"SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Espera, ó Israel, no SENHOR, desde agora e para sempre.(Sl 131)

Visitantes

Posts

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Perda de salvação



Precisamos entender a realidade que estamos envolvidos, assim chegaremos a uma conclusão adequada sobre a questão. Divido o tema em três partes.

Primeira. A realidade humana. A segunda, a capacidade humana e, terceira, a ação de Deus na dimensão de nos movemos. 

A primeira, a realidade humana, diz respeito a nós mesmos, ao que somos. Somos maus. As nossas intenções, interesses, egoísmos e escolhas provam isto. Caso questionemos, a morte funciona como um juiz, encerrando a todos, apresentando o pagamento de nossas virtudes. Esclarecendo o engano de quem pensamos ser. Evidencia que não conhecemos verdadeiramente a Deus. Não somos seus amigos, e outra vez a morte e a falta de esperança sobrevém como prova da nossa solidão, nossa separação de Deus. É portento, essa a realidade que estamos inseridos, quem de fato somos, vive-se sem Deus e sem esperança.

A segunda parte, refere-se à nossa capacidade de alterar tal realidade. Ou seja, poder de promover uma nova direção às nossas disposições interiores. Fazermo-nos bons, abrirmos mão do egoísmo, vencermos à morte. Ou seja, dar-nos uma nova natureza, alterar a própria vida em seus fundamentos essenciais.
Assim, como um leopardo não pode trocar suas pintas, tampouco um etíope mudar sua pele, precisamos de ajuda, ou nossa realidade permanecerá inalterada. Continuaremos reféns da morte, escravos de uma fé criada por nós mesmos, sem regras e sem esperança. Logo, somos incapazes de alterar nossa natureza, nosso interior, nossa mente.
Em nossa presunção, enganamo-nos ao adotar uma religião, nossas obras, nosso saber – atos de bondades, como garantia de favores diante de Deus.

A terceira parte, envolve a pessoa de Deus. É Ele quem, evidenciando seu infinito amor, se faz conhecer pelo pecador. A isso chamamos de novo nascimento. O que Jesus ensina no Evangelho de João, capítulo 3. Deus adentra aos negócios humanos, e em seu poder, chega ao pecador mortal, fazendo-se conhecer. Essa concessão de Deus confere ao pecador, antes refém de sua própria natureza, uma nova mente, transformando a distância de antes, em amizade de agora e eternamente.

E essa profunda e completa alteração da natureza humana, realizada por Deus e traz mudanças de caráter e conduta naquele que a experimentou. A salvação iniciada, a vida eterna que emerge e jamais acabará.

Surgem novos conceitos, a esperança tem fundamento, os valores, tais como egoísmo, mentiras, subterfúgios, os ilícitos passam por uma completa revisão. Aquela velha realidade é finda, sentimo-nos amigos de Deus, contamos com Ele em nossa vida diária, a oração tem destino e respostas. Lemos sua palavra, entendemos, ela é a verdade que faz sentido para nossa vida. Uma nova criação de Deus agora está nesse mundo.

Assim, tanto a mudança inicial realizada por Deus, em nosso interior, quanto seus resultados, são a salvação. Sim, essa profunda transformação é algo único, completo, que chamamos de salvação.

E, Deus afirma em sua palavra:

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. (Romanos 8.38 e 39)

Logo a salvação não nos pertence, pertence a Deus. 

Temos os questionamentos: 

Quem poderia ou poderá fazer voltar atrás aquilo que Deus realizou? O homem? ou demônios?Como perder aquilo que não nos pertence, que pertence a Deus? 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

1. Seus comentários e refutações são bem vindos.
2. Por favor, faça-os sempre com base nas Escrituras, caso contrário, são opiniões pessoais, com pouco valor
3. Não modero cometários, seu temor ao Senhor deve sê-lo
As ofensas pessoais podem ser substituídas por refutações, ajudariam a todos que passam por aqui.

Em Cristo.