"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Um pouquinho do amor




Depois de uma sequência de questionamentos que conduzem à convicção que somos guardados por Deus, chega-se aqui:

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 8:35-39)

O texto inicia com um questionamento sobremodo importante para nossas vidas: 
Quem nos separará do amor de Cristo? 
E mais, que importância há em ser por Ele amado? São questionamentos relevantes para o momento que vivemos. Quando o cristianismo passou a ser apenas um jogo moral ou um mero instrumento de barganha celestial para usufruto dos prazeres passageiros deste mundo. 

Há alguns aspectos no texto que devemos considerar, e deles aprendermos algumas das dimensões do amor: 

1. O amor é de Cristo e não nosso. 

Isso nos leva a uma dimensão além do que podemos meramente considerar. Ele afirma que nos ama como o Pai o amou (Jo 15.9). 
Isso foge completamente à linha de compreensão de toda a extensão do que está posto: Somos objeto do amor do Filho, da mesma forma que Ele é objeto do amor do Pai. 
Não se insinua que estamos unidos a Cristo fundamentados em nosso amor, mas sim, no amor que Cristo dedica a cada um de nós. Se bem que manifestamos o nosso amor por Ele pelo fato de guardarmos sua palavra - testemunho cristão. Se é que a guardamos. 

2. As dificuldades a serem experimentadas são proféticas: "Como está escrito".

Esta é uma perspectiva da vida cristã - e da sabedoria de Deus - que tem sido desconsiderada pela multidão evangélica. As dificuldades próprias de cidadãos celestiais em caminhada em meio a povos inimigos – nesta terra. 
No tempo passado, antes que a primeira alva entrasse no túmulo vazio do Senhor, Deus determinou as dificuldades que haveríamos de enfrentar. Sim, desde a eternidade passada o Senhor escolheu um povo que deveria evidenciar ao mundo o Seu poder.
E isso seria feito, absurdamente, por meio de uma conduta que honrasse o Autor do plano. Pois, em meio aos contrários  - a multidão de pensamentos, pessoas, condutas - evidenciaríamos a vida de Cristo em nossas vidas. Andaríamos e engrandeceríamos Aquele que nos amou.

3. A superação é uma obra de Deus: “somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou”. 

Isso seria a nossa vitória... e foi escrito para nosso ensino, confiança e esperança. 
E ao superarmos a legião de inimigos perceberíamos que tudo “que fizemos” esteve sob a providência do Todo-Poderoso.
O amor de Cristo por nós as superaria, e nos conduziria de forma a entendermos que nada, nem ninguém nos separará de seu amor. 

O apóstolo tinha experiência suficiente para afirmar: “Estou certo”.

Nada de somenos, o Espírito de Deus dá, não somente ao Apóstolo, mas a todos nós a certeza que NADA nos há de separar do amor de Cristo. E ele deixa para trás as ameaças naturais e traz um elenco: a morte, a vida, os anjos, os principados, as potestades, o presente, o porvir, a altura, a profundidade, qualquer criatura. Sobre estas não temos qualquer poder ou domínio. 
São eventos ou criaturas além do que podemos perceber. E o amor de Cristo garante que superaremos a todos eles. Nenhum deles será insuperável para o nosso encontro com o Senhor do amor.

Nada poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo. 


Ora vem Senhor Jesus!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O fim da esperança evangélica


Manaus, 2015

A vinda de Cristo, o mundo futuro, a eternidade são temas que estão fora da agenda cristã.

O que determinam as Escrituras causa desconforto à igreja rastejante, essa prefere embrenhar-se nas questões sociopolíticas - sem esquecer as ambientais - a contemplar os céus.

Reproduzem os mesmos passos dos papistas, seguem alvissareiros em seu fascínio, em sua ribalta não se deixam à voz do Senhor:
Como pois dizeis: Nós somos sábios, e a lei do Senhor está conosco? Mas eis que a falsa pena dos escribas a converteu em mentira. (Jr 8:8)

O “povo evangélico” - em sua autonomia - criou e está consolidando seu próprio conceito de Deus. 

Obtendo seus conceitos com base em sua lógica e sabedoria tem escrito sua própria história, como se pudesse definir o futuro a revelia do Altíssimo.  

A esperança do evangelho foi trocada pelos encantos do mundo. A despeito da exortação de Pedro sobre a prontidão de nossa esperança, temos observado que a cruz tem sido subvertida pelo fascínio das ofertas feitas no deserto... e rejeitadas pelo Senhor.

O vigor evangélico necessita resgatar sua importância e necessidade:
"Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas".

A secularização das mentes tem subtraído a atenção e fornecido a desorientação necessária para fuga das Escrituras.
Na independência religiosa, a eloquência ganhou status de verdade, fazendo com que a verdade ficasse desatualizada. É como vemos com o livro do Apocalipse, transformou-se peça suplementar, sem conexão com qualquer outro livro das Escrituras, fora dos trilhos da história humana.  

Roubadas foram as credencias desse livro. Suas mensagens, advertências, e principalmente o seu caráter profético foi posto em descrédito. A conduta evangélica desses dias "sugere" que o Espírito de Deus cometeu um erro ao referendá-lo como palavra do Senhor. 

Há evidências internas que garantem a importância de seu conteúdo e doutrina. Senão, leiamos a palavra do Senhor:
Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João; (Ap 1:1)

A origem da revelação é do Senhor (vv. 9, 10, 17,18); o propósito é promover esperança para os crentes. Destituir o texto de sua pujança é destruir os pilares da esperança em favor da razão alterosa. 

O Preterismo lançou a Revelação num canto escuro da história humana, subjazendo um enfadonho e indecifrável texto. Deixando a esperança inscrita na melhoria do mundo.
E mais:
Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. (Ap 1:3)

O adjetivo escolhido por Deus para seus leitores é FELIZ, bem como, aos que ouvem e guardam seu conteúdo, FELIZ. Apenas a autonomia religiosa pode arremessar tal esperança aos sótãos empoeirados da liturgia acadêmica.

Pouca ou nenhuma importância tem sido dada a este Livro. Para muitos, que insistem em “espiritualizá-lo”, golpeá-lo com "demasiado simbolismo", seu desvario seria vê-lo fora do Canon. Talvez, por trazer advertências graves contra o secularismo e mundanismo que tomou acento e o discurso nos púlpitos da igreja.

Quão grande a pretensão humana considerá-lo coisa de somenos!

Sob a visão da Contemporaneidade das Igrejas entende-se, que Laodicéia é a predominância de nosso tempo. É oportuno verificarmos que Laos significa povo; e que Dikê, costume. Assim convivemos com a Igreja das doutrinas - costumes - humanas, dos costumes populares. A romanização - leia-se paganização - do mundo cristão da atualidade. Necessário é reafirmar 1.5 que fala: A FIEL TESTEMUNHA. 

Renovo aos senhores da cátedra dominante que as credenciais do testemunho contém a autoridade daquele que "O Fiel Senhor de céus, terra, mar e ar":
E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça. (Ap. 19.11).

E a respeito do momento que vivemos, adverte: 
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca. (Ap. 3.15-16).

O mesmo corpo que se apresenta com saúde doutrinária, leva, como marsupiais, o secularismo em si, afastando-se do afasta do Senhor.

O refrigério para nossa geração não está em nossa sabedoria, mas sim, na longanimidade do Senhor que diz: “vomitar-te-ei”, assim tem adiado seu juízo para um tempo futuro. Até lá ouçamos a voz do amor de Deus:
Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.(Ap 3:19)


Sei, poucos ouvirão, pois a multidão tem ouvidos e corações que já definiram a própria esperança. 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Pe. Fábio e sua mensagem das trevas




"... minha salvação não depende do que as pessoas pensam de mim, mas sim, do que Deus sabe a meu respeito". (Pe. Fábio, religioso católico romano). [paráfrase]

(A análise do texto acima)

Primeiro é preciso considerar uma advertência que o Senhor faz aos servos para atentarem para o engano em forma de sabedoria:

“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2:8)

Tornou-se um padrão religioso nestes últimos dias a criação – adoração - de líderes. Todo arranjo religioso que deseja projeção precisa entronizar um desses. O que é muito interessante é que esses não chegam a tal status pelo conhecimento de Deus, pela vida pessoal ou por qualquer atributo espiritual.  Não. Os critérios ou atributos que os levam a aclamação estão dissociados do ideal cristão. Pelo contrário, muitos são blasfemos, ímpios, mercadores de fé, adúlteros, efeminados. E, em regra, a multidão de seguidores não possui percepção alguma do que realmente é cristianismo, e pior, desprezam todas as advertências contidas na Palavra de Deus. Isto, ao longo da história cristã, tem oferecido o combustível essencial para criação e crescimento das seitas, em pauta o catolicismo romano.

O papismo com sua inextirpável história, com seus pares políticos e sua teologia é a materialização das obras das trevas. E de forma espetacular, durante séculos, expropriou o cristianismo. Apresentando em seu currículo de abominações: a adulteração do Canon Judaico; corrupção de reis, conluio com poderosos; associação ao nazismo – na perseguição genocida de judeus; matança e permissão para matar; condenação sem julgamentos; prática de crimes sexuais - pedofilia e prodígios na mentira, incrivelmente tenta ser um movimento religioso, e pior, muito pior... cristão. É uma folha vasta de dolo, crueldade e conduta obscura em nome de deus – que só eles creem.

Portanto, um texto vindo de lá jamais contribuiria para o engrandecimento do nosso Deus, o Deus das Escrituras. 

Desprovido de verdades divinas, deveria ser deixado de lado, mas merece nossa atenção. Não pela autoria – definitivamente os papistas nada sabem das Escrituras, e sim, pelo dano causado a todos que podem fugir das sendas da insensibilidade para com Cristo e das garras de satanás. Por isto, por amor aos que estão em trevas, abordo este “sumário soteriológico do absurdo” intentado pelo sacerdote, Pe. Fábio.

Aos que o lerem, ira ou curiosidade.  Oro ao Senhor para que seu Santo Espírito desperte a curiosidade necessária e que a ira seja contida. Mesmo sabendo que todo o entusiasmo contrário virá corroído de ressentimentos e sem a citação da palavra de Deus.

A tese do padre, aos que conhecem a salvação que há em Cristo, nada mais é que um retoque artificial em argumento pagão. E mais, reflete a aflição de um coração que desconhece completamente a Deus. Mesmo assim, mantém o passo firme. Esses líderes sem escrúpulos e sem conhecimento não terão limites, em sua avidez, em suas heresias destruidoras. Nada mais perigoso que a astúcia em forma de sabedoria.

Ignoro o propósito envolvido, mas é possível perceber, "sua doação" em benefício das pessoas. A ideia é de engano por meio de sofismas para atingir àqueles que por ele esperam. No entanto, é apenas a retórica da banalidade – usar o nome de Deus em meio a elementos totalmente pagãos. A pretensão é orientar seus seguidores a caminhar em “sua verdade”, unidos a ele. Não há inocência no sacerdote, e Cristo contra ele afirma: "Se um cego guia outro, ambos cairão no abismo".


"... minha salvação não depende do que as pessoas pensam de mim, mas sim, do que Deus sabe a meu respeito".

Sua frase completa é uma declaração de mudança de entendimento a respeito da salvação. Desqualifica o primeiro e afirma o segundo.  Contudo, tanto o primeiro quanto o segundo são absolutamente falaciosos. O que pode parecer sábio ou superior é inócuo e fraudulento, sem escrúpulos conduz seus seguidores a crerem na mentira, afastando-os da verdade de Deus. 

"... minha salvação não depende do que as pessoas pensam de mim.”

É possível, nesta primeira frase, perceber que há um pressuposto que sua ou a salvação depende do conceito social da pessoa.  Como seria oportuno saber como foi construído esse conceito - o conhecimento entre as pessoas levar à salvação!
Quais foram suas bases? Textos? Talvez no Caderno de Teologia do Globo Rural (sic). 
Sem maiores reflexões chega-se a conclusão que sua pressuposição nega o caráter do único Juiz de Deus, conferindo às pessoas tal papel. Uma salvação sem Deus. A salvação social: do homem, pelo homem e para homem. Retrata bem a crença espírita do padre.

A salvação viria da obra de cada um; das virtudes humanas, bondade, abnegação, da esmola e sopas aos pobres, da distribuição de brinquedos natalinos, altruísmo, das lacerações da própria carne etc.

Este discurso é a sutil rejeição das Escrituras, do Deus eterno, de Jesus, do seu sangue, do Santo Espírito. E por este motivo de grande aceitação. Contra tal heresia, a Palavra de Deus diz:

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé;
e isto não vem de vós, é dom de Deus." (Efésios 2: 8).
E mais:

"Mas se é por graça, já não é pelas obras;
de outra maneira, a graça já não é graça.
Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça;
de outra maneira a obra já não é obra." (Rm 11: 6)

A salvação pertence ao Senhor, é um presente dado gratuitamente ao pecador. Vem de Sua liberdade e amor. Jamais do conhecimento entre criaturas.

E ele passa para sua conclusão:
“mas sim, do que Deus sabe a meu respeito".

Percebe-se, na segunda frase do padre, um "salto de percepção”, ao oferecer sua nova tese de salvação. Nela arrisca-se mais religioso - cita Deus. Que Deus é esse? Só ele sabe. Contudo, o faz à revelia do próprio Deus criando seu próprio deus. 

Apresenta um critério particular de juízo a ser utilizado: "o que Deus sabe a meu respeito". Mesmo que a Palavra de Deus afirme que apenas Deus é Legislador e Juiz, o padre toma o lugar de Deus. E legisla sobre o critério de julgamento de Deus.

O que ele pode afirmar sobre o conhecimento que Deus tem de cada um? Quanta subjetividade há nesse juízo? O que um juízo subjetivo pode trazer, senão aflição e angústia?
A respeito do juízo de Deus, a Escritura afirma contrariamente às especulações do padre. Vejamos:
"Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade,
antes tiveram prazer na iniquidade." (II Ts 2: 12).
E ainda:
"Quem crê nele não é condenado;
mas quem não crê já está condenado,
porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus." (Jo 3: 18)

O critério que Deus determinou para juízo é crer na Verdade, crer em Cristo. E em lugar algum fala que nossa salvação é realizada pela subjetividade do conhecimento que Deus tem de cada um de nós.

Qual o motivo da mentira do padre? Sua cegueira o faz um caçador incansável pela projeção pessoal, riqueza, a adoração dos incautos. Levando milhões de pessoas a se distanciarem totalmente da Verdade. Esta aparência de sabedoria é a mensagem de satanás.
Diz a Palavra:
"Porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas." (Jo 10 : 13)

Além do que, sua frase deixa transparecer seu ideal de poder. Ao determinar como Deus deve agir em seus juízos, subjuga a Deus. Retira de Deus a soberania, a santidade moral. Lançando-O no pó da terra, em grilhões dos devaneios mentais do sacerdote romano. Abriu as portas de sua igreja, assentou Deus em seu confessionário, obrigando-o, o Senhor de toda a terra, cumprir a penitência devida. 

Os mantras satânicos do sacerdote flutuam como se angelicais fossem. A Escritura nega a existência deste deus, nega este critério de juízo.
A salvação não é fundamentada no conhecimento que Deus tem de suas criaturas, mas na fé no Salvador. E garante que a salvação vem unicamente por ouvir Sua Palavra.
"E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz" 
(II Co 11:14).

Que Deus seja louvado.

A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

É tempo de rever as escolhas - 3




(Parte final do texto: É tempo de rever as escolhas)

Assim, já iniciamos nossa caminhada em santidade.

Sei que a palavra de Deus é loucura para os que se perdem; sei que o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. (1 Co 1.18ss)

Entendo a exortação e a bondade do Senhor ao estender sua misericórdia a Israel “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Isaías 1:3). E mais afirma: “Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco”.
Não deis crédito à tua sabedoria forjada na fragilidade da solidão dos teus pensamentos, não penseis que as palavras por serem graciosas e atenderem aos teus anseios tenham importância ou significado eterno.  
Sim, ouça o “vem do Senhor”, pois é assim que a Escrituras Sagradas afirmam quem somos nós, e quem é o Todo-poderoso, o Deus criador, Nosso Senhor... e fala de Seu grande amor por pecadores insensíveis.

Olhemos o dia a dia, nos jornais, nas ruas, em todo local que os olhos penetram, concluimos que os caminhos oferecidos pelo Senhor não são os caminhos desejados pelo homem. O homem, em sua vida mortal, se apraza e deleita em caminhos criados em sua própria mente - delírio. 
E sob esse delírio, são loucas as propostas do Senhor: abster-se da prostituição, não mentir, considerar os outros em prioridade.

Os caminhos do Senhor são para todos a perda dos proazeres da vida. A oferta da verdadeira vida é para o homem a própria morte. Pois digo, salvem-se escolhendo a morte.

Como foi possível para nós, salvos em Cristo, que um dia comemorávamos nossos pecados em brindes de deboche contra o Santo, em crueldade diária enganávamos nossas angústias mais profundas e julgávamo-nos heróis do pecado, sim, como foi possível, prostrarmo-nos aos pés do Todo Misericordioso?

Afirmamos por diversas vezes: “Nunca me lavarás”, mas ouvimos: “Se eu não te lavar, não tens parte comigo”. O Senhor, dos altos céus, importou-se conosco. Advertiu-nos sobre a ira vindoura: “Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, (Romanos 2:5).
Em nossa mente perpassou o clamor, em ordenança, dos céus: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19).

A libertação das nossas convicções, das nossas frugalidades, das nossas incapacidades. Impressa foi em nossos corações a esperança, não por mãos humanas, não produto de qualquer religião: “e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura”.
Livres da escravidão do pecado, livres da pena do pecado, como o amado Paulo afirma “Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna” (Rm 6:22).  Mortos para o pecado, mas vivos para o Senhor.
Sim, o Santo deu-nos a liberdade para que caminhássemos por veredas santas, em direção aos céus, nos lábios novos cânticos:

“Prá cidade, prá cidade, com os muros ao redor;
eu andando vou para cidade com os muros ao redor;
lá a harpa de ouro, alegria também, vou cantar aleluia lá”;
Para lá andarei, e ali entoarei...”.

Podemos ler: “Ser-me-eis santos, porque eu, o SENHOR, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus”. (Lv 20:26).
Fomos comprados pelo Senhor para santo sermos.

Lembre-se onde quer que vá, onde quer que esteja terás diante de ti um Deus santo, que exige andar em santidade. E um dia prestarás contas ao Juiz de toda a terra.

E aquele que ouve e continua descansando no engano e na dureza de seu próprio coração, temos a palavra do Senhor, e leiamos com bastante calma para encontrar a eternidade como recompensa.

“Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”. (Ap 21:8) 

Para aqueles que, um dia, se prostraram aos pés do Senhor, aqueles que abriram mão de suas sabedorias e constroem suas vidas, mesmo que sejam pó e cinza, vencendo os caprichos letais da carne, reforcemos nossos corações:

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo”. (1Pe 1:3ss)

 Ao Rei eterno imortal, honra, louvor e glória.


É tempo de rever as escolhas - 2




Segundo passo a ser dado: 
é necessário e urgente sabermos quem é Deus. Voltemos ao texto lido, nele está escrito: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.” Nosso Deus é santo. 

Cabe aqui uma breve explicação sobre o que a Bíblia afirma sobre o que é ser santo. Contrário aos ensinos malditos do catolicismo romano que atribuem aos seus bonecos de gesso suspensos nas arquibancadas infames em suas  centrais de idolatria o título de “santos”. Na Palavra da Vida, santo é um atributo exclusivo de Deus, e somente Ele é santo. Não é uma condição, mas sim, um estado que faz parte do ser de Deus. Significando a compelta separação de qualquer desvio moral. Ou seja, em Deus não há pecado, logo Deus é santo, santo, santo. Nele não há pecado algum, nem em sua natureza, nem em suas disposições, ou mesmo ações.  

Apenas nosso Deus o é por substância, por natureza. E lemos que Ele exige santidade: “Sede santos”. E o motivo está somente nEle: “PORQUE EU SOU SANTO”.

Se possível fosse, percorreríamos toda eternidade e todo o universo e não encontraríamos nenhuma pessoa afirmando: SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO.” 
E há mais, João ao contemplar Nosso Deus registrou: “santo, santo, santo é o Senhor Deus, o TODO-PODEROSO, aquele que era, que é e que há de vir. (Ap 4.8). Não há nenhuma possibilidade de nosso Deus mudar, continuará santo, santo, santo. E afirma o nosso Deus: “Eu o Senhor, vosso Deus não mudo”.

Lembre-se onde quer que vá, onde quer que esteja terás diante de ti um Deus santo, que exige andar em santidade. E um dia prestarás contas ao Juiz de toda a terra.

Assim, já iniciamos nossa caminhada em santidade.

Ao Rei eterno imortal, honra, louvor e glória.

É tempo de rever as escolhas





Manaus, 26 setembro, 2010
Igreja Batista Regular Renascer
  
Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO. (I Pe 1.14-15);

“Tornai-vos santos”, sugere continuidade: andando e , em sua forma natural, para frente.  Logo, surgem em minha mente os cenários de quando caminhava por pequenas trilhas de areia em meio às gramas ralas no Ceará, sob a claridade e transparência de um céu bondoso. Imagino-me, de certa forma, naqueles caminhos, caminhando e lentamente sendo suspenso, subindo aos céus em direção ao meu Senhor. “Subindo aos céus”, é isso que minha mente deixa transbordar ao meu coração. Uma caminhada para o alto, em direção às mansões celestiais, sob um céu tão claro que me permite perceber, mesmo agora, em parte a beleza que esse dia decerto trará.

E quando falo assim, penso no prazer dos céus, eternamente com o Senhor. Esta convicção, a certeza de estar com o Senhor, preenche minh´alma, abrandando a dureza da vida.

Há os que aqui estão, que em nada se importam com as palavras do Senhor. São pessoas que aqui sentadas acusam-me de demasiada pretensão. Porém, lhes confesso que se há alguma pretensão, não foi colocado em minha mente, em meu coração por mãos humanas, mas sim, impressa pelo poder do Altíssimo. É dEle que vem o poder para manter viva a esperança de um desfrutar de Sua presença eternamente. É dEle que vem a disposição de proclamá-la além dos eirados das minhas meditações. Abundante misericórdia para sua alma é minha oração.

E outros que compartilham da mesma convicção, tais palavras são como bálsamo celeste derramado pelo Espírito de Deus em seus corações.

Se o tema dispõe minha alma para pensar em caminhada aos céus, é necessário reforçarmos nosso entendimento a respeito dos caminhos que havemos de trilhar (a santidade).

O termo santidade envolve mais que um aspecto, apesar de apenas um único conceito, a simplicidade exige que o definamos como: "aquilo que vivemos diante das pessoas".

A construção desta exposição pública é feita por meio de seu conhecimento, sua meditação e de sua comunhão com o Senhor. A união destes três movimentos é a santificação, um processo contínuo que leva à santidade. 

A pergunta prudente de quem não conhece o Senhor é: por que considerar o tema?
Porque é uma grande oportunidade para conhecer melhor a si mesmo, conhecer as possibilidades de uma vida digna diante de Deus, dos filhos, da esposa, do esposo, dos pais, dos relacionamentos em geral.

Assim, devemos dar dois passos:

Primeiro, 
é preciso saber-se.  Quem sou? A identificação de quem sou garante a importância do tema. O Senhor responderá por meio das palavras de Abraão, quando esse tentava por em prova a misericórdia do Senhor, (Gênesis 18:27): “Disse mais Abraão: Eis que me atrevo a falar ao Senhor, eu que sou pó e cinza”. Sim, cada um que aqui está não passa de pó e cinza. Nada somos, e se pensamos de forma diferente, operamos em erro, e apenas a misericórdia de Deus poderá presentear-nos com a sanidade necessária para entender a fragilidade e fugacidade da nossa existência quando comparada ao eterno Deus. Nenhum dos que aqui estão passam de pó e cinza, do pó saímos, ao pó voltaremos.

A Ele honra e glória.