja do Senhor, transformou-a em um espetáculo circense em nome de Jesus: um grande picadeiro, com palhaços em cambalhota e aceitação irrestrita e frenética da multidão profana.

A liberdade proclamada, sem cerimônia alguma, insinua-se inebriante, sobejando humanismo, subiu em púlpitos, promoveu homens, trouxe vantagens ($$$) e saúde para todos. Tão forte que não para de estender suas garras. Tudo está sob o controle e poder do homem.

Alguns questionamentos devem ser feitos sobre o que está posto sobre a liberdade humana: Em que dimensão ou extensão o homem é livre? Há limites nela? E principalmente: O que dizem as Escrituras sobre a liberdade humana?
Devemos lembrar que estamos considerando-a segundo as verdades cristãs expressas nas Escrituras! E por assim ser, precisamos respondê-las sob o escrutínio das verdades reveladas. Entretanto, urge verificarem-se seus fundamentos ou causas.

Ela surge da necessidade do homem em romper os “grilhões da escravidão religiosa” - Deus. Alegou-se que a submissão histórica do homem a Deus fora fruto da ignorância das nações: “Deus” é uma imposição dos poderosos sobre seus vassalos  - aculturados. Assim, a liberdade do homem veio para selar a independência do homem da “tirania religiosa”. Deus foi definido como uma estratégia de manutenção de poder criada pelo homem. 

Outro ponto da questão foi resolvido indo em busca de achar na própria Escritura o fundamento desse novo fundamento: 
Se a Escritura afirma que o homem é responsável diante de Deus, logo a contrapartida “libertária” afirma que o homem é livre. Concluem: somente um ser livre pode ser responsabilizado por suas escolhas, e nenhuma outra tese pode ser posta.

Para garantia e exercício da liberdade, retiram-lhe das Escrituras sua verdade e suficiência. 

Assim, com os marcos estabelecidos pelo Senhor destruídos, findou a separação do Criador de suas criaturas. Agora, ambos estão em uma única dimensão, e Deus é tudo em todos – e o cristianismo se afoga em pântanos panteístas.

Como resultado foi criada uma nova dimensão – mesmo que irreal – onde fundiram-se o Senhor, criador de todas as coisas, e suas criaturas. 

entretanto, a verdade do Senhor deveria ser suficente: Elas afirmam que há marcos que separam a natureza conhecida e criada e divindade eterna. Marcos que separam os céus da terra, os nossos pensamentos, os nossos caminhos dos pensamentos e dos caminhos do Altíssimo. 

Há, de fato, um mundo além de nossas percepções, impossível de percebê-lo, compreendê-lo ou lá chegar.

Este torneio – humanismo religioso e Revelação de Deus - exige muita energia e os defensores da liberdade humana participam dele negando o que estabelece a Palavra e o Senhor.

Oferecem suas mentes como instância final da verdade, colocando-se como o próprio Deus. Sem regras e desqualificado o mediador, dizem eles: A controvérsia fica sem um veredito e todos tem razão. 

Não buscam a verdade, mas sim, garantir um lugar para mentira.  

Suave é ao homem o pão da mentira, mas depois a sua boca se encherá de cascalho. (Pv 20.17)

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