"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Poesia e desepero - Sem arrependimento



Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção,
Foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento,
Ainda que, com lágrimas, o buscou. (Hb 12.17)

Este texto tenta expressar a alma de Esaú de nossos dias.

I.
Hoje sei, e jamais pensei:
Existem cadeias – e eternas.
Prisões, em que me falta o ar.
Não há a liberdade.
Inútil! meu corpo e alma clamam.
Nem sei de onde tanta dor.

II.
Não há sofismas, nada é piegas.
Na prisão a liberdade não tem pedaços.
Fui enganado por minha sabedoria.
(Rejeito os detalhes)
No choro profundo
Conto meus amigos - talvez inimigos - fiéis.
Revejo meu sonho – nem mais possível.
São tragédias de uma lembrança abandonada...
Sofro pequeno.

III.
Deixo-me às aflições (como se tivesse escolhas!).
Masmorras - malditas - aprisionam minha mente.
Há paredes, não as vejo, mas há paredes.
A crua realidade fragiliza meu ser – nem sei se sou.
Não há ânimo para esperança, 
Agora é o que virá.
Não há recomeço, tampouco fim.


IV.
Sigo a multidão, 
e nada encontro.
Aprofunda meu desespero.
Não há esquinas, são corredores sem fim.
(Como fugir? Para onde ir?).
Não percebo a luz – Há luz?
Sobre a mim trevas.
Oferecem-me o pavor.
Não consigo delas fugir.
Percebo casais dançantes, vão e voltam.
Tentam uma valsa estranha, sem som, sombria.
Agora separados, pranteiam...
E dançam e pranteiam.

V.
Meus olhos tentam... Apenas as lágrimas
 – não há como resgatar, o possível se desfez.
A vida – o que seria? – desistiu de mim
Sobraram-me as escaras em minha alma.
(lembranças como testemunhas eternas).
Minha mente tenta... dores e tormentos.
Não há louvores e nem aleluias.
Meus lábios falseiam
À presença magistral de Deus.

VI.
Um tempo, em algum tempo.
Os louvores e as aleluias soavam.
Deus estava lá – eu dele zombava
Ouvia bocas santas e lábios diferentes.
Tudo estava ali, sempre esteve e sempre estará.
Como se tempo parasse a minha espera.
Havia louvores.
As aleluias flutuavam ao vento.
Tudo ficou para trás.
(nunca entendi, nunca experimentei!).
Ao longe se perdiam os louvores,
Dispersavam-se as suaves aleluias.

VII.
Ah! Os prazeres.
Aos sonhos (ir) reais.
A torpeza encantadora.
Ah! Quanto encanto, 
aquele encanto me encantou.
O vai e vem cintilante da ilusão.
As curvas das noites da sedução
O encanto me encantou
 (era onde deseja estar).

VIII.
Tantos foram os passos.
Tantos os abraços, o cansaço, os prazeres.
Ao longe se perdiam os louvores,
Dispersavam-se as suaves aleluias.
Ah! Os prazeres.
Jamais poderia voltar.
Hoje sei...
Existem cadeias eternas, prisões... 
Incontrolável é o choro.
Jamais poderei voltar!

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