"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O batismo salva. Ou não?


Surgem, vez por outra, questionamentos a respeito do batismo. Sua eficácia, seus valores etc. Deixando de lado sua forma, para não incomodar os irmãos que aspergem água sobre seus seus batizandos, vamos verificar algumas particularidades e relacionamentos entre o batismo e a salvação dos crentes. 

O batismo, de fato, salva ou não salva? 

Para responder a este questionamento é preciso entender o que vem a ser e qual a história do batismo nas Escrituras, em especial no Novo Testamento.

E eram por ele batizados no [rio] Jordão, confessando os seus pecados (Mt 3:6). 
E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e [com] fogo. (Mt 3:11)

O texto de Mt 3.6 traz o primeiro registro do batismo no Novo Testamento. E esse foi realizado por João ("O Imersor", segundo André Chouraqui; judeu, especialista em línguas semíticas, tradutor do Ev. de Mateus)

Muita importância há nele, pois seu contexto esclarece um aspecto fundamental sobre o batismo. João afirma que “seu” batismo eram apenas sombras, pois viria um “outro batismo”. Ele diz: “E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo... (Mt 3:11)

Sim, João anuncia um batismo, ainda a acontecer, que seria feito, não em água, mas no Espírito. Isso nos ajuda a entender a natureza transitória de sua obra.  Sim, o batismo de João - assim como toda sua obra – era apenas uma preparação para a vinda do Senhor, como diz o profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas. (Mt 3:3)

Portanto, o batismo de João é precursor e sombra do batismo no Espírito - nossa união com Cristo (1 Co 12.13). Onde estão incluídos todos os benefícios conquistados por Cristo em nosso favor. 

Este batismo salva, porquanto feito por Deus, unindo-nos misticamente a Cristo. Homem algum fez ou jamais fará tal batismo. 

Mas, ao chegarmos ao fim dos Evangelhos lemos: 

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). 

Não temos o que duvidar: o batismo, em voga neste mandamento, nenhuma semelhança há com o que lemos a respeito do batismo de João e o batismo no Espírito. Este feito por Cristo (conf. Jo 1.33), pelo próprio Espírito (conf. 1 Co 12.11) e pelo próprio Deus (conf. Jo 3.34), aquele agora confiado a homens, aos discípulos.  

Em nenhuma parte das Escrituras há relação entre o batismo realizado por João e o batismo confiado às nossas Igrejas, exceto pelo elemento utilizado – a água.

O que fazemos, inversamente a João, é contemplarmos o batismo passado feito por Deus - no Espírito Santo - e simbolicamente o reproduzimos utilizando como elemento a água. Nenhuma contribuição mística há nele  para a salvação eterna.  

Este batismo, simbólico, representa a morte do velho homem e a ressurreição do crente - fazendo sentido ser por imersão; e torna público seu efetivo vínculo e compromisso com sua nova família.  

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