"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Como perdoar?



https://osegredo.com.br/2016/09/leia-isto-se-existe-alguem-que-voce-nao-consegue-perdoar/
No link acima o autor faz uma série de considerações a respeito de perdão. E após sua leitura fiz este texto.

O conceito ou a experiência de perdão é algo completamente estranho à natureza humana, e para entendê-lo ou praticá-lo é necessário que o conheçamos fora dessa natureza, nesses termos jamais será um clichê.

É comum lermos pessoas, mesmo desconhecendo o que vem a ser perdão, oferecerem seus conhecimentos e experiências pessoais para lhe formular o conceito. Muitos de boa-fé, pretendem-se verdadeiros, consoladores, e o que é mais perigoso, universais, entendendo haver resolvida a questão. Entretanto, o perdão, seja conceito, seja prática, encontra-se fora da categoria das reflexões ou experiências meramente humanas.

Sendo o perdão é um evento interpessoal, não será objeto da introspecção ou contemplação, muito menos definido nos protocolos da “sabedoria humana”, logo não será aprendido pelo uso de tais recursos.

O perdão precisa ser uma experiência determinada por “Alguém” fora do contexto de nossos pressupostos. Devemos conhecer e adotar o conceito DAQUELE que sabe todas as coisas, inclusive as profundezas de nosso coração.
Acho prudente trazer um conceito de perdão para orientar nosso entendimento: 
“Ato pelo qual uma pessoa é desobrigada de cumprir o que era de seu dever ou obrigação por quem competia exigi-lo”.

Com esse conceito em mente seguiremos para verificar o que Deus afirma sobre a questão. Toda ofensa deve ser punida. A rigor, nos moldes que o concebemos, o perdão é um ato de injustiça por liberar o ofensor do pagamento - ou cobrança – que lhe é devido. Não se pode fazer desaparecer a existência da ofensa – nem é justo, muito menos natural.

Como perdoar? Ou melhor, como Deus perdoa? Sim, devemos partir de Deus para compreensão e prática o perdão.

As nossas ofensas contra Deus: idolatria, mentira, insensibilidade, ira, bebedices, blasfêmias nos tornam réus – devedores - diante do Criador e Mantenedor da vida. A consciência de quem nós somos, do que praticamos e de que O ofendemos garante essa condição. A mínima negligência nesta área nos manterá reclusos à escuridão dos “próprios conceitos”, definindo e vivendo “um perdão pessoal sem qualquer eficácia para nossas vidas... apenas palavras soltas.

Sendo Deus justo e misericordioso, não poderia deixar de praticar sua justiça, ou seja, punir a ofensa. Contudo, Ele, por misericórdia, nos perdoa. E é importante sabermos que, estritamente, o perdão é um ato de justiça e não de amor.

Deus em sua justiça, puniu em seu Filho – com sua morte -  todas as minhas ofensas. Em sua misericórdia, me perdoou.  Foi necessário que alguém pagasse por minhas ofensas, alguém que JAMAIS O ofendera.

Como Cristo pagou cabalmente nossas ofensas, Ele JAMAIS nos cobrará pelas ofensas que cometemos contra Deus.

Nessa dimensão JAMAIS perdoaremos. Mas, compreendemos e experimentamos o REAL significado do perdão, e nos sentimos gratos pela justiça e misericórdia de Deus. Esse sentimento de gratidão a Deus é nossa iniciativa em perdoar os outros. Deixando aos cuidados do Senhor para tratar as ofensas que sofremos... e ainda as que cometemos contra outras pessoas.  

Só saberemos o perdão, bem como o praticaremos em favor daqueles que nos ofenderam, quando nos sentirmos perdoados por Deus. Sabermos que o ofendemos e fomos por Ele perdoado. E que nenhuma ofensa que seja feita contra nós é maior que as ofensas que contra Ele praticamos.

Essa disposição interior de quem foi ofendido em benefício do ofensor é percorrida pelo caminho da gratidão e obediência ao Senhor, jamais pela ira ou senso de justiça pessoal.  


Sem tais conhecimentos e experiências, os conceitos e verdades sobre perdão são apenas tentativas frustradas em dar significado àquilo que está fora de nossa compreensão. Esses sim, são apenas clichês. 

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1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.