"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ressurreição - Pequenos detalhes



A Ressurreição conforme apresentada nas Escrituras, revela aspectos grandiosos. Se, por um lado, ela evidencia que Deus é o Senhor da história, Por outro, exige atenção, pois, envolverá a todos. É ela quem abrirá os portais da eternidade, encerrando a vida como a conhecemos.

Longe de ser uma novidade, essa expectativa se confunde com a história do homem. O livro de Jó, que registra um período de 2 mil anos antes da vinda do Senhor, já a contemplava. Em seu capítulo 19. 25, Jó afirma que veria Deus em outro corpo. Sim, Jó vivia a esperança de um dia estar com o Senhor... E em outro corpo.

Além de Jó, profetas a anunciaram. Jesus a confirmou. Temos relatos, em que multidões dela testemunharam. E o encontro do apóstolo Paulo com Jesus ressurreto, mudou para sempre sua vida. Passando a dedicar todos seus dias na proclamação da esperança da ressurreição.

As Escrituras conferem à ressurreição de Jesus igual historicidade dada ao decreto de César Augusto, à existência de Quirínio como governador da síria, o matança das crianças no reinado de Herodes. 

A despeito das evidências históricas, o homem a rejeita, negando-a por completo. O que, em nada diminui sua importância ou sua realidade.

Precisamos iniciar, discernindo sobre sua real natureza. Sabemos das muitas pessoas que voltaram a vida, depois de haverem morrido. Entre eles, Lázaro e o filho de uma viúva em Naim. São registros confiáveis do Velho e Novo Testamento. Contudo, nenhum destes trata de ressurreição. Apesar, de fato, haverem voltado da morte, o termo ressurreição não se aplica. Não por um detalhe teológico, ou capricho denominacional. O fato dessas pessoas voltarem a morrer, prova que não houve ressurreição.

A ressurreição é bem mais que voltar à vida. Jesus, não apenas voltou à vida, ele venceu a morte definitivamente. E ouçam isto... Jesus vive... E jamais morrerá. Sua vida que não tem fim. E seu corpo ressurreto é livre do poder da morte. É livre da ação do tempo. Nenhuma corrupção o atingirá. 

Sim, sua ressurreição revelou a existência de uma nova natureza corpórea. Até então desconhecida.

Paulo dedicou uma parte significativa de sua carta aos coríntios dando detalhes sobre a ressurreição. E o fez como sendo a fase final da semeadura. Uma grande colheita, a se estender por toda a terra. Ele nos faz lembrar que essa já foi iniciada, sendo Jesus seu primeiro feixe (capítulo 15:20). À semelhança de Jesus, a colheita também nos atingirá. Então, experimentaremos o poder da ressurreição, semelhantemente a Cristo. 

E mais sabemos sobre a ressurreição do nosso corpo. Está escrito:
E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou doutra qualquer semente. (capítulo 15:37).

Devemos observar a continuidade existente entre a semente, e a planta por ela produzida. Pois, o paralelo, ensina que o corpo que temos, como sementes, serão transformados, dando lugar a um novo corpo. E, sobre a natureza desse corpo, está escrito:
Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará na incorrupção. (capítulo 15:42).

O corpo corruptível, que hoje temos, será transformado em um corpo livre da corrupção. Todos teremos corpos eternos. Para horror ou para honra entraremos na eternidade. 

Assim, entenderemos o significado da vitória da cruz...  
Quando isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória. (capítulo 15:54)...

Então, Face a face com Senhor, o veremos. E para sempre com ele estaremos.

Aleluia Senhor!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Quem sou, de onde vim, e para onde irei?


A humanidade tem experimentado períodos de desenvolvimento. A ciência tem se multiplicado, descobertas permitem ao homem, padrões cada vez mais sofisticados na tentativa de compreender a vida.  Acredita a humanidade, ser a exaltação da razão.

É claro, a morte continua aprisionando o ser humano, impondo-lhe restrições. E as propostas e experiências para libertar-se têm sido fantasiosas, ou fracassadas.

Esta condição, tem restringido a humanidade. E algumas perguntas, permanecem sem respostas desde o princípio. Uma delas, é o propósito da vida.... Quem sou, de onde vim, e para onde irei?

O homem, em si mesmo, tem buscado respondê-la, sem chegar a conclusões satisfatórias. Apenas, abandonando a razão, surgem soluções, mas logo, são refutadas pela própria razão. E a questão, para o homem, continua aberta.... Qual o significado ou propósito da vida?

Por outro lado, o evangelho de João, capítulo 8.14, nos forneces informações essenciais sobre a questão. Assim está escrito... 
“Respondeu Jesus, e disse-lhes: Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei donde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis donde venho, nem para onde vou”.

Este diálogo faz parte de um contexto em que estão Jesus e religiosos. Estes, baseando-se apenas em si mesmos, a despeito das evidências, negam a divindade de Jesus.

Na resposta dada por Jesus, Ele, não apenas afirma ser Deus, mas lhes informa saber seu destino. A causa da rejeição feita por seus opositores, decorria da disposição de, simplesmente, negá-las. Pois, caso fosse validada, passariam a depender daquele que estava diante deles... que afirmava ser Deus.


De fato, as questões que envolvem o propósito da vida, e a responsabilidade diante de Deus, se encontram além da razão humana. O homem se refugia, inutilmente, em sua religiosidade e, vãs filosofias para ignorá-las... a despeito das evidências.

O conhecimento adquirido, tem mantido o homem em oposição a Deus. Levando-o em direção a uma enganosa suficiência, garantida pela soberba, prazer e consumo. E Tal como os religiosos, a época de Jesus, ainda hoje, permanece o homem, negando sua divindade.

Mas Deus ensina a todos. A estultícia do homem perverte o seu caminho, e o seu coração se irrita contra o Senhor. (Provérbio 19:3).