"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sábado, 10 de dezembro de 2016

Há liberdade na escolha, o que Deus diz?


Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão. (Gl 5:1)

Sem dúvidas fomos chamados para Liberdade e retirados da escravidão. Se fomos libertados, quanto éramos livres? Quanto éramos escravos? Qual a natureza de cada uma das questões envolvidas?
Onde avaliar a liberdade humana
Quando falamos a respeito de liberdade humana, devemos primariamente tentar seu conceito – colocá-la em um campo de conhecimento específico onde possamos avaliá-la objetivamente, assim nos afastamos de falsos conceitos e das conjecturas que emanam de nosso próprio coração. Para tanto, precisamos ouvir o que o Senhor nos reserva, o que dizem as Escrituras, apenas Ele pode nos oferecer entendimento sobre esta questão. E, a partir daí, percorrermos – tanto quanto possível - sua extensão, sua efetiva capacidade de ação, por fim, os limites da liberdade pretendida – ou real. 
Liberdade é capacidade, e sempre sob llimites
De sorte, que somos obrigados a relacionar liberdade à capacidade. Sim, a liberdade é a autonomia de realizar. Onde não há liberdade, não há capacidade para realização. Nenhuma pessoa enclausurada pode agir além de sua clausura. Contudo, é suficientemente livre para agir em toda extensão de seu confinamento. Logo, a liberdade está submetida a limites, sem os quais e além desses ela não existe.
Surgiu ou ressurgiu?
Não há como negar sobre a culpabilidade humana presente nas Escrituras, afirmando-a responsável diante de Deus. O conceito de responsabilidade diante de Deus, de acordo com o humanismo – cristão ou não –   o levou ao equívoco da contrapartida: se responsável, logo capaz. Assim, a liberdade sugerida é produto de erro de entendimento e não da palavra do Senhor. Porém, como resultado, adotou-se esse engano como se viesse do próprio Deus.  A despeito da força de conceitos, metodologias consagradas e a própria história cristã, e mais, o caráter revelado de Deus, seus atributos e sua soberania... assim, sem nenhuma consulta ao Senhor, lançou-se "o homem livre" – cooperador de Deus. Pois, alegam sem tal liberdade não haveria culpa diante de Deus. Contrária aos ensinos do Senhor, a razão humana legisla vorazmente em defesa de seus pressupostos.
Na verdade, se trata da versão atualizada e universal da medianeira que o Catolicismo Romano atribuiu apenas à Maria, mas que agora o Humanismo, remodelou o conceito, consagrando-o a toda humanidade, onde todos são cooperadores de Deus na salvação. 
Essa é a discussão, essa liberdade que esquadrinharemos, e sei, este texto não encerrará o conflito!
A questão central
Quão livres somos para satisfazer a justiça de Deus? Apenas nossa natureza nos capacita para escolhermos o “bem” segundo o Senhor?
Tais perguntas devem ser respondidas excluindo qualquer ação PRÉVIA de Deus. Ou seja, identificar toda a extensão da liberdade humana - atos como resultados da disposição natural. Aquilo que o homem escolhe sem “ajuda” de Deus.
As respostas afirmativas a essas questões apoiam-se exclusivamente nas disciplinas sociais e no próprio coração. Em busca de legitimidade cunham um punhado de textos bíblicos e os entortam de forma a atender aos anseios de liberdade. Na verdade, são conceitos vindos da sociologia, psicologia e demais disciplinas, que se tornaram necessários para expressão do “novo homem”.  - Um cristianismo psicológico que garante a capacidade e a liberdade humana em relação a Deus.
A liberdade humana e a palavra de Deus
"Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente" (1 Co 2:14)
Aqui – outras partes também - as Escrituras qualificam a liberdade humana. Ele pode ser livre, mas sua liberdade age apenas na dimensão do mundo natural no qual está inserido. Quanto às verdades ou realidade divina o homem é completamente incapaz que percebê-las, logo não há como compreendê-las, e por sua vez, escolhê-las ou experimentá-las. Não tem qualquer liberdade em si para escolher ou satisfazer à justiça de Deus. É como se o homem fosse aparelhado de asas, contudo fossem inoperantes, não lhe permitissem alçar voos - tomo emprestada a ilustração de Lutero.
A liberdade natural
pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas malhas? então podereis também vós fazer o bem, habituados que estais a fazer o mal. (Jr 13:23)

O paralelo estabelecido entre a natureza e a vontade mostram quanto nossa vontade é refém de nossa de nossa natureza. Nossas decisões seguem o fluxo natural de nossa inimizade contra Deus.
Tudo que conhecemos é limitado por nossa natureza, ou seja, nossa natureza impõe restrições, limites físicos, intelectuais, morais ou legais. A liberdade sugerida pelo humanismo cristão sugere a supressão dos limites. Não há realidade possível na liberdade pretendida.
Em sua liberdade, o homem executa seu direito de escolhas, preferências e determinação dentro da realidade do mundo físico e perceptível, a Escritura garante-nos isto. Da mesma forma, garante-nos que nenhuma capacidade ou liberdade humana há fora deste mundo físico, ou seja, na dimensão do mundo espiritual, com suas verdades, seus valores, princípios e seu Senhor.  
A verdadeira liberdade
Não há como negar que a liberdade pretendida e anunciada pelo “homem livre” não se ajusta ao que Deus fala em sua palavra. A única liberdade "possível" decorre da vontade livre, graciosa e soberana de nosso Deus ao anunciar aos nossos corações:
Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. (Jo 8:36)