"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Levados e deixados - Mateus 24








Muito foi – e será – escrito a respeito do texto de Mateus 24.40-41. O objetivo desta análise é oferecer um significado ao termo “levado” desta passagem. 


A compreensão do contexto é necessária. Está inserido na resposta do Senhor sobre sua vinda – A segunda. 

Jesus apresenta detalhes que nos permitem identificar o cenário que antecede Sua vinda. Um tempo de instabilidades e crises. A farsa religiosa com o surgimento de falsos Messias (5). A insegurança social com o anúncio de guerras e rumores de guerra, de nações contra nações (6,7). Adicionando-se ainda, doenças e catástrofes naturais (7).

A partir do v. 15 as descrições indicam um cenário mais peculiar. 
  •           O profeta Daniel, refere-se ao Templo de Jerusalém (15)
  •           Perseguição na Judeia (16).
  •           A expectativa pela chegada do Messias (23,24)
  •           O inverno e o sábado (20)

Esse cenário aponta para Israel, seu povo e seus costumes.

Logo depois o texto anuncia a vinda do Senhor (27). Percebe-se um padrão na descrição do Senhor relacionados aos eventos que antecedem sua vinda: 


Perseguição e Insegurança.
Este padrão é repetido até os versos 29 e 30, quando diz:
“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. (Mt 24.29,30).
Mas, ao utilizar o Dilúvio, descreve o tempo imediatamente após. "Até que veio o dilúvio", pondo fim a descrição dos eventos anteriores. É um paralelo para sua vinda - "assim será NA VINDA".  
E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será na vinda do Filho do homem (Mt 24:37-39)

É neste contexto que se encontra o termo “levado” - "Até que veio o dilúvio e os levou". Assim, associa Sua vinda à chegada das águas do Dilúvio.

O Dilúvio, portanto, fornece ao termo “levado” o caráter de juízo, ou condenação por meio das águas. O mesmo sentido deve ser dado ao termo “levado” presente em nosso texto - os que se encontram no campo. Ou seja, aquele que for levado, significa que foi morto, ou tomado para juízo.

O termo “levado” não pode ser benefício, ou bondade, pois contraria a ilustração do  paralelo feito pelo Senhor. Portanto, o termo “levado” deve significar condenação - “juízo” 

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