"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O "estar em amor" sem saber o amor



Não desperte o amor, antes que ele o queira (Ct 8.4)

A palavra namorar tem sua origem na língua espanhola do termo “estar en amor”. Dele formou-se o verbo enamorar e daí o namoro. Assim, quando falamos em namorar a ideia é "estar em amor", vivendo sob o amor.

Independe da idade ou do interesse, o tema envolve a todos que desejam conhecer a realidade ética que subsiste nas relações entre as pesssoas. 

Assim, “Estar em amor” deve ser analisado, antecipando-lhe a considerável diferença existente entre sua concepção na vida secular e sob a ética de Cristo. 

Para esta publicação faço uma abordagem da ideia do termo e sua prática presente no mundo em que vivemos, sempre através das Escrituras.

Devo iniciar tomando o que o próprio mundo entende por estar em amor, sim, ilustram-no com o termo "test-drive". Verdade, "estar em amor", segundo o mundo, é tempo das experimentações, do pouco compromisso e da intensa busca por prazer... maximizar as vantagens e experiências oferecidas pelo "amor". 

Assim, “estar em amor” é viver o prazer e, quanto maior o número de experiências, mais chances há de “acertar”. Essa enganosa compreensão metamorfoseou o "amor", e ele, não por conceito, natureza ou propósito, mas pela degradação moral que se abate sobre a humanidade, perdeu sua ética e passou a expressar o prazer sexual. Suas virtudes constitucionais foram abandonandas completamente. Nada há de compartilhamento, de solidarieade, gratidão, companheirismo ou respeito entre os amantes.  

Nenhuma dignidade há no presente amor, senão o prazer e usufruto!

Essa concepção permitiu e substituiu amor pelo prazer e, consequentemente, a liberdade pela irresponsabilidade. E a dor, as partidas, as consequências são colocadas sob a tapete da busca da felicidade... que nunca vem. 

E o mantra da desilusão e deseperança tem sentido em meio a essa geração que se perdeu na busca apenas de si: "tudo vale a pena, se a alma não é pequena". 

A própria estupidez é legitimada: "amar como se não houvesse amanhã"!

Sendo amor um test drive, a mentira e a indolência anularam a diferença entre sucesso e fracasso. Pois, tudo ou nada vale a pena, e sempre haverá um próximo test drive a ser feito.

Esse "estar em amor", sem moral, é regido por um exíguo prazo de validade, até que o prazer - as vantagens - acabe. 

O amor desse "namorar" é, na verdade, a expressão do egoísmo e da falta de amor, Narciso exagerou, e voltou-se para seu próprio umbigo.

E essa geração de homens e mulheres sem caráter, tem perdido a percepção que seu "amor" tornam a si mesmos e as seus "amados" descartáveis, e com ele a própria vida é descartável. 

Enquanto não conhecerem o verdadeiro Senhor do amor continuarão iludidos vivendo apenas nutrido e orientados por sua deseperança. 

4 comentários:

  1. Muito boa exposição sobre o amor.
    Tenho percebodo que o namoro segundo conceito secular, tem sido a oportunidade de exercer o egoísmo em detrimento da "pessoa amada".

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    1. É exatamente isso que eu acredito.
      Além da oportunidade de se afundarem no prazer.

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  2. Mas como ensinar sobre o verdadeiro amor se não na igreja através da palavra. Até nossos próprios jovens desconhecem sobre esse "namoro "

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    1. Pastor não entendi seu comentário.
      Qual namoro que desconhecem?

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.