"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Cuidado: O que você "pensa"que é amor?



O amor tem sido tomado ao longo da história para expressar as mais diversas situações e condições.

E por toda parte observamos seu uso para as manifestações que unem as pessoas: pais e filhos; maridos e esposas; os casais enamorados. De igual sorte, há morte em nome do amor, adultérios em nome do amor, homens com seus pares masculinos, bem como as mulheres com suas companheiras vivem entre si o amor, mentiras são ditas em nome do amor, relações sexuais são tidas como amor, suicídios ocorrem em nome do amor. Amam-se drogas, amam-se carros, ama-se dinheiro, há quem garanta que animais se amam.

Com um uso do termo se expandindo em direções opostas e excludentes, o amor, de acordo com o popular, é amplo e confuso. Podemos afirmar que as pessoas não sabem o que realmente é o amor.  

A diversidade do conceito prova que o conhecimento, orientações e as experiências existentes na sociedade humana não são o fórum adequado para encontramos respostas para explicar o amor.  

O recurso das Escrituras nos dirá o que é amor... o amor de Deus.

Os textos sagrados ensinam várias dimensões e expressões do amor, nos dedicaremos a esquadrinhar como Deus - fonte do amor - se expressa por meio dele, e partir daí definirmos o amor.

Nosso propósito é compreendê-lo – tanto quanto possível – na dimensão divina Pai, Filho e Espírito Santo, e depois verificar como devemos expressá-lo em nossa dimensão. 

A expectativa é que o entendendo, aprendamos, e praticando-o, cresçamos e nele tenhamos prazer.

Iniciemos na busca de seus fundamentos, em um dos textos mais conhecidos das Escrituras - João 3.16 – onde diz:
Porque Deus amou o Mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3:16)

Ressalta aos nossos olhos a expressão “Deus amou de tal maneira”, sim, Deus como agente do amor o fez de forma intensa em direção ao mundo. A ponto de dar seu Filho para salvação de pessoas.

É-nos dada a causa da vinda de Cristo ao mundo, conforme está escrito: “Deus amou de tal maneira que deu o Seu Filho”. Assim, a vinda de Jesus para realização da obra redentora em favor do “mundo” é manifestação - ou expressão - do Seu amor, mas, não é o amor. 

O amor foi a disposição em Deus que o levou a enviar Seu Filho, Jesus Cristo. Portanto, é adequada a conclusão que a doação do Filho unigênito é resultado do amor do Pai.

Semelhantemente, a vinda de Seu Filho - nascimento, vida, morte, ressurreição e intercessão - é a causa da nossa salvação, pois está escrito: “para todo aquele que nele crê, tenha a vida eterna”. A vinda do Filho em si não salvaria nenhum pecador caso não nos fosse implantada a fé. A pregação e ação do Espírito de Deus realizam a terceira parte do nosso texto.

Dessa forma, temos três movimentos que devem ser vistos e identificados separadamente:
O amor do Pai ao mundo, a oferta do Filho e a salvação do crente por ação do Espírito. São consequentes e dependentes entre si, mas não devem ser confundidos: ocorrem em momentos diferentes dentro – ou fora - do tempo, portanto distintos.

Eis os fundamentos do amor.
(1) O amor de Deus em benefício de pecadores, (1 Jo 4.19 - “ele nos amou primeiro”);
(2) Providenciou a vinda do Filho - oferta do Cordeiro (Jo 1.29) e, satisfez a Justiça de Deus (2 Co 5.21),  
(3) Deus foi glorificado (Jo 15.18; Jo 17.10; Ef 1.12; 1 Pe 4.11). Conforme: “[o amor] Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade”. (1 Co 13.6)

Parece-me que estes são os fundamentos do amor de Deus. Temos, assim, o amor de Deus na eternidade e revelado dentro da história humana. (conf. Jo 17.24 e 1 Pe 1.20). É reconfortante observar que além, glória de Deus por meio de Sua justiça, subjaz a ideia de eternidade no amor de Deus.

Podemos assim, identificados os fundamentos, estabelecer o conceito do amor:
“A disposição interior que age em direção e em benefício da pessoa amada. E mais, o amor satisfaz a justiça e glorifica a Deus”.

Eterno, imutável, infalível (1 Co 13.8)

Portanto, é falaciosa e vã a prática do amor sem observação da justiça do Senhor. Nenhum proveito há nesse "amor". 

Mas bem vos conheço que não tendes em vós o amor de Deus. (Jo 5:42)

2 comentários:

  1. O grande problema consiste em desassociar o amor do sacrifício, pois a bíblia declara que Deus é amor. (1jo.4.8) creio que seria correto dizer que o amor se fez carne, visto que Ele é amor, e esse amor foi sacrificado pelos seus que estavam no mundo. (Jo.13.1,2).

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  2. Correto.
    A questão é que Deus amou Cristo também, sem que haja necessidade de sacrifício .
    Logo, o sacrifício existiu para atender a justiça de Deus, e não como algo intrínseco ao amor.

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.